22/02/2011 20h28 - Atualizado em 09/07/2013 11h51

Jogos que mereciam um remake: Captain Commando

Ingo Müller
por
Para o TechTudo

No final dos anos 80 e começo da década de 90 os jogos de luta não eram populares, então os Beat’em Ups dominavam os fliperamas. Os jogadores se amontoavam para esperar sua vez de gastar toneladas de fichas com Renegade e Double Dragon. A Capcom não poderia ficar de fora deste filão, e fez sua primeira tentativa no gênero com Final Fight, que foi um sucesso estrondoso, tanto nos arcades quanto nos consoles domésticos.

Captain Commando (Foto: Divulgação)Captain Commando (Foto: Divulgação)

A boa aceitação das histórias de Haggar e Cia socando bandidos pelas ruas de Metrocity deu confiança para a empresa investir novamente na pancadaria side scroller. Para isto, a Capcom reviveu seu antigo porta voz, o super herói Captain Commando – um homem cujo próprio nome significa CAP-COM.

O personagem surgiu ainda na década de oitenta, aparecendo nas embalagens e manuais de jogos da empresa. Na época, ele chegou a ter duas aparências distintas: um pistoleiro cartunesco e uma encarnação mais humana, ambas bem diferentes do design definitivo de xerife espacial, presente no game homônimo lançado em 1991.

Mas não se faz um jogo de luta com um personagem só, e por isso o capitão precisou recrutar três novos membros para poder estrelar seu primeiro game. E o time Commando era bem heterogêneo: além do líder destemido, tinham a múmia espacial Jennety, um ninja chamado Sho (o mais normal do grupo), e o bebê gênial Hoover, que pilotava um mecha peso pesado.

Captain Commando (Foto: Divulgação)Captain Commando (Foto: Divulgação)

O enredo de Captain Commando era bem clichê, quase uma paródia: no ano de 2026, o vilão Scumocide ameaça a galáxia até que o grupo de heróis parte impedir o facínora, mas antes de chegar na base dele precisa socar uma legião de capangas genéricos. E como era divertido surrar esses capangas! Cada herói tinha uma série de poderes distintos que, aliados a variedade de armas espalhadas pelos estágios, davam um leque bem amplo de possibilidades de homicídio: era possível esmagar, incinerar, eletrocutar e até cortar ao meio todos os que ficassem no caminho.

Captain e Cia chegaram aos consoles domésticos em 1995. Os personagens apareceram em diversos outros jogos da empresa, como Marvel versus Capcom 1 e 2, onde o Capitão era um personagem bem balanceado e cheio de truques na manga, convocando os colegas de equipe em seus golpes e movimentos especiais. Além disso, ele ainda dividia com o público o seu conhecimento da história da empresa: em uma de suas telas de vitória, ele dizia que o primeiro jogo da empresa foi o shooter Vulgus, lançado em 1984. Capitão é cultura!

Marcel x Capcom (Foto: Divulgação)Marcel x Capcom (Foto: Divulgação)

Depois de comprar briga com os heróis da Marvel, o personagem também encarou outros ícones dos videogames em vários jogos que não eram de luta: em Namco versus Capcom, um RPG tático com elementos de jogo aventura; SNK versus Capcom: Card Fighters Clash, uma bizarra série jogo de cartas virtual para consoles portáteis; e Capcom World 2, um jogo de perguntas e respostas que tinha participações especiais de vários personagens de todas as séries da empresa.

Apesar disso, o Captain Commando original nunca ganhou uma sequência, e seus personagens pararam até de fazer aparições em outros jogos. Para completar, a ausência de seu protagonista em Marvel Versus Capcom 3 é um indício que não existem planos para a turma Commando num futuro próximo. Pelo jeito, ao menos por enquanto, a Capcom deixou estes personagens de lado.

É uma pena, pois o hype causado pelo jogo do Scott Pilgrim prova que os Beat’em Ups ainda atraem a atenção dos jogadores, dando uma oportunidade perfeita para que o quarteto voltasse em grande estilo. Um remake distribuído por DLC, com belos gráficos 2D, multiplayer cooperativo para quatro jogadores e elementos de RPG (como um sistema de pontos de experiência para destravar as habilidades do quarteto, comprar golpes novos e aumentar os poderes das armas) certamente cairia no gosto do público – afinal, não é porque a história do jogo se passa em 2026 que temos que ficar sem uma sequência da franquia até lá!

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