Jogos de RPG

17/06/2011 21h53 - Atualizado em 14/07/2011 06h41

Infinity Blade, mostra todo o poder do iPhone e iPad para games

Bruno do Amaral
por
Para o TechTudo

Nome: Infinity Blade 
Gênero: MMORPG
Distribuidora: ChAIR 
Plataformas: iOS

Infinity Blade (Foto: Divulgação)Infinity Blade (Foto: Divulgação)

Ainda existe uma barreira grande entre a indústria tradicional de videogames e o crescente mercado de jogos para celulares e tablets. Mas se há um pioneiro em ao menos tentar quebrar esse muro, este é Infinity Blade, o primeiro título para iPhone, iPod touch e iPad a trazer gráficos avançados no nível dos consoles e a levar o hardware da Apple ao extremo. 

Isso se deve muito à proeza técnica do estúdio ChAIR Entertainment, que utilizou o motor gráfico da empresa à qual pertence, a Epic Games. Com essa tecnologia, chamada de Unreal Engine, foi possível estabelecer física, texturas, efeitos de iluminação e algumas maquiagens para deixar Infinity Blade com aspecto tão impressionante até hoje. 

O importante é que, mesmo sendo tão mais avançado do que a média de games na App Store, o título funciona perfeitamente no iPhone 3GS, iPod touch de terceira geração e iPad 1 – claro, levando em consideração telas de carregamento consideravelmente mais demoradas. Ainda assim, é uma grande amostra da potência dos aparelhos da Apple perante jogos no Android (salvo raros casos).

Não impede que o game possa se aproveitar do hardware mais avançado. Não impede que o game possa se aproveitar do hardware mais avançado. No iPhone 4,iPod touch de quarta geração e, principalmente, no iPad 2, Infinity Blade brilha com imagens em alta resolução.

Nos testes do Tech Tudo, o jogo rodou em um iPhone 3GS até a linhagem 18, no nível 48. A partir daí, trocamos o smartphone pela segunda versão do tablet, e a diferença foi enorme (mas, infelizmente, foi preciso refazer todo o progresso). 

 

Infinity Blade (Foto: Divulgação)Infinity Blade (Foto: Divulgação)

 

 

Jogabilidade 

Mas de nada adiantaria ser bonito se não fosse divertido, não é mesmo? Pois a ChAIR conseguiu unir as duas coisas ao oferecer uma aventura de capa e espada capaz de entreter por várias horas. O melhor de tudo é que não somos obrigados a utilizar desajeitados joysticks virtuais na tela: tudo é feito com comandos touchscreen de maneira intuitiva e, acima de tudo, responsiva. 

Os golpes são realizados com o deslizar dos dedos (alterne as direções para ganhar combos e tirar mais energia do oponente). Defenda-se tocando no escudo, mas fique de olho no nível: ele indica quantos ataques mais ele aguenta. É possível ainda desviar das investidas inimigas tocando para os lados, anular golpes ao atingir a espada na hora e lugares exatos, aplicar um ataque especial para deixar o adversário tonto e ainda executar magias. 

Infinity Blade (Foto: Divulgação)Infinity Blade (Foto: Divulgação)

Tudo está relacionado também à estratégia de saber bem que equipamentos utilizar. Há várias opções de espadas, escudos, elmos, armaduras e anéis (responsáveis pelas mágicas, que podem curar ou atacar). Cada um desses itens pode possuir atributos, como fornecer mais XP ou aumentar a probabilidade de se encontrar sacos de ouro para aumentar seus créditos. Além disso, os ataques e defesas podem ter adicionais de veneno, magias branca e negra, fogo, eletricidade e gelo. Saber o que seu adversário está usando é fundamental para poder se equipar adequadamente ao duelo (basta clicar no ícone de “!”). 

Fora dos combates, não há movimentação livre: Infinity Blade vira uma espécie de “point-and-click”, mostrando objetivos pré-definidos e oferecendo pouquíssimas escolhas. Não é ruim, mas certamente poderia ser melhor se pudéssemos explorar o cenário livremente como na demo “Epic Citadel”, que mostrou a Unreal Engine no iOS alguns meses antes do jogo de verdade ser lançado. 

Está no sangue 

Apesar dos gráficos, sabemos que o jogo ainda está rodando em um celular. Dessa forma, a solução adotada pela ChAIR foi a repetição: é necessário passar várias vezes pelos mesmos cenários e, não raro, os mesmos inimigos. Mas o reaproveitamento é utilizado de maneira inteligente, fazendo certo sentido no contexto da história. 

Tudo começa com um cavaleiro que está disposto a destronar um rei tirano God-King, mas acaba sendo assassinado brutalmente pelo monarca após ser considerado “digno” e de “linhagem forte”. Até que o filho do herói resolve vingar a morte do pai, e sai na mesma jornada no castelo.

Infinity Blade (Foto: Divulgação)Infinity Blade (Foto: Divulgação)

Isso é importante, pois é exatamente o mesmo roteiro que o jogador seguirá algumas vezes: ele começa pelo lado de fora, enfrenta vários inimigos, chega ao rei e é morto. Com a repetição, ganha-se mais experiência e é possível dar um upgrade nas armas, proteções e magias.

Isso até o momento em que se adquire habilidade suficiente para eliminar o rei. A partir daí não vamos contar mais sobre o enredo para não estragar as surpresas que virão, mas saiba que, apesar do nome, você não está jogando um título de Atari que apenas repete todas as fases infinitamente sem um final definido ou novidades. 

Melhora com o tempo 

Desde que foi lançado, em dezembro de 2010, o game recebeu duas atualizações que praticamente triplicaram o tamanho do jogo. Na primeira, a versão 1.2 batizada de “The Deathless Kings”, novos inimigos e equipamentos foram apresentados, aumentando o enredo e melhorando aspectos da jogabilidade. Foi implementado ainda o NewGame+, que permite dominar novamente qualquer item no qual você já se tornou mestre. 

Já o update mais recente, o Arena, foi liberado em maio e trouxe dois novos modos de jogo: Survival e Multiplayer. O primeiro é basicamente um teste para o jogador tentar aguentar o maior número de batalhas seguidas possível, enquanto o segundo é a possibilidade de disputar duelos online, via Wi-Fi. 

A versão 1.3 trouxe também novos elmos comemorativos de acordo com as datas norte-americanas (por exemplo, dia de São Patrício ou mesmo a final do futebol americano, o Superbowl). Essa última atualização acabou se tornando uma novidade e tanto para quem já havia acabado o título de todas as formas, principalmente por ser totalmente gratuita. 

Conclusão 

Se você tem um iPhone, iPod touch ou iPad, corra para baixar Infinity Blade na App Store agora mesmo. Por apenas US$ 5.99, é um game surpreendentemente viciante que conta com um dos maiores valores de replay atuais, ainda mais se levar em consideração que é apenas um joguinho de celular. E ele mostra bem o quanto avançamos da época dos games de cobrinha nos antigos Nokia

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  • Airton Souza
    2011-10-18T01:46:01

    Claro Bruno, é da sony, e ela faz tudo depois, não esquecendo que o OS dela é o Android e não "Sony Ericson Xperia Play OS" ._.'

  • Bruno Bernardo
    2011-06-29T00:13:03

    xperia play roda graficos melhores