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16/11/2011 12h29 - Atualizado em 16/11/2011 12h29

Dell admite queda no mercado de PCs

Bruno do Amaral
por
Para o TechTudo

O momento econômico para as nações "desenvolvidas" não está nada bom, e isso se reflete em balanços fiscais. A Dell está vivendo isso na pele, a julgar pelo anúncio de previsão de lucros para 2012. A terceira maior fabricante de PCs no mundo anunciou na terça-feira (15) que a incerteza do mercado e a diminuição no suplemento de discos rígidos poderão afetar o lucro da empresa para o próximo ano.

Dell Inspiron One 2320. (Foto: Divulgação)Dell Inspiron One 2320. (Foto: Divulgação)

A causa para a baixa oferta de HDs seria as recentes chuvas e enchentes enfrentadas na Tailândia, um dos maiores fornecedores do componente. Segundo Brian Gladden, CFO da Dell, isso provocou alta nos preços dos discos rígidos e outros componentes. "Vamos fazer de tudo para proteger nossos consumidores, mas, talvez em alguns casos, tenhamos que aumentar nossos preços", disse Gladden a agência de notícias Reuteurs.

O momento é um tanto delicado também por conta da concorrência. A HP ainda é a primeira fabricante de PCs no mundo, mas enfrenta crises internas que quase a fizeram descontinuar a linha de computadores e produtos móveis (capitaneada pelo sistema WebOS).

A chegada da atual presidente Meg Whitman, ex-eBay, ainda não deu à HP o gás necessário para sair do cenário ruim. Ainda assim, a Dell não conseguiu aproveitar essa derrapada da concorrente, enquanto a asiática Lenovo já se estabilizou no segundo lugar entre os maiores fabricantes de PCs do mundo.

Os números atuais da Dell já mostram porque os investidores temem pelo próximo ano. Em relação ao mesmo período de 2010, os lucros da companhia caíram 2% no terceiro trimestre de 2011 por conta da economia desestabilizada nos Estados Unidos e Europa. Só na área de PCs, a empresa perdeu 6% no mesmo período.

Enquanto isso, assim como na HP, a mudança de foco parece ser a saída mais agradável para a companhia de Michael Dell. Enquanto o mercado para consumidores finais tem registrado quedas, o setor corporativo vai muito bem, aumentando 4% nos mesmos três meses. Pelo menos as empresas têm para onde se voltar até a crise econômica dar uma trégua. Mas não espere que isso seja algo tão rápido.

Via Reuters

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