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01/02/2011 16h53 - Atualizado em 14/07/2011 07h05

Top 10: Jogos de Dreamcast que merecem um Remake

Rafael Monteiro
por
Para o TechTudo

O Dreamcast, último console da Sega, pode não ter sido um fenômeno de vendas, mas foi um videogame muito especial para todo gamer. Em meio a uma fase de transição de gerações e muitas incertezas, a veterana apostou no que mais sabia, jogos fortemente fundamentados com valores arcade, direto dos fliperamas pras nossas casas.

Infelizmente o frissôn do PlayStation 2 foi tão grande que apagou praticamente todos os sinais da passagem do videogame pela Terra, o que foi uma pena, pois muitos jogos mereciam mais atenção, mereciam uma nova chance… mereciam um Remake!

Vale lembrar que essa não é uma lista dos melhores jogos do Dreamcast, mas sim dos que melhor se aproveitariam de serem refeitos hoje em dia sob novas tecnologias, novos olhares e novos gráficos. Assim justificam-se ilustres ausências, como Sonic Adventure 1 e 2 ou Shenmue, pois foram jogos que exploraram muito bem o console e tiveram toda a atenção que mereciam em suas épocas.

10 – The Typing of the Dead

Typing of the Dead  (Foto: Divulgação)Typing of the Dead (Foto: Divulgação)

O conceito era estranho, pegar o jogo de tiro The House of the Dead, e transformá-lo em um game de digitação. O que talvez ninguém esperava é que a Sega, aparentemente sem querer, descobriu um novo gênero.

Todos que jogaram The Typing of the Dead: o game é muito divertido. Enquanto não exatamente uma mania que se espalhou pela indústria, surgiram muitos jogos em Flash baseados na sua performance de digitação. Até sites inteiros de competições.

Em uma época que todos os consoles tem portas USB e plugar um teclado nunca foi tão fácil, parece um ambiente mais propício a receber o jogo do que na época que você tinha que comprar um teclado especial pra isso.

9 – Tony Hawk’s Pro Skater

Tony Hawk’s Pro Skater (Foto: Divulgação)Tony Hawk’s Pro Skater (Foto: Divulgação)

Sim, o primeiro jogo da série Tony Hawk. Parece difícil de acreditar hoje em dia, mas essa série excessivamente explorada teve uma época em que só possuía um único jogo. O título era bom no PlayStation e no Nintendo 64, mas era ótimo no Dreamcast!

Depois de tantos jogos que diluíram a fórmula ao ponto de ter jogado a série para o campo do descartável, é hora de voltar ao básico e retomar os elementos que a tornaram um sucesso, chega de controles em forma de Skates para jogar o game.

Alguns jogadores poderiam até discutir que o ápice da série foi durante o segundo jogo, mas é na raiz que se encontram os mais primordiais valores arcade.

8 – Floigan Bros. Episode 1

Floigan Bros. (Foto: Divulgação)Floigan Bros. (Foto: Divulgação)

Quando os irmãos Floigan chegaram ao Dreamcast, tiveram opiniões bem divididas. Se por um lado, eram carismáticos e o jogo lembrava um episódio de desenho animado, por outro não era um jogo tão forte.

Você jogava com Hoigle, o baixinho inteligente, e tentava indiretamente convencer seu irmão, Moigle, maior, mais forte e desprovido de raciocínio lógico, a fazer as coisas que você não poderia fazer sozinho.

O grandalhão era como uma criança e às vezes queria parar tudo para brincar ou não atendia por ter ficado zangado com você. Todo o clima do jogo era como se fosse um grande episódio de Comichão e Coçadinha, bastante engraçado e interativo, mas não havia muito o que jogar.

Se por um lado, não tinha como o título dar certo no Dreamcast, nos dias de hoje, com a distribuição digital, cairia como uma luva.

7 – Seaman

seaman (Foto: Divulgação)Seaman (Foto: Divulgação)

Entrando um pouco no ramo do bizarro agora. Em uma época de Tamagotchis e Hey You, Pikachu! da Nintendo, a Sega resolveu lançar sua resposta: Seaman. A diferença é que ao invés de uma criaturinha bonitinha ou um Pokémon, você cuidava de um peixe com uma cara humana que parecia ter saído direto do programa Glub Glub da TV Cultura nos anos 90.

Utilizando o microfone o jogador podia falar com seu Seaman e ele responderia com as mais variadas frases, piadas e simplesmente bizarrices tiradas de lugar algum, sempre pegando de surpresa quem pensava que já tinha visto de tudo. A voz de Seaman era feita por ninguém menos que Leonard Nimroy, o Sr. Spock da série clássica de Jornada nas Estrelas.

Em uma época com periféricos como o Kinect da Microsoft, Seaman simplesmente pede por um remake. Seria altamente ilógico não fazê-lo.

6 – Jet Grind Radio

Jet Grind Radio (Foto: Divulgação)Jet Grind Radio (Foto: Divulgação)

Provavelmente esse é o jogo com mais estilo, não só do Dreamcast mas de toda a história dos videogames. Em Jet Grind Radio você é Beat, um patinador montando uma “gangue”, os GG’s, para grafitar a cidade e firmar sua dominação. Em meio aos atos de rebeldia (e talvez um pouco de vandalismo) o grupo acaba se envolvendo em uma grande história para salvar a cidade de uma organização maléfica.

Artisticamente o jogo era impecável, gráficos cartunescos pela técnica do Cel Shading e músicas remixadas super animadas. O setor técnico não receberia grandes melhorias com um remake. Mas há um movimento recente, principalmente em jogos da Rockstar, do qual ele poderia se aproveitar. Como em Grand Theft Auto IV e Red Dead Redemption, além do modo para um jogador tradicional, contam com extensivos modos multiplayer online.

Jet Grind Radio tem a estrutura certa para isso com seu mundo distribuído por tribos rivais, como os Poison Tanks, as Love Shockers e os Poison Jam, todos querendo dominar a cidade. Um ambiente perfeito para disputas online.

5 – Ecco the Dolphin: Defender of the Future

ecco (Foto: Divulgação)Ecco (Foto: Divulgação)

Se por um lado Ecco sempre atrai um público expandido com sua temática, um golfinho nadando pelo oceano, por outro o jogo é uma bagunça completamente sem uma certa lógica. Ecco merece um remake para fazer sentido.

Ecco parece um golfinho comum, até que alienígenas voltam no tempo, sequestram seus amigos e só ele escapa. No futuro, golfinhos e humanos dominam o planeta, impedindo que esses alienígenas invadam, então eles resolveram o problema na raiz.

Ecco começa sua jornada explorando os oceanos, descobrindo uma espécie de guardião da humanidade e golfinhos, ganhando super poderes, transformando-se em uma nave alienígena, viajando no tempo… já deu pra ter uma idéia, não?

Ainda assim, no meio dessa história pra lá de esquisita, Ecco era um jogo bastante divertido, mas que realmente precisava de uns retoques pra ficar menos absurdo.

4 – Phantasy Star Online

phantasy star (Foto: Divulgação)Phantasy Star (Foto: Divulgação)

Talvez muitas não pessoas saibam, mas a Sega foi pioneira nos modos multiplayer online. Só quem jogou Phantasy Star Online com Internet discada em um Modem 56K sabe o que é aventura pra valer.

Agora imagine como era um jogo, com todos os elementos viciantes de um MMORPG, mas com apenas quatro personagens na tela ao mesmo tempo e contanto com o funcionamento dinâmico dos arcades da Sega. Por isso Phantasy Star Online era um dos mais incríveis jogos online a passar por um console.

Ele era feito sob medida para jogadores de videogame querendo jogar online, não jogadores de PC. Infelizmente não dava pra Sega manter os servidores gratuitos como planejava e foi necessário instituir uma taxa para jogar.

Já está na hora de Phantasy Star Online voltar, agora com o auxílio de redes centralizadas, como a Xbox LIVE, PlayStation Network e Nintendo Wi-Fi Connection para ser novamente um sucesso e uma referencia no gênero.

3 – Segagaga

Um RPG que só foi lançado no Japão, Segagaga é o que você chamaria de um jogo tipicamente japonês. Ele contava a história da batalha da Sega e do Dreamcast contra a Sony e o PlayStation 2.

O jogador controlava um garoto, Sega Taro, e junto com sua amiga Yayoi Haneda, era contratado pela Sega para levar a companhia ao topo novamente, interagindo com personagens de outrora. Até Alex Kidd aparece trabalhando como balconista em uma loja após ter sido abandonado pela empresa.

A Nintendo lançou um jogo parecido para o Wii, chamado Captain Rainbow, onde o jogador interagia com personagens esquecidos. Também tipicamente japonês e que nunca veremos um lançamento ocidental, mas Segagaga poderia abrir um precedente para esse estilo, jogos para fãs das empresas.


2 – Resident Evil: Code Veronica

Desde Resident Evil 4, que mudou o estilo de jogar da série, os fãs vêm pedindo por remakes de Resident Evil 2 e 3 com a atual jogabilidade.

A Capcom, produtora do jogo, sempre pode se esquivar alegando que os cenários desses jogos eram pré-renderizados, imagens 2D feitas para parecerem 3D, mas essa desculpa não colaria com Code Veronica, que foi o primeiro Resident Evil totalmente poligonal, graças ao poder extra que o Dreamcast oferecia.

Nesse capítulo você controla primeiramente Claire Redfield, tentando escapar de uma ilha prisão infestada por zumbis e depois seu irmão, Chris Redfield, protagonista do primeiro Resident Evil e Resident Evil 5. Alguns pedaços da história foram alterados pelo jogo Resident Evil: The Darkside Chronicles, e portanto seria interessante “canonizar” a versão correta da história em um novo jogo.


1 – Skies of Arcadia

Mas ninguém merece mais uma nova chance de brilhar sob os holofotes do que Skies of Arcadia. O RPG do pirata aéreo Vyse e sua tripulação de amigos é uma das maiores obras-primas da geração passada, facilmente entrando nas primeiras colocações de qualquer ranking de jogos de RPGs.

Novamente a Sega soube como dosar elementos clássicos de um gênero com valores arcade, trazendo aventura para um gênero que em outras circunstâncias alguns poderiam considerar monótono. Este é um dos poucos jogos com batalha em turnos que não permite que o jogador fique entediado.

Bom, mais ou menos. Quando o jogo foi lançado ele tinha esse pequeno defeito de excesso de batalhas que, ao longo da jornada, iam ficando cada vez maiores. Isso foi consertado posteriormente na versão para GameCube.

A emoção de navegar pelos céus era sem igual, pois coisas inesperadas aconteciam o tempo todo. Monstros gigantes que você poderia derrotar só pelo desafios e outros piratas esperando que você os enfrentasse e clamasse a recompensa por suas cabeças. Isso sem mencionar o sistema de descobertas, onde você mapeava pontos interessantes e tomava conta destes para que outros piratas se apossassem.

Skies of Arcadia é facilmente um dos melhores jogos do Dreamcast que infelizmente nunca recebeu atenção suficiente, sendo sempre lançado em pequenas tiragens. Não só merecia mais atenção como é um dos jogos em que mais se pode adicionar conteúdo após terminar a aventura principal.

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  • Jean Oliveira
    2011-02-03T19:29:07

    Como o amigão falou faltou nesses 10 o melhor jogo do velho dreancast o shenmue um otimo jogo.

  • MARCELO MOURA
    2011-02-01T22:03:12

    Faltou nessa matéria o jogo mais bonito sobre artes marciais ja feito : SHENMUE. Esse game com certeza merece um remake em um console mais atual para podermos ver como termina a saga do lutador de artes marciais que embarca na jornada para se aprimorar como lutador e investigar a morte do pai.