Video game

10/05/2011 12h09 - Atualizado em 14/07/2011 06h49

Dead Rising e Lost Planet foram rejeitados pela Capcom

Rafael Monteiro
por
Para o TechTudo

Uma das empresas mais talentosas do mercado desde o tempo dos 8 Bits, a Capcom sempre teve um sério problema sobre onde colocar seus investimentos, constantemente investindo pesado em continuações e muitas vezes botando seu dinheiro em séries que não dão retorno. Keiji Inafune, ex-chefe de desenvolvimento da empresa, comentou que até mesmo as séries Dead Rising e Lost Planet chegaram a ser rejeitados por ela. 

Dead Rising 2 (Foto: Divulgação)Dead Rising 2 (Foto: Divulgação)

O desenvolvedor, pai de Mega Man, estava dando um seminário sobre liderança na Universidade Ritsumekan em Kyoto, onde seus comentários gerados por quase vinte e cinco anos de experiência no mundo dos jogos foram captados pelos ouvidos atentos dos jornalistas da revista japonesa de jogos, Famitsu

Segundo Inafune, quando Dead Rising e Lost Planet foram concebidos e ainda estavam em estágio de protótipo, a Capcom foi bem rápida em rejeitá-los. Ainda segundo o ex-chefe de desenvolvimento, a empresa tinha uma política de que 80% de seus esforços tinham que ser dedicados para sequências de séries já estabelecidas. 

Mas o estranho era que esses 20% de novas franquias nunca apareciam, disse Keiji Inafune. Então ele resolveu colocar seu emprego na reta e em um plano maquiavélico continuou desenvolvendo os protótipos, com a intenção de aumentar tanto seus custos que a empresa não tivesse escolha além de lançá-los para cobrir o buraco. 

Lost Planet, por exemplo, ultrapassou seu custo permitido em 400%. Assim tanto Dead Rising quanto Lost Planet foram lançados e venderam mais de dois milhões cada, uma ótima marca. Keiji Inafune mais tarde saiu da Capcom reclamando justamente da falta de criação de novas franquias. 

Via Edge

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares