02/03/2011 16h26 - Atualizado em 14/07/2011 07h00

Recarregador portátil de bateria usa água com células de combustível

Bruno do Amaral
por
Para o TechTudo

Às vezes, em meio a uma viagem muito longa, nosso celular (ou tablet, ou videogame portátil) não aguenta tanto uso e necessita uma nova recarga. Mas se não há tomadas por perto, recarregadores portáteis podem ser uma boa solução. E que tal um que seja ecologicamente correto?

A Aquafairy apresentou nesta terça-feira (1) na Feira de combustíveis renováveis, FC EXPO 2011, em Tóquio, no Japão, o AF-M3000. Ele é um carregador baseado em cartuchos de célula de combustível de hidrogênio capaz de deixar a bateria de um iPhone 4 com 50% completa em 90 minutos. Trata-se ainda de um dos primeiros a aceitar conexão USB, o que aumenta bastante a lista de produtos compatíveis.

Aquafairy AF-M3000 (Foto: Reprodução)Aquafairy AF-M3000 (Foto: Reprodução)

O dispositivo tem ainda como dimensões 67,6 × 118,6 x 21 mm, pesa 128 g e garante potência máxima de saída de 3,5 W, com a voltagem de 5,2 V. É um pouco robusto demais, mas cabe bem em uma mochila ou bolsa em uma viagem de ônibus ou carro, por exemplo.

O diferencial mesmo do AF-M3000 é que ele utiliza as células de combustíveis da mesma forma que usinas. A energia é conseguida através de reação química entre moléculas de hidrogênio, utilizando água e oxigênio na etapa e sem emissão de dióxido de carbono danoso à atmosfera.

O material é obviamente mais ecologicamente correto do que as baterias comuns de lítio-íon, que além de incluir o metal pesado, perde a capacidade de recarga com o tempo. No recarregador da Aquafairy, o sistema continua sendo utilizado, apenas descartando os cartuchos com células de combustível com o tempo. Mas a empresa japonesa reconhece que ainda pode melhorar a tecnologia, diminuindo a perda de energia no processo da reação química do hidrogênio.

O AF-M3000 será disponibilizado em abril no Japão por 26.250 ienes, o que corresponde a R$ 530. Já o cartucho, de tamanho semelhante aos de tinta para impressoras, sai por 2.625 ienes, equivalente a R$ 53. Seria muito bom se a tecnologia limpa chegasse também ao Brasil, um país que tem mais aparelhos celulares do que habitantes, mas não tem nenhum grande programa de recolhimento de baterias velhas de lítio-íon que apenas degradam o ambiente.

Via: Akihabara News

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