30/09/2011 17h46 - Atualizado em 19/01/2012 11h19

Kodak pede concordata: "É a coisa certa a fazer para o futuro", afirma presidente-executivo

Luciana Vieira
por
Para o TechTudo

A Kodak, pioneira em câmeras fotográficas digitais, pediu concordata ao governo dos Estados Unidos, com base na lei de falência do país. A empresa já solicitou um emprésimo de 950 milhões de dólares ao Citigroup, na tentativa de permanecer no mercado.

Em declaração, o presidente do conselho e presidente-executivo da Kodak, Antonio Perez, afirmou que a direção da empresa é unânime em confiar que este momento é "um passo necessário e a coisa certa a fazer para o futuro da Kodak", que tem 19 mil funcionários em todo mundo.

Entenda o caso

Sede da Kodak em Rochester, Nova York, 22 de janeiro,2004.  (Foto: Gary Wiepert/Reuters)Sede da Kodak em Rochester, Nova York, 22
de janeiro,2004. (Foto: Gary Wiepert/Reuters)

Em setembro de 2011, após negociação de uma linha de crédito de 160 milhões de dólares, a Eastman Kodak Co foi alvo de especulações de analistas e investidores em Wall Street, que mantiveram dúvidas sobre sua recuperação financeira.

Para os especialistas, desde o ano passado, a companhia apresentou problemas que foram acumulando desde 1990, fruto da demanda acelerada por câmeras digitais e conseqüecia da diminuição da demanda por filmes fotográficos e câmeras analógicas.

Chamada na época pelos investidores de “bruxa de Wall Street” por causa da queda das ações, já nos anos 2000 a empresa ingressou em uma tentativa de se reinventar, investindo no mercado digital.

Mercado incrédulo

Se na época houve ceticismo sobre sua capacidade de recuperação, hoje não é diferente. Mesmo com os esforços para sobreviver no mercado de fotografia digital, a falta de clareza quanto às estratégias e gastos da empresa tem alimentado ainda mais seu descrédito pelos investidores.

Sabe-se que a Kodak tinha 957 milhões de dólares em caixa em junho desse ano.
Mas, quando perguntado sobre o balanço atual, o representante da empresa Christopher Veronda se recusa a responder. Em consequência, as ações da empresa estão despencando. Em 97, uma única ação valia 90 dólares. Na última segunda-feira, 64 centavos.

Em entrevista a Reuters, Scott Dinsdale, vice-presidente da KDP Asset Management, declarou que a Kodak se segurou ao que pode, se referindo aos empréstimos, e que poderia pedir concordata desde agora até 2012.

Segundo o CEO da Kodak, Antonio Perez, parte da carteira de patentes será vendida. Resta saber quem comprará os direitos sobre patentes que, em princípio, se referem a tecnologias ultrapassadas.

 

Via Reuters

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