03/02/2012 18h18 - Atualizado em 03/02/2012 18h18

Cibercrime afetou mais de 431 milhões de pessoas em 2011

Aline Jesus
por
Para o TechTudo

Carlos Lopes, diretor do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (UNITAR), afirmou esta semana que pelo menos 431 milhões de pessoas no mundo foram diretamente afetadas, em 2011, por algum tipo de ataque cibernético com ‘componente criminoso direto’.

Para ele, é necessário buscar “uma solução global” ao crime eletrônico a fim de estabelecer um marco comum em segurança. Ao participar de um painel sobre o Programa de Cibersegurança e Crime Eletrônico realizado esta semana, em Genebra, na Suiça, o executivo esteve com diplomatas e representantes de agências das Nações Unidas e empresas de segurança na rede.

cibernéticoPrograma de Cibersegurança e Crime Eletrônico realizado esta semana em Genebra (Foto: Reprodução)

Segundo Lopes, os ataques cibernéticos estão experimentando “um crescimento exponencial” durante os últimos anos, principalmente com ações contra centros de tecnologia de inteligência, que eram menos vulneráveis por apresentarem sistemas de segurança mais sofisticados que os demais.

- Em 2011, passado grande parte dos ataques cibernéticos procedeu de países emergentes como Índia, China e Brasil. Os países emergentes desenvolveram muita tecnologia. A Rússia também está empregando agora tudo que desenvolveu na época soviética, disse.

Hamadoun Touré, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que estava no debate, concorda em sugerir “um acordo comum” em que seja fundamental a participação de representantes do setor privado e também de representantes de todos os países. Para ele, “se um ficar de fora, o hacker pode trabalhar a partir dali”.

John Sandage, representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) defendeu que, para combater os futuros ataques em países emergentes, é fundamental ajudá-los a em matéria de segurança cibernética.

- Nos países industrializados, foi notável o aumento do número de servidores seguros nos últimos anos, explicou ressaltando que nos emergentes “os números não foram tanto assim” e que é necessária ajudá-los para enfrentar o crime eletrônico – concluiu.

- A conectividade sem fio na África cresce 1.000% cada ano; com isto aparecem riscos muito diferentes e ainda não existem sistemas de segurança apropriados’, lamentou Lopes.

De acordo com a agência EFE, em 2011 empresas e instituições de todo o mundo gastaram US$ 338 bilhões para combater este tipo de ataques, dois terços dos quais foram delitos de fraude econômica ou ‘spam’. Brasil, México, Índia e Romênia estão entre os países “menos preparados” para enfrentar os ataques cibernéticos, de acordo com um estudo elaborado pela empresa de informática Mcafee.

 Via: EFE

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