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14/11/2011 18h01 - Atualizado em 14/11/2011 18h01

Kindle Fire começa a ser vendido antes do tempo: veja as primeiras impressões dos norte-americanos

Eduardo Moreira
por
Para o TechTudo

A Amazon resolveu antecipar em um dia o início das vendas do seu tablet, o Kindle Fire. O produto tinha previsão inicial de lançamento para 15 de novembro, mas o tablet com sistema Android 2.3 já está nas mãos dos norte-americanos - e vários deles já passaram as suas primeiras impressões sobre o produto.

Amazon Kindle Fire (Foto: Divulgação)Amazon Kindle Fire (Foto: Divulgação)

O tablet divide opiniões, e a maioria dos jornalistas que falaram sobre o produto concluem que ele não representa nenhum perigo ao iPad. Por exemplo, Andy Ihnatko, do Chicago Sun-Times, chamou o Kindle Fire de "um dispositivo maravilhoso", cujas sete polegadas se encaixam muito bem a sua proposta, apesar dos comentários contrários feitos por Steve Jobs na ocasião da apresentação do produto. Andy reclamou um pouco da interface e da lentidão do Android, além de um layout impreciso e não comunicativo.

Já David Pogue, do The New York Times, foi um dos que mais criticaram o Kindle Fire. Com uma reação mais dura sobre a interface do produto, afirmou que "não existe nada que seja parecido com a polidez ou a velocidade do iPad", e discorda completamente da ideia que a tela de sete polegadas é adequada, chegando a afirmar que "essa é a combinação do pior dos dois mundos".

Kindle Fire, da Amazon (Foto: Divulgação)Kindle Fire, da Amazon (Foto: Divulgação)

"O Kindle Fire não possui um modo de exibição original das páginas de revista. Ou seja, tudo é exibido em um tamanho muito pequeno, e o seu zoom é limitado. Há um modo Text View, que mostra o texto em um simples fundo branco, o que torna o produto ótimo para leitura, mas deixa de lado o design e o layout original da publicação, que é metade da experiência ao se ler uma revista", diz Pogue.

Um review publicado na Consumer Reports diz que sua tela é muito brilhante, e que em alguns momentos ela não respondia adequadamente, enquanto em outros, ela ficava sensível demais ao toque. Eles não comentam sobre a questão do modo de exibição nas revistas e jornais, mas disseram que o preço de US$ 199 deve compensar qualquer problema presente na tela, ou uma baixa variedade de aplicativos.

A análise mais neutra entre os especialistas de tecnologia norte-americanos foi a de Joshua Topolsky, do The Verge, que gostou da interface. Apesar dos pequenos problemas apresentados durante o uso, ele também destacou os problemas da Amazon Appstore, que ainda conta com um número limitado de aplicativos. No texto, Topolsky exalta a iniciativa da Amazon em criar uma interface original, mas adverte que o Kindle Fire pode ser um beco sem saída se não contar com um suporte de atualizações em longo prazo, muito em parte provocado pela fragmentação da plataforma Android.

"Eu respeito o desejo da Amazon em criar um ecossistema completamente novo e limpo, mas o efeito que isso pode causar aos desenvolvedores, principalmente aos pequenos desenvolvedores, poderá ter um efeito inibidor", diz Topolsky. "A introdução de uma loja de aplicativos completamente nova e independente, para um produto onde os desenvolvedores terão que programar exclusivamente para essa loja, pode ser algo relativamente problemático".

Via Electronista.

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