Internet

14/09/2011 16h59 - Atualizado em 14/09/2011 16h59

Operadoras pensam em cobrar Netflix e equivalentes pelo aumento de tráfego de dados

André Noia
por
Para o TechTudo

A chegada da Netflix ao Brasil revelou o gargalo da infraestrutura de internet no País. A empresa oferece acesso sem restrições a seu catálogo de filmes e séries por cerca de R$ 15,00. Deixando de lado a qualidade e variedade desse conteúdo, para o consumidor este é um excelente negócio. Para as operadoras, no entanto, é mais uma pedra no sapato, pois implica em mais investimentos em ampliação da capacidade das redes, que já apresenta sinais de saturamento em algumas regiões.

Netflix no Brasil (Foto: Reprodução)Netflix no Brasil (Foto: Reprodução)

A Netflix ainda não incomoda, pois acabou de iniciar sua operação no Brasil. Mas, se observarmos o cenário lá fora, a briga entre operadoras de telefonia e serviços que ofertam conteúdo multimídia (especialmente os vídeos) tende a se repetir aqui.

As operadoras argumentam que investem pesado em infraestrutura para tentar garantir que o tráfego flua conforme o planejado. Mas, do outro lado, estão os serviços que não investem nessa rede, mas são responsáveis pela maioria dos dados que trafegam nela. É o caso de sites como YouTube, Netflix e Hulu, que ofertam um serviço muito barato ao consumidor (alguns gratuitamente), mas não repassam parte de seus ganhos para investir nas redes que garantem que seus usuários tenham uma experiência satisfatória em seus serviços.

Para Leila Loria, diretora de assuntos institucionais da Telefonica, o fato de a Netflix cobrar um valor baixo por seu serviço é um ganho para o consumidor, mas os modelos de repartição dos custos da rede é que deveriam ser revistos. Para ela, quem investe na rede deveria ser remunerado por isso. É o que pensa também Paulo Matos, diretor regulatório da Oi. Ele diz que o consumidor deve ter acesso garantido ao conteúdo que desejar, mas isso só continuará a ocorrer em uma rede que comporte a demanda - e, para isso, ele defende que quem gera mais tráfego na rede deveria remunerar quem faz o investimento.

Para alguns, o assunto deveria ser debatido juntamente com o Marco Civil da Internet - como propõe a Anatel - em discussão no Congresso Nacional. Entretanto, para Leila Loria, a ideia proposta pela agência é equivocada, uma vez que o assunto se relaciona com estrutura de custos, e não com regulamentação.

Via Tela Viva News.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares

  • Marcelo Oliveira
    2014-05-25T18:03:05

    Mas a realidade atual já acontece com transferência de dados em tempo REAL ou muito próximo e com altíssima qualidade, gerando uma recepção de dados como visto no sistema para a Netflix,onde obtemos imagens de Alta Qualidade (HD) sem os antigos delays (atrasos). Isso graças à tecnologia que já vinha da Netflix e suas redes espalhadas pelo mundo e que logo esperamos sistemas como da Apple TV serem bem recebidos por aqui.

  • Marcelo Oliveira
    2014-05-25T18:01:27

    Com a evolução das redes e integração com novas tecnologias, não temos delays tão grandes e mantemos um tráfego com direcionamento rápido e eficaz, como vias de mão-dupla, o que chamamos de full-duplex, evitando assim a colisão de pacotes. Nada mais acontece como nos tempos onde dependíamos de um número X de usuários por linha analógica para um bom tráfego. Lembrando que inclusive quem regia o número de usuários por linha eram os provedores por ordem da Anatel, sendo proibido mais que vinte usuários por linha.

  • Marcelo Oliveira
    2014-05-25T17:54:45

    Sou formado na área de Redes de Computadores e lendo essa reportagem, vejo o quanto a má informação contribui para a alienação de uma cultura. Nosso país precisa seguir e investir no avanço tecnológico que acontece descomunalmente mais rápido no cenário internacional, evitando que existam receios como os do descrito nessa reportagem. A evolução das redes e transmissão nos dias atuais são baseados em novas descobertas e tecnologias. O Netflix não deixa a qualidade cair, ao contrário, a transmissão é impressionante e graças também à integração de centrais de redes ATM comutadas em todo o mundo

  • Adler Medrado
    2011-09-15T10:25:27

    É um absurdo essa idéia. As operadoras oferecem um péssimo serviço e querem cobrar daqueles que expõe este fato? Como disse um colega meu: "Eu pago R$100 de internet pra quê? Ler notícias?" Lamentável, essa Leila Loria é uma fanfarrona, devia pedir pra sair. Sai mais merda da boca dela do que da bunda.

  • Vinicius Miqueloti
    2012-02-03T14:56:31

    O triste é que a Oi ainda hoje não desativou seus Multiplexadores ATM... A Velox na casa da minha mãe, como a de todos os outros assinantes plugados no Multiplexador em questão não passa de 2M. E o pior, minha mãe paga um plano que permitiria utilizar 10M*. *Caso tenha disponibilidade, como é um Multiplexador ATM da Alcatel velhaço nunca poderia atender o vendido...

  • Luciano Abreu
    2012-02-03T10:27:14

    Absurdo é eu ser obrigado a pagar assinatura de telefone para poder ter Velox, sendo que não utilizo telefone fixo, e até pouco tempo era obrigado a pagar o provedor. Isso é venda casada e ninguém faz nada! Pago uma fortuna por um serviço de péssima qualidade e sou obrigado a engolir a venda casada da Oi. E eles ainda querem mais dinheiro...

  • Cristiano Palmer
    2011-09-23T16:16:38

    Eu não sou cliente Oi e nem Telefonica e sim GVT. As empresas de Telecom investem pesado sim, e cobram caro de seus clientes que devem ser cobrados mais caro (pois para a Netflix repassar algo para alguém, vai cobrar de seus clientes), isso é, além destas operadoras cobrarem fortunas e disponibilizarem um serviço mediucre, ainda querem mais dinheiro! Eh um absurdo!!