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13/10/2011 16h14 - Atualizado em 13/10/2011 16h14

Vendedores de protótipo do iPhone 4 encontrado em bar ganham liberdade condicional

Eduardo Moreira
por
Para o TechTudo

Os homens envolvidos na venda de um protótipo do iPhone 4 no ano passado, esquecido em um bar antes do lançamento, para o blog norte-americano Gizmodo, receberam o direito de cumprir a pena em liberdade condicional, em uma decisão anunciada nesta quinta-feira (13/10), nos Estados Unidos.

Foto do iPhone 4 na época do vazamento (Foto: Reprodução)Foto do iPhone 4 na época do vazamento (Foto: Reprodução)

De acordo com documentos judiciais, Brian John Hogan, de 22 anos, e Sage Robert Wallower, de 28 anos, concordaram com um acordo judicial que converteu a pena em um ano de liberdade condicional, além de 40 horas de serviços comunitários. Os dois acusados terão que pagar uma restituição à Apple no valor de US$250 cada, além de uma multa ainda sem valor determinado.

O advogado da corte do distrito de San Mateo, Steve Wagstaffe, solicitou que Brian e Sage cumprissem uma pena adicional de cinco dias na prisão, mas segundo um porta-voz do júri, o juiz que analisou o caso foi contrário à solicitação do advogado.

A sentença foi anunciada dois meses depois do escritório de Wagstaffe arquivar as acusações de contraversão contra a dupla por venderem o smartphone, que havia sido deixado em um bar em Redwood City pelo funcionário da Apple, Grey Powell. O ministério público local decidiu não arquivar nenhuma das acusações contra o Gizmodo.

A versão norte-americana do site Gizmodo publicou no ano passado fotos e vídeos de um protótipo da, então, próxima versão do smartphone da Apple antes do lançamento oficial do iPhone 4. Posteriormente descobriu-se que o Gizmodo havia comprado o smartphone de Hogan pelo valor de US$ 5.000. Dias depois a polícia apreendeu quatro computadores e dois servidores de Jason Chen, um dos editores do Gizmodo - que aparece nos vídeos relacionados ao produto.

O mandado de busca e apreensão emitido pela polícia, na época, informava que a força policial estava procurando um imóvel que foi utilizado como meio de cometer um crime, ou que tende a mostrar que um crime tenha sido cometido, ou que uma determinada pessoa tenha cometido um crime. Em julho de 2010, a Gawaker Media e o Gizmodo concordaram, de forma voluntária, em entregar documentos para as autoridades em troca de ter o mandado anulado.

A medida gerou discussões sobre se o Gizmodo deveria ter as mesmas proteções normalmente garantidos aos meios de comunicação tradicional e, nesse caso, se essas proteções poderiam ser aplicadas ao site, uma vez que eles compraram uma propriedade roubada. Recentemente houve relatos de que a Apple havia perdido mais um protótipo de iPhone, mas o dispositivo perdido não apareceu em nenhum blog de tecnologia. Pelo menos por enquanto.

Via Wall Street Journal.

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