24/11/2011 18h50 - Atualizado em 24/11/2011 18h50

Pesquisadores desenvolvem bateria que pode ter vida útil de 30 anos

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

Pesquisadores da Universidade de Stanford nos Estados Unidos trabalham numa super-bateria que pode mudar os paradigmas da produção de energia na Terra. A bateria permitiria até 40.000 ciclos de carga e descarga, o que equivale a uma vida útil de 30 anos. Baterias assim podem tornar mais baratas e viáveis as tecnologias de produção de energia a partir do sol e dos ventos.

Energia eólica (Foto: Reprodução)Energia eólica (Foto: Reprodução)

Atualmente as baterias são utilizadas em conjunto com plantas solares e eólicas, mas a tecnologia atual oferece soluções ineficientes: além de caras, elas custam muito em manutenção e oferecem uma vida útil bastante reduzida. Isso acaba comprometendo uma matriz energética que aposte fundo nas usinas solares e eólicas, que dependem de condições naturais incontroláveis para manter a sua produtividade.

A nova bateria projetada pelos pesquisadores de Stanford usa um composto de cobre como eletrodo (a bateria do seu celular, por exemplo, usa grafite). Este novo eletrodo possui uma organização espacial em forma de cristais e isso permite um fluxo de íons mais eficiente, garantindo melhores resultados na produção de energia. Para melhorar o desempenho, o eletrodo de cobre é produzido em pequenos pedaços, nanopartículas de 100 átomos cada, que reduzem o caminho por onde os íons precisam passar para carregar ou descarregar energia (assim como acontece com recentes pesquisas nas baterias de lítio, que ganharam nanotubos de grafeno e viram sua eficiência aumentar 10 vezes).

O resultado do novo eletrodo de cobre é uma capacidade nunca antes vista em uma bateria de grande porte, carregando e descarregando energia com velocidade. Além disso, a bateria permite que a energia seja entregue em altas voltagens, o que é fundamental para a cadeia de produção de energia elétrica.

Para que o protótipo se torne realidade, falta um ânodo de baixa tensão para acompanhar o cátodo de alta tensão. Nas baterias dos gadgets atuais, de íons de lítio, os materiais utilizados são caros e ineficientes, quando aplicados à matriz energética de uma cidade ou país. O pessoal de Stanford precisa encontrar um elemento que seja barato para que baterias do tamanho de uma casa possam ser construídas. Existem alguns bons candidatos, e um deles pode ser a água.

Via Extreme Tech.

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