Video game

15/02/2011 19h07 - Atualizado em 14/07/2011 07h02

Top 10: Jogos jurássicos

Ingo Müller
por
Para o TechTudo

Eles dominaram a Terra por mais de 160 milhões de anos até a queda de um meteoro na península de Yucatán, anos atrás. Seus vestígios podem ser encontrados até hoje, espalhados pelo mundo na forma de fósseis – mas nos videogames eles ainda vivem; ao menos até o jogador fazer o trabalho da natureza e causar uma extinção virtual.

Historicamente, humanos e dinos jamais conviveram – o que não quer dizer que os games não possam ter uma “licença poética” e promover este encontro, que gerou uma série de jogos interessantes. Confira os mais divertidos embates entre homens e dinossauros nos videogames no nosso Top 10 de jogos jurássicos!

10- Bonk’s Adventure

Bonk’s Adventure é um jogo de plataforma 2D side scroller que foi lançado em 1990 para o Turbografx-16, um videogame pouco conhecido feito pela NEC em parceria com a Hudson Soft. É considerado pela crítica e público como um dos melhores jogos do console (junto com Castlevania: Rondo of Blood), mas passou batido pelo público porque o Turbografx enfrentava forte concorrência, e perdia a batalha para os videogames da Sega e da Nintendo.

Bonk nasceu para ser o mascote do Turbografx-16, já que na época dos consoles de 8 e 16 bits todo videogame tinha o seu garoto propaganda para alavancar as vendas. Mas apesar de ter perdido a disputa para o encanador e para o ouriço superveloz, Bonk tem qualidades: pelo tamanho anormal de sua cabeça (que é sua principal arma – daí o nome “Bonk”, uma onomatopéia para cabeçada), o personagem é mais expressivo do que os mascotes da concorrência, fazendo caras e bocas divertidas enquanto os demais apenas corriam e saltavam pelas fases.

Por estas qualidades, Bonk ganhou algumas sequências e versões para outros consoles, mas o original ainda pode ser apreciado através do Virtual Console do Wii e através de download na PSN.

Bonk’s Adventure (Foto: Divulgação)Bonk’s Adventure (Foto: Divulgação)

9 - Prehistorik

Outro bom jogo que só não fez mais sucesso porque saiu para plataformas obscuras: Prehistorik foi lançado em 1991 para computadores Amiga, Atari ST e para o sistema operacional DOS, da Microsoft.

Tirando o convívio improvável entre neandertais e dinossauros, até que Prehistorik tinha um enredo plausível: o objetivo era coletar a maior quantidade possível de comida, que era obtida após acertar inimigos na cabeça com um porrete. Sem comida suficiente, você simplesmente não progredia no jogo. Praticamente uma aula de antropologia em oito bits.

O jogo apresenta gráficos vibrantes e uma boa paleta de cores para a época, mas ao contrário de Bonk, tanto Prehistorik quanto sua sequência (lançada em 1993) ficaram restritos a consoles pouco conhecidos. Apenas em 1995 a Titus lançou uma versão da série para SNES, com o nome de Prehistorik Man.

Prehistorik (Foto: Divulgação)Prehistorik (Foto: Divulgação)

8- Flintstones: Treasure of Sierra Madrock

Antes de existir Simpsons, os Flintstones eram a família animada do horário nobre na TV. Por isso, nada mais natural para a família de Bedrock do que estrelar jogos de videogame – e foram vários, do Nintendinho ao Dreamcast. Mas de todas as versões, a mais divertida é essa do Snes, lançada em 1994 pela Taito.

O que torna diferente é o seu sistema de World Map: fora das fases de ação, Treasure of Sierra Madrock é um jogo de tabuleiro. Em vez de andar pelos estágios disponíveis, Fred e Barney jogam um dado de pedra para definir quantas casas vão andar, e dependendo de onde pararem, deverão encarar um desafio diferente. É como se Mario Party se encontrasse com Super Mario World na idade da pedra.


7- Prehistoric Isle 2

Antes da SNK ficar conhecida pelos seus jogos de luta 2D, a empresa lançou o shoot’em up Prehistorik Isle in 1930 para o Neo Geo. O jogo contava a história de um grupo de aviadores que explorava uma ilha habitada por dinossauros no triângulo das bermudas. A sequência veio em 1999: Prehistoric Isle 2 adotou um enredo de filme catástrofe, e mostrava pilotos de helicóptero enfrentando a invasão dos dinossauros na cidade grande, combatendo os lagartões e resgatando civis.

O jogo seque a fórmula cristalizada pelo clássico R-Type: visão lateral, coleta de Power ups flutuantes, inimigos grandes e muitos tiros pela tela, o que exigia reflexos rápidos do jogador. Prehistoric Isle também tinha uma trilha sonora típica dos antigos filmes de desastre, além de gráficos renderizados e efeitos de rotação que davam ilusão de tridimensionalidade – o que é de se espantar, já que esses recursos nunca foram o forte do Neo Geo.

Prehistoric Isle 2 (Foto: Divulgação)Prehistoric Isle 2 (Foto: Divulgação)

6 - Dino Crisis

Depois do sucesso do primeiro Resident Evil, vários clones apareceram no mercado. Dino Crisis se diferenciou deles por ter sido feito pela própria Capcom, e por investir em inimigos que existiram antes de cristo. Com esta combinação, surgiu um novo gênero que a própria Capcom batizou de “survival panic”, já encarar dinossauros envolvia muito mais correria do que lutar contra zumbis.

Dino Crisis conta o trabalho de investigação um grupo de agentes de elite em uma ilha onde um cientista louco que trabalha para uma empresa maligna está trazendo de volta bichos pré históricos para utilizar como arma de guerra – um enredo trash, com inspiração em filmes do Spielberg, na ilha do Dr. Moreau e no próprio Resident Evil, de quem Dino Crisis utiliza até a mesma engine.

Dino Crisis (Foto: Divulgação)Dino Crisis (Foto: Divulgação)

5 - Primal Rage

Os anos 90 foram a era de ouro dos jogos de luta: toda desenvolvedora que se preze precisava de jogo em que os protagonistas resolvessem suas diferenças mano a mano. A Atari entrou neste mercado em 1994 com uma idéia diferente nos árcades: em vez dos caratecas e ninjas de sempre, os protagonistas do seu jogo de luta eram dinossauros e gorilas gigantes que haviam voltado à terra após um grande cataclisma.

Além de ser um jogo visualmente interessante, Primal Rage era um dos jogos mais violentos dos árcades: ele tem tanto sangue que faz Mortal Kombat parecer um raladinho no joelho. Uma sequência chegou a ser desenvolvida, mas o jogo foi cancelado pois a série tinha dois grandes problemas: um era a jogabilidade esquisita, em que você precisava segurar os botões de ataque enquanto fazia movimentos no joystick para executar os golpes; outro foram as conversões horríveis para os consoles de 16 bits da época, o que rendeu uma péssima reputação à série e fez com que os jogadores perdessem o interesse em lutar com dinossauros.

Primal Rage (Foto: Divulgação)Primal Rage (Foto: Divulgação)

4 - Jurassic Park

Os dinossauros de Hollywood tinham que entrar nessa lista – afinal, eles batizaram este Top 10. A franquia hollywoodiana também teve vários jogos, a maioria lançada durante o hype paleontólogico que o primeiro Jurassic Park causou após passar pelos cinemas.

E foram vários bons jogos, de diversos estilos diferentes: no Mega Drive era um jogo de plataforma em que você podia jogar como o Dr. Grant ou como um velociraptor, o que mudava o foco da aventura. No Sega CD, era um adventure Point and Click com gráficos digitalizados, nos arcades era um Rail Shooter e no Snes era uma sequência não cânone do filme no estilo Contra.

Este último era bem interessante: você enfrentava uma empresa que tentava tomar conta do parque, matando mercenários e derrubando dinossauros com armas tranqüilizantes, porque se você matasse os a principal atração do parque jurássico, ele fechava e era Game Over!

Jurassic Park (Foto: Divulgação)Jurassic Park (Foto: Divulgação)

3 - Joe & Mac

Os homens das cavernas ninjas da Data East chegaram aos Arcades, Snes, Mega Drive, Nes, Portáreis e PCs em 1991, causando boa impressão por onde passaram. Também pudera: Joe & Mac é um jogaço de plataforma, que marcou a infância de muita gente na primeira metade dos anos 90.

De certa forma, Joe & Mac lembra Prehistorik, mas o objetivo é mais nobre: em vez de procurar comida, a dupla está atrás das mulheres da tribo, que foram sequestradas por dinossauros. Com belos gráficos, design inteligente, trilha sonora marcante, armas variadas e um multiplayer cooperativo, Joe & Mac sem dúvida é um clássico obrigatório dos 16 bits.


2- Cadillacs & dinosaurs

Se eu tivesse colocado no banco tudo o que gastei com esse jogo nos fliperamas, hoje seria dono da minha própria desenvolvedora de jogos. Baseado numa HQ pouco conhecida no Brasil, Cadillacs & Dinosaurs é um beat’em up tradicional para até três jogadores simultâneos lançado em 1993 pela Capcom.

O jogo bebe na fonte de Final Fight e outros clássicos do gênero, mas coloca disposição do jogador um arsenal de armas, de facões a escopetas, para enfrentar uma gangue de traficantes de dinossauros enquanto cruzam de cadillac a Terra no ano 2513.

Infelizmente, essa pérola dos árcades nunca teve uma versão doméstica: o Cadillacs & Dinosaurs lançado para consoles domésticos (Sega CD e PC) não é uma conversão do arcade, e sim um jogo original de combate veicular que não chega aos pés do original.


1 - Turok: Dinosaur Hunter

Desenvolvido pela Iguana e publicado pela Acclaim em 1997, Turok foi o primeiro jogo desenvolvido por uma Third Party para o Nintendo 64. Assim como Cadillacs & Dinosaurs, também foi baseado numa revista em quadrinhos desconhecida, e, tal qual Cadillacs, Turok também é um jogo sensacional.

Numa época em que os jogos de tiro ainda se limitavam a um único plano, Turok trazia um protagonista que pulava, nadava e escalava. Para dar suporte a essa ação corrida, o jogo fazia um ótimo uso do controle do N64, permitindo mira e movimentação precisas.

Um ano depois o jogo teve uma sequência que marcou época: Turok 2 apresentava gráficos sensacionais, armas criativas (como a broca Cerebal bore!) e ambientes complexos, que incentivavam a exploração. Em 1999 saiu Turok Rage Wars, focado na ação multiplayer que já era boa no game anterior, mas trazendo vários modos de jogo e personagens diferentes para escolher.

A franquia teve ainda uma versão em 2D para o Gameboy e uma terceira continuação em 2000, no apagar das luzes do N64. Depois disso, Turok desceu ladeira abaixo, com dois jogos ruins: uma fraca versão para Gamecube, PS2 e Xbox, e um reboot para os consoles da nova geração sem relação com original. É uma pena que, depois de uma carreira brilhante no final da década de 90, o índio caçador de dinos tenha saído da indústria dos videogames pela porta dos fundos.

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  • Rafael Levy
    2011-04-13T13:14:32

    ta faltando o altered beast pro mega drive

  • Willian Silva
    2011-02-16T10:50:10

    Eu acho que trocava o jogo do Flintstones pelo Adventure Island 2, que foi muito divertido no NES.