11/01/2012 18h20 - Atualizado em 11/01/2012 18h58

Intel fecha parceria com a Motorola para produção de smartphones

Allan Melo
por
Da redação

Intel e Motorola firmaram uma parceria que pode sacudir o mercado de dispositivos móveis. A ideia é que a Motorola passe a lançar seus produtos com os novos chips fabricados pela empresa. Notavelmente, os Atom de 32 nm da plataforma Medfield, que estreou na CES e está sendo exibido em vários protótipos com usos diversificados.

Intel e Motorola aproveitaram a CES para anunciar uma parceria importante para o mercado (Foto: Divulgação)Intel e Motorola aproveitaram a CES para anunciar uma parceria importante para o mercado (Foto: Divulgação)

A parceria firmada entre as duas empresas traça um projeto ambicioso de múltiplos dispositivos. Smartphones e tablets estão neste plano, e devem dar seus primeiros frutos no segundo semestre deste ano. Ainda às voltas com a aquisição por parte do Google, a Motorola continua fiel ao Android, que será o sistema operacional usado em seus eletrônicos.

“O relacionamento de longo prazo com a Motorola Mobility vai proporcionar a arquitetura da Intel em novos segmentos do mercado de produtos móveis”, declarou o CEO da Intel, Paul Otellini. De olho no mercado, o CEO da Motorola, Sanjay Jha, observou que “existem cinco bilhões de celulares no mundo, mas menos de 800 milhões deles são smartphones”. Assim, as duas empresas juntam forças de olho em um mercado em franco crescimento.

Os processadores da Intel com sistemas embarcados e baixa voltagem para dispositivos de bolso garantem, desta forma, que terão penetração no mercado. Aliado à Motorola, a Intel conseguirá fazer com que seus produtos tenham abertura no mercado, expandindo sua presença junto aos demais fabricantes - muitos deles já atuantes no mercado de telefonia e tablets.

Em contrapartida, a Motorola ganha ao apostar num diferencial perante seus concorrentes. A parceria com a Intel dará acesso privilegiado a novos produtos desta que é uma das principais fabricantes de chips do mundo.

Processadores Medfield aumentam a concorrência - e a qualidade - do mercado

A Intel tem um roadmap ambicioso para os Medfield, prevendo já para 2013 a escala de 22 nm para os processadores Atom destinados ao mercado móvel. Em 2014 a ideia é atingir 14 nm, numa escala de miniaturização que a companhia já domina hoje por conta dos seus processadores Ivy Bridge, voltados para PCs. Tudo isso, somado ao know-how da empresa, trará um futuro nebuloso aos processadores rivais licenciados pela ARM.

No geral, a notícia passa longe de ser ruim para o consumidor, que pode ter convicção de que ambos os competidores buscarão inovações e reduzirão seus preços em ritmo acelerado. A ARM terá que correr para igualar o desempenho prometido pelos x86 da Intel, ao passo que a Intel precisará acelerar o desenvolvimento de modelos mais econômicos de energia. No final, a tendência seguirá o desejo de todos os consumidores: smartphones e tablets mais baratos.

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