23/07/2011 09h38 - Atualizado em 23/07/2011 09h38

Top 10: Máquinas de arcade

Ingo Müller
por
Para o TechTudo

Em um passado remoto, quando os jogos online eram inacessíveis para a maior parte da população, os fliperamas eram o ponto de encontro dos fãs de games. Tradicionalmente os jogos mais disputados eram clássicos de luta como Street Fighter II e Mortal Kombat, mas de vez em quando aparecia alguma novidade que conseguia chamar a atenção de todos os frequentadores, com atrativos além dos monitores e dos tradicionais dois controles.

Sim, estamos falando das máquinas especiais, e neste Top 10 vamos relembrar alguns dos melhores arcades que já existiram no mercado; pérolas da engenharia tão interessantes quanto os jogos em si.

Para a nossa avaliação, utilizamos como critério máquinas que tiveram lançamento comercial mundial, assim ficam de fora cabines dedicadas, feitas exclusivamente para parques de diversões, além de máquinas que tiveram circulação restrita, como Discs of Tron, T-Mek, e o R360, modificação da Sega para rodar os simuladores G-Loc e Wing War. Também não abordaremos máquinas de pinball por entendermos que não dá para compará-las com arcades.

Sem mais demora, acompanhe agora o Top 10 das melhores máquinas de arcade, uma compilação de títulos clássicos e engenhosos que comeram muitas fichas de uma geração inteira de gamers:

X-Men (Foto: Divulgação)X-Men (Foto: Divulgação)

10 - X-men (Konami, 1992)

Beat’em ups sempre foram uma boa pedida para jogar com amigos nos arcades, especialmente em máquinas que comportam mais de dois jogadores. Dentre os jogos que permitem reunir a galera para descer o sarrafo nos inimigos estão algumas pérolas como Teenage Mutant Ninja Turtles e The Simpsons, ambos para quatro players simultâneos. Mas nenhum game foi mais longe do que o sensancional X-Men: até seis pessoas podiam se acotovelar nesta máquina gigante, fazendo com que – assim como nos quadrinhos - os heróis Wolverine, Noturno, Tempestade, Ciclope, Colossus e Dazzler trabalhassem em equipe para derrotar hordas de sentinelas e os membros da irmandade dos mutantes malignos.

NBA Jam (Foto: Divulgação)NBA Jam (Foto: Divulgação)

09 - NBA Jam (Midway, 1993)

Futebol também é a paixão dos brasileiros nos esportes virtuais, mas para quem resolvia trocar os pés pelas mãos, o basquete maluco de NBA Jam era uma excelente pedida: sem faltas e com regras simplificada, essa disputa 2 contra 2 foi um sucesso estrondoso nos fliperamas, e a máquina gigante feita pela Midway ajudava ainda mais a promover este excelente título. Com quatro controles para toda a turma, monitor panorâmico para exibir os gráficos digitalizados e som estéreo - que deixava a narração ainda mais exagerada -, o arcade chamava atenção de longe, e era diversão garantida até mesmo para quem nunca trocou os pés pelas mãos em uma quadra de basquete.

Top Skater (Foto: Divulgação)Top Skater (Foto: Divulgação)

08 - Top Skater (Sega, 1997)

Antes de Tony Hawk mostrar sua genialidade sobre quatro rodinhas na série Pro Skater, a Sega trouxe o skate para os fliperamas – literalmente, já que o game tinha um controle diferente: em vez de um joystick convencional, Top Skater colocava o jogador em cima de um shape que reproduzia, na tela, os movimentos do seu corpo. Com este controle o game ficava muito mais interessante, reproduzindo a sensação de andar de skate, mas com a segurança do videogame. Como a máquina tinha barras de apoio laterais, até mesmo o jogador mais desequilibrado podia arriscar algumas manobras sem correr o risco de cair de cara. O resultado desta inovação, como diria a galera do half, ficou "estáile".

Sonic Blastman (Foto: Divulgação)Sonic Blastman (Foto: Divulgação)

07 – Sonic Blastman (Taito, 1990)

Já sentiu a vontade de esmurrar alguém com força só para saber quão forte pode bater? Se a resposta é "sim", o arcade Sonic Blastman foi feito para você! Nesta máquina bizarra o controle era uma almofada montada em um suporte retrátil, capaz de medir a potência do soco do jogador. No papel do personagem Sonic Blastman, sua missão era esmurrar seus oponentes cada vez mais forte, completando as missões do superheroi - fosse para bater em um bandido, nocautear um monstro marinho, e até estilhaçar um meteoro que ameaçava o planeta Terra. A máquina tinha ainda uma câmera acoplada que fotografava a cara do jogador para exibir, após cada fase, que tipos de inchaços e hematomas a pancada causaria em um rosto real.

Guitar Freaks (Foto: Divulgação)Guitar Freaks (Foto: Divulgação)

06 - Guitar Freaks (Konami, 1999)

Fãs de games musicais têm que agradecer a Konami: se hoje podemos montar uma banda com instrumentos de plástico no conforto do nosso lar, é porque a empresa teve a ousadia de lançar Guitar Freaks para os arcades no final da década de 90. Avô de Guitar Hero e Rock Band, o game tinha como controle duas réplicas de guitarra Fender, que permitiam disputas no estilo do filme Crossroads (aquele com o Steve Vai). Com muito pop e J-Rock, o game fez tanto sucesso no ocidente que continua recebendo atualizações até hoje.

 

 

Hang On (Foto: Divulgação)Hang On (Foto: Divulgação)

05 - Hang On (sega, 1985)

Acelerar uma moto de corrida pode ser algo emocionante e perigoso, e por isso a Sega desenvolveu esta máquina em meados da década de 80. Trazendo a motovelocidade para os fliperamas, qualquer empolgado com altas velocidades poderiam correr à vontade sem ralar os joelhos no Hang On, uma máquina interessante que trazia uma réplica de motocicleta como controle. O jogador sentava na bike e acelerava do guidão, inclinando o corpo para os lados para manobrar nas curvas. Variações de escala nos gráficos davam a ilusão de tridimensionalidade, fazendo com que todo jogador se sentisse um Valentino Rossi, mesmo tendo idade para pilotar apenas carrinhos de rolimã.

Dance Dance Revolution (Foto: Divulgação)Dance Dance Revolution (Foto: Divulgação)

04 - Dance Dance Revolution (Konami, 1998)

O conceito de controlar games com os pés vem desde o Power Pad lançado pela Bandai, em 1986, para o finado Nintendinho, mas na época os jogos tinham o foco na corrida e em exercícios aeróbicos – ou seja, quase um Wii Fit. Foi a Konami a responsável por acrescentar o ritmo no mercado, dando origem a uma onda de games de dança que chegou a contar com uma concorrência forte da série Pump it Up. Mas não teve jeito: DDR se consolidou como sinônimo de jogo de dança e ritmo nos fliperamas, onde sempre se reunia uma galera em volta da máquina para apreciar as performances mais impressionantes e desengonçadas dos dançarinos geeks.

03 - Time Crisis II (Namco, 1998)

Ao contrário da vida real, nos fliperamas as armas sempre foram sinônimos de diversão. As primeiras pistolas de plástico surgiram ainda na década de 70, e logo ganharam releituras interessantes, como a besta de Crossbow. O gênero foi se desenvolvendo e as máquinas foram ficando sofisticadas, até chegarem ao estado de arte de Time Crisis II. O jogo era fantástico, e a cabine idem: além da arma de brinquedo, a máquina tinha um pedal que controlava o engenhoso sistema de cobertura e recarga da franquia. Para completar, ao contrário do primeiro Time Crisis, esta sequência permitia que dois jogadores se unissem na corrida contra o tempo: a máquina tinha duas telas e armas independentes, fazendo com que cada personagem tivesse um ponto de vista diferente da ação durante o desenrolar da história.



02 - Daytona USA (Sega, 1993)

Jogos de corrida com volantes não eram novidade nos fliperamas da década de 90, mas com Daytona USA a Sega elevou o patamar apresentando uma cabine tão fantástica quanto o game em si, no formato do carro Hornet (versão de luxo) ou na versão mais simples, apenas com o banco do motorista. Daytona se destacou por apresentar um feedback no volante, exigindo que o motorista tivesse braço firme para segurar o carro na pista após colisões e raspadas no muro. Além disso, o câmbio de quatro marchas sem embreagem incentivava os jogadores a abandonarem a transmissão automática. E para completar, o game comportada até oito máquinas linkadas, permitindo verdadeiros rachas entre amigos para ver quem deixava os outros comendo poeira nas três pistas do game.


01 - After Burner (Sega, 1987)

Lançada um ano após Tom Cruise estourar nos cinemas como o piloto Maverick de Top Gun, esta cabine da Sega fazia qualquer um experimentar a adrenalina dos "ases indomáveis". A máquina imitava o cockpit de um F-14, com manche, controle para mísseis, metralhadora e várias luzes de advertência. Mas todo este realismo não era apenas um requinte estético: um sistema hidráulico instalado no piso e na cadeira simulavam o movimento do avião, fazendo com que o jogador sentisse na pele a ação que era retratada na tela. Para ser perfeito, só faltou um comando para girar a cabine para os lados, como em um avião de verdade.

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populares

  • Jonata Rodrigues
    2011-08-28T12:23:37

    Cadê o The House of the Dead? Como isto é possivel??? Um Top 10 melhores Arcades sem The Hoouse of the Dead e Sega Rally???

  • Renato Pereira
    2011-08-24T14:36:57

    É por isso que a Sega continua sendo a rainha dos Arcades. E isso pq, nas regras da reportagem, foi impossibilitada de entrar com Virtua Fighter 5, sua verdadeira obra-prima...

  • Renato Pereira
    2011-08-24T14:36:17

    É por isso que a Sega continua sendo a rainha dos Arcades. E isso pq, nas regras da reportagem, foi impossibilitada de entrar com Virtua Fighter 5, sua verdadeira obra-prima...

  • Renato Pereira
    2011-08-24T14:34:33

    Por essas é que a Sega continua sendo a rainha dos Arcades...

  • Adao Martins
    2011-08-15T11:03:15

    concordo faltou cadilac dinossauros e street fighter zero!!!! como gastei dinheiro nela!!!! bons tempos akeles!!!!

  • Adilson Junior
    2011-08-14T13:11:41

    Ahh tá.. Só vale máquinas "engenhosas".. Agora que li. =)

  • Adilson Junior
    2011-08-14T13:10:09

    Faltou CADILLACS AND DINOSAURS !

  • Ricardo Lugarinho
    2011-08-14T10:09:17

    Cadê o lendário WINNING RUN?

  • Derek Silva
    2011-08-12T17:45:22

    DDR não chegou perto do fenômeno que foi (e continua sendo) a PIU... A diferença é que a DDR tinha o nome forte da Konami, mas em qualquer lugar de São Paulo a preferência pela Pump era unânime.

  • Ingo Müller
    2011-07-24T12:05:12

    Sabe que eu pensei muito em TMNT, Luciano? O problema é que a novidade eram os quatro jogadores simultâneos, e o X Men fazia isto melhor, permitindo até seis pessoas. Mesmo sendo fã do game, acho que ter TMNT na lista, e na frente de X Men, seria uma grande incoerência, não concorda?

  • Luciano Costa
    2011-07-24T11:46:49

    Faltou o FLIPERAMA das Tartarugas Ninjas...foi uma febre na época e uma das primeiras com 4 jogadores!

  • Claudio Diego
    2011-07-23T22:32:02

    Bons tempos... gastava toda a minha mesada em fichas...rs. Claro que faltaram muitos outros, mas os que me surpreenderam mais foram o Ayrton Senna F1 (n recordo o nome), numa cabine fechada, marchas no volante, uma física mto boa e o assento ia de um lado p o outro. Era dificil controlar, mas bom de jogar. Outro foi um outro simulador de carros em que você entrava literalmente nele, embreagem, acelerador, freio, 5 marchas com a Ré... Só jogando muito você aprendia a dominar o carro. Tinha uma pista de velocidade e outras só com obstáculos.. tuneis, loopings, slalom... Saudades da época...

  • Renata Giorgi
    2011-07-23T15:25:03

    FALTARAM DOIS: INDY 500 e OUTRUN.