Segurança

19/10/2011 12h56 - Atualizado em 19/10/2011 12h56

Symantec alerta sobre Duqu, uma nova ameaça ao estilo do vírus Stuxnet

Eduardo Moreira
por
Para o TechTudo
O Duqu permance no sistema do computador por 36 dias. (Foto: Divulgação)O Duqu permanece no sistema por 36 dias.
(Foto: Divulgação)

Os criadores da Stuxnet, a ameaça virtual que foi usada para vandalizar um site nuclear iraniano, pode ter atacado novamente, mas com um novo formato e um nome diferente. É o que alertam os pesquisadores de segurança da Symantec.

O Stuxnet infectou dezenas de milhares de computadores em 155 países no ano passado e ganhou destaque internacional quando foi informado que ele foi concebido como um projeto americo-israelense, para sabotar os computadores da Siemens utilizados no site ligado ao projeto de enriquecimento de urânio da Natanz.

Agora, os pesquisadores dizem que um novo software malicioso, que eles chamam de Duqu, pode ser utilizado para roubar informações digitais necessárias para um segundo ataque, no estilo do Stuxnet. Os pesquisadores da Symantec anunciaram a descoberta do Duqu no site da empresa na última terça-feira (18/10), dizendo que o novo programa foi escrito por programadores que possuem acesso ao código-fonte do Stuxnet, utilizando as instruções e códigos do programa original.

"O objetivo do Duqu é recolher dados de entidades e órgãos de inteligência, como desenvolvedores de sistemas e de softwares de controle industrial, para que eles possam realizar um futuro ataque de forma mais prática", informam os pesquisadores da Symantec. "Neste momento, eles estão à procura de informações relevantes, como documentos de projetos, que poderiam ajudar na montagem de um futuro ataque em uma instalação de controle industrial", completa.

A Symantec informa que o Duqu foi encontrado na Europa, em um grupo restrito e limitado de empresas. Diferentemente do Stuxnet, o Duqu foi encontrado em poucas redes de empresas e organizações até o momento, e o seu software foi projetado para ficar presente no sistema por até 36 dias. Depois disso, ele se retira do sistema infectado automaticamente.

Via: NYTimes

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