Video game

19/02/2012 16h46 - Atualizado em 24/02/2012 11h21

Top 10: jogos com robôs gigantes

Ingo Müller
por
Para o TechTudo

Todos adoram robôs gigantes – afinal, como não gostar de uma máquina de destruição de muitas toneladas e alta octanagem? Pensando nisso, nós do TechTudo elaboramos uma lista com os melhores dos maiores, contendo dez dos games mais sensacionais com os monstros de metal.

Se você gosta do tema, pode preparar sua carteira: neste primeiro semestre estão chegando dois bons jogos – a versão ocidental de Armored Core V, além do aguardado Starhawk, que leva os combates para o espaço. Agora, enquanto as novidades não chegam, calibre a pontaria, ligue os motores e deixe uma pilha de ferro fundido nos excelentes games que separamos para vocês.

Armored Core V  (Foto: Divulgação)Armored Core V (Foto: Divulgação)

10. Assault Suit Leynos (Nippon Computer Systems Corp.; Mega Drive; 1990)

Lançado no ocidente como Target Earth, este game se tornou lendário por apresentar belos gráficos no 16 bits da Sega, incluindo efeitos de perspectiva que não eram comuns na época de seu lançamento.

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Leynos (Foto: Leynos)Leynos (Foto: Divulgação)

Além do espetáculo visual, a trilha sonora também era marcante, assim como o elevado grau de dificuldade, que testava a habilidade do jogador ao longo de oito estágios de ação frenética em que você precisava defender a Terra das ameaças do espaço.

Outro diferencial do jogo era apresentar uma boa narrativa, que contava a história dos integrantes da liga de defesa da Terra entre as fases. Com tantas qualidades, o game acabou recebendo um prequel lançado para o Super Nintendo em 1992 chamado Assault Suit Valken (Cybernator, por aqui), que se passa 10 anos antes dos eventos retratados em Leynos.

9 - Tech Romancer (Capcom; Arcade e Dreamcast; 1998)

Talvez um dos jogos mais obscuros da Capcom (junto com Red Earth), Tech Romancer é um game de luta em três dimensões que homenageia grandes íncones da animação japonesa ao apresentar personagens que fazem referências a figuras consagradas das séries Mazinger Z, Gundam, Macross e até Ultraman.

Mesmo sem licenciamentos oficiais, os robôs da Capcom conseguiram conquistar os jogadores, já que as lutas deste game reproduziam toda a destruição que estamos acostumados a ver nas outras mídias. E no final de cada batalha, era difícil saber se os lutadores ou a cidade haviam sofrido mais danos, já que demolir prédios para coletar power ups era parte da estratégia neste ótimo game.

TechromancerTechromancer (Foto: Leynos)

8 - Powered Gear (Capcom; Arcade; 1994)

Depois de abordar gangues de rua e dinossauros, a Capcom fez outro excelente Beat’em Up ao combinar pancadaria sidescroller e robôs gigantes. Neste game, quatro pilotos destemidos controlavam máquinas envenadas para repelir o ataque de um general rebelde que ameaçava a paz negociada pelo Governo Mundial da Terra após uma guerra interplanetária no ano de 2281.

powered gear (Foto: powered gear)Powered Gear (Foto: powered gear)

O grande barato de Powered Gear era a capacidade de modificar o seu robô coletando partes de inimigos derrotados: era possível trocar braços, pernas e armas, “tunando” o personagem até ele se tornar uma verdadeira máquina de destruição.

O jogo ganhou uma continuação no ano seguinte, mas desta vez a batalha passou a ser mano a mano, no game de luta Cyberbots. Depois disso, um dos pilotos mais famosos do game, Jin Saotome, também participou dos games Marvel Versus Capcom 1 e 2, junto com o seu popular Mecha Bloodia.

7 - Virtual On (Sega; Arcade, Saturno, PC, PS2; 1995)

Lançado para a placa AM3 da Sega, Virtual On enchia os olhos pelos gráficos poligonais, mas impressionava mesmo graças a sua jogabilidade frenética e original, que exigia reflexos apurados e atençã oredobrada.

As cabines dedicadas deste game possuiam duas alavancas direcionais, permitindo que os robôs do game fossem operados como máquinas pesadas: empurrar os dois controles para frente fazia o personagem andar, levar um para cada posição fazia ele virar, e combinações semelhantes permitiam saltos e agachamentos. Por conta destes controles específicos, o jogo acabou recebendo ports não tão bem executados para consoles domésticos, mas apesar disso a série sobreviveu a ponto de ganhar três continuações.

virtualonVirtual On

6 - Heavy Gear (Activision; PC; 1997)

Após perder a licença da franquia MechWarrior (mais detalhes adiante), a Activision procurou outra série de robôs gigantes para continuar publicando seus games futuristas. A empresa acabou adquirindo os direitos do universo ficcional Heavy Gear, que já tinha uma série de jogos de tabuleiro, cards e RPGs publicados pela canadense Dream Pod 9.

A adtaptação desta ambientação para a mídia eletrônica foi bastante feliz gerando dois games bem elogiados, The New Breed e Black Talon.

heavy gearHeavy Gear

5 - Front Mission (Snes; Square Enix; 1995)

Numa época em que os jogos de estratégia ainda eram sinônimo de games para PC, a Square – soberana dos RPGs nos consoles de 16 bits – ousou ao trazer um game de estratégia em turnos baseado na luta de robôs gigantes, os Wanzers, para o videogame da Nintendo.

Front Mission tinha todos os ingredientes de um bom game da Square: trama política cheia de nuances e reviravoltas, paixões, traições, vinganças e inimigos odiosos. Além da narrativa, o jogo apresenta boa jogabilidade, várias possibilidades de composição do esquadrão e customização de unidades, o que garante a versatilidade necessaria para o jogador encarar todas as  missões, que são bastante variadas e com um bom grau de dificuldade.

A fórmula de Front Mission foi um sucesso, e o game ganhou várias continuações e até um remake recente, que fracassou justamente por abandonar muitos elementos clássicos dos jogos anteriores.

frontmissionFront Mission

4 - MechWarrior (Dynamix; PC, Mac e Snes; 1989)

Robôs gigantes sempre foram uma paixão nacional na terra do sol nascente, mas a sua popularidade no ocidente se deve ao jogo de tabuleiro Battletech, desenvolvido pela Fasa Corporation.

A franquia – que já gerou RPGs de mesa, card game e até uma linha de miniaturas colecionáveis – ganhou uma versão eletrônica ainda no final da década de oitenta, mas foi à partir de MechWarrior 2 e suas expansões que o jogo se tornou um arrasa-quarteirão.

Graças as placas aceleradoras 3D, pudemos ver todo o detalhamento destas máquinas de guerra, explodindo inimigos enquanto nos deleitávamos com o visual impressionante dos combates titânicos ambientados no século 31.

Após a Activison perder a licença da franquia, Mechwarrior 3, lançado em 99, saiu pelas mãos da Microprose e manteve o alto padrão visual, trazendo ainda uma frota renovada com novas máquinas de até 100 toneladas. O último jogo da série foi feito pela própria Fasa em parceria com a Microsoft e lançado no ano 2000, com uma expansão lançada dois anos depois, e parou por aí: de lá para cá, foram 10 anos sem títulos inéditos. Felizmente um novo jogo, chamado MechWarrior Online, está em desenvolvimento – e uma vez mais o visual das máquinas deve deixar os jogadores de queixo caído, desta vez graças a utilização do motor gráfico CryEngine 3.

mechwarriormechwarrior

3 - Steel Batallion (Capcom; Xbox; 2002)

Steel Batallion poderia ser apenas mais um game de guerra entre tanques bípedes, mas a Capcom resolveu inovar na jogabilidade, fazendo deste um verdadeiro simulador de Mechas em vez de um simples game de tiro: junto com o jogo, vinha um gigantesco controle que imitava a cabine de comando do seu robô.

Este enorme joystick tinha nada menos que 40 botões e dois manches, deixando o jogador responsável pelos comandos mais básicos da pilotagem do robô: é preciso ligar a máquina antes de cada missão, resetar o painel em caso de superaquecimento, acionar os limpadores de para-brisa para tirar a sujeira do vidro dianteiro e até mesmo apertar o botão de ejeção na hora certa em caso de derrota, caso contrário o seu personagem “morre” e o save do jogo é deletado.

Mais do que uma curiosidade de colecionador, este trambolho dava um aspecto único para Steel Batallion, fazendo com que a Capcom merecidamente emplacasse seu terceiro jogo neste Top 10.


2 - Armored Core (From Software; Playstation, 1997)

Num futuro distante, um cataclisma causa o desaparecimento da maior parte da população da Terra. Os poucos sobreviventes tiveram que viver em abrigos para escapar das condições hostis do planeta. Neste período de retração após a grande extinção as corporações ascenderam ao poder, gerando boas oportunidades de negócios para mercenários sem filiação que topem fazer os serviços sujos destas empresas a bordo dos gigantescos Armored Cores.

Ignorando a falta de lógica do enredo (quem investiria em robôs gigantes, quando a tecnologia poderia ser melhor aplicada na Terraformação?), o game traz tudo aquilo que esperamos num título do gênero: combates em larga escala, colocando os gigantes de metal para se enfrentarem no fim do mundo. A franquia vem mantendo a qualidade através dos consoles, e seu título mais recente – Armored Core V – foi lançado em janeiro no Japão, e deve chegar em março no ocidente.


1 - Metal Warriors (LucasArts; Snes; 1995)

Sem dúvidas os consoles de 16 bits eram a casa dos jogos de plataforma com progressão lateral, então para um jogo se destacar neste gênero ele precisava ser verdadeiramente fantástico, o que Metal Warriors definitivamente era.

O que destacava este título diante dos demais era design dos personagens: cada mech era único, com suas próprias habilidades e controles característicos, que usavam todos os botões do joystick do Super Nintendo.

O jogo também tinha física realista: cada máquina tinha um peso diferente, e em cada passo era possível ver a influência dos chassis dos robôs na movimentação dos personagens e no acionamento das armas – e não eram poucas, até porque só com um arsenal pesado era possível encarar a alta dificuldade das fases deste grande jogo. Para completar, Metal Warriors apresentava um modo duelo, em que dois jogadores se enfrentavam usando qualquer um dos robôs disponíveis nos cenários do game – uma função simples, que aumentava o replay do título, e que certamente faz falta em muitos games de hoje.

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  • Anderson Souza
    2012-03-02T07:04:46

    Como assim... Metal Gear Solid ficou de Fora!! Usar o Rex Versus Ray é muito bom no MGS4

  • Ingo Müller
    2012-02-20T13:15:53

    Fala galera, obrigado pelos comentários - estamos aqui pra ouvir vocês. Sim, muitos jogos bons ficaram de fora, mas como vocês podem ver, são tantos games com este tema que a concorrência realmente é acirrada. Que tal vocês fazerem, aqui mesmo nos comentários, as suas listas dos 10 melhores? Será que vamos ter posições repetidas? Um abraço e bom carnaval!

  • Thayro Streit
    2012-02-20T13:11:51

    Galera ta faltando ai também o Real Robot...

  • Emerson Lourenco
    2012-02-20T12:37:00

    Para PC Gamers das antigas kd o Shogo Mobile Armor Division um Classico da revista CD Expert ...

  • Emerson Lourenco
    2012-02-20T12:25:08

    Bom cara sao grandes nomes... mas kd SlaveZero, Transformers The Game

  • Fabio Aoki
    2012-02-20T08:42:50

    Ficou faltando Zone of the Enders

  • Ingo Müller
    2012-02-27T00:46:05

    Boas recomendações, Marcelo! um abraço!

  • Marcelo Augusto
    2012-02-26T19:44:16

    Ingo, Dynasty nem conto como Gundam, pois Gundam não é fazer combos. E sim estratégia e destruição. Te recomento Gundam Senki U.C 0081 PS3. PS2 Genpou VS ZAFT II de luta muito bom e Lost Chronicle Wars!

  • Mauro Sókrates
    2012-02-21T12:19:24

    E a série "Super Robot Wars"? Deveria ter uma menção honrosa pra ele!

  • Ingo Müller
    2012-02-21T04:30:16

    Marcelo, joguei, e sinceramente, pra mim a lista não muda não :) Mas quais são os seus favoritos, camarada? O Techtudo quer saber. Você gostou do Dynasty Warriors Gundam? Eu prefiro os Dynastys tradicionais, especialmente o 7.

  • Marcelo Augusto
    2012-02-21T01:24:08

    No dia que eles jogarem os Gundams do PS2 e PS3, vão mudar a lista, Metal Warrior realmente exelente game.