29/02/2012 12h10 - Atualizado em 29/02/2012 12h10

Proposta para adicionar imposto em jogos violentos é rejeitada nos EUA

Flavio Croffi
por
Para o TechTudo

Uma proposta recente criada pelo representante político William Fourkiller, de Oklahoma, que adicionaria 1% de impostos para as vendas de games violentos, foi rejeitada. O projeto iria influir diretamente nos jogos classificados para adultos pelo órgão de classificação etária norte-americano, o Entertainment Software Rating Board (ESRB).

FourkillerFourkiller, conselheiro democrático de Oklahoma
(Foto: Reprodução)

Fourkiller disse que para criar esta proposta de nova taxa se inspirou no fato de jogos eletrônicos levarem às pessoas praticarem bullying ou se tornarem obesas.

“Um cavalheiro atirou em um policial e roubou seu carro”, disse ele em uma entrevista para a emissora KFOR-TV, da cidade de Oklahoma. “Eu acredito que depois de horas olhando para a tela, jogando videogame e sendo aquele personagem naquele papel, as pessoas se tornam insensíveis”.

As receitas geradas com esta taxa, de acordo com a proposta, iria para um fundo de caridade que redireciona o dinheiro para instituições de prevenção a bullying. No entanto, O Subcomitê de Orçamentos e o departamento de dotação (crédito orçamentário) de Oklahoma negou a proposta.

“Porque taxar apenas videogames, e não batatas fritas, músicas ou filmes?” questionou Pat Ownbey, do 48º Distrito do Subcomitê.

Além disso, a taxa foi vista com maus olhos pelo público em geral, além de ser a prova de que o ciclo perpétuo de que videogames ainda são taxados como produtos à parte do entretenimento. A sorte é que as pessoas ainda acham ridículo estes tipos de censuras e leis absurdas, com o intuito de taxar os games.

O problema, no entanto, se estende também aqui no Brasil, com o projeto de lei proposto pelo Valdir Raupp (RO), que quer censurar a produção dos jogos digitais considerados violentos, por meio da proposta 170/06, já aprovada na primeira fase pela Comissão de Educação do Senado Federal. Agora, a proposta espera a votação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Via JCWigriff

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares