10/10/2011 12h19 - Atualizado em 10/10/2011 12h19

Brasileiro participa de pesquisa de prótese sensível ao toque

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

Pesquisadores da Universidade de Duke, dentre os quais o neurocientista brasileiro Miguel Nicodelis, trabalham em um software que, no futuro, poderá permitir que pessoas que usam próteses consigam ter novamente o sentido do tato dos membros perdidos. Eventualmente, mesmo paraplégicos poderão ter alguma sensibilidade artificial. Ainda não há data para a tecnologia estar disponível para a população.

Pessoas que usam prótese poderão sentir objetos. (Foto: Divulgação)Pessoas que usam prótese poderão sentir objetos.
(Foto: Divulgação)

O sentido do tato é muito mais importante do que a simples capacidade de sentir o contato com o mundo exterior. Por exemplo, permite que você saiba, a partir da textura da superfície do objeto, com quanta força você deve segurá-lo. Isso é importante para segurar um copo de água sem derrubá-lo por pouca força ou quebrá-lo por conta de muito aperto. Ou mesmo pegar o celular e digitar um número. Sem considerar questões como o frio e o calor.

O projeto que busca desenvolver essa interface cérebro-computador ainda está no começo, mas alguns avanços já são notados. O neurocientista brasileiro Miguel Nicodelis participa do projeto. Ele implantou eletrodos no cérebro de macacos que são utilizados no desenvolvimento do tato artificial.

Eletrodos foram ligados ao cérebro de macacos e, a partir deles, os pesquisadores podem controlar um braço virtual através de um computador. Sempre que a mão virtual toca algo, impulsos elétricos passam do eletrodo para o cérebro, dando uma sensação de tato vinculada ao objeto tocado pelo braço virtual. Ao tocar o objeto certo e receber recompensa por isso, os pesquisadores observaram que em poucas semanas os macacos desenvolviam a capacidade de distinguir com facilidade as diferentes texturas.

O time de Nicodelis também trabalha em uma tecnologia que permita paraplégicos locomoverem-se novamente e experimentarem o sentido do tato. Segundo o cientista brasileiro, isso significa “não apenas carregar o próprio corpo, mas dar o retorno sensorial que permitirá saber se eles estão parados, andando ou segurando objetos”, disse.

Via: TheBlaze

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