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13/03/2012 09h40 - Atualizado em 13/03/2012 09h40

Escola é processada por punir menina de 12 anos que comentou sobre inspetor no Facebook

Aline Jesus
por
Para o TechTudo

Uma menina de 12 anos foi punida pela escola por comentar sobre um funcionário no Facebook. Ela teria publicado em seu perfil na rede social que odiava um inspetor e que era “mau” com ela. No entanto, a União dos Direitos Civis Americana (ACLU) tomou conhecimento da medida e entrou com um processo judicial contra o colégio alegando que isto é ilegal.

Em razão de um comentário feito por uma menina no Facebook, escola suspendeu a criança mais de uma vez (Foto: Reprodução)Em razão de um comentário feito por uma menina
no Facebook, escola suspendeu a criança mais
de uma vez (Foto: Reprodução)

Os responsáveis pela escola se defenderam, alegando que a publicação da menina era ofensiva e poderia ser considerada “bullying”. Por isso, a jovem teria recebido a detenção e sido forçada a pedir desculpas. A garota não se calou e, após esta decisão, voltou à rede social para criticar quem mostrou seu post à diretoria do colégio. O resultado? Mais uma punição: ela foi impedida de participar de um passeio com a sua turma.

Inconformados com a atitude da adolescente, a direção da escola, segundo a ACLU, teria obrigado a estudante a passar as informações de login e senha de seu Facebook, além do e-mail. O intuito era verificar se a menina tinha conversas inadequadas – relacionadas a sexo – com outros alunos pelos computadores da escola. De acordo com a instituição, até a polícia foi envolvida no caso e deu razão ao colégio, autorizando a pesquisa sem sequer comunicar os pais da menina. No entanto, não houve comprovação que as supostas mensagens ofensivas tenham sido enviadas por um computador da escola.

Os representantes da União dos Direitos Civis Americana destacaram que todo este processo foi ilegal. Afinal, a Primeira Emenda da Constituição Americana garante a liberdade de expressão, e a Quarta Emanda o direito à liberdade sem censura. Charles Samuelson, diretor da organização em Minnesota, emitiu uma nota oficial sobre o caso lembrando que as crianças não conhecem estes direitos e, por isso, acabam não sabendo lidar com esta situação.

Outro ponto curioso foi levantado no meio da polêmica. O Facebook é proibido para menores e 13 anos e isto indica que ela não podia ter um perfil na rede social, visto que tem 12 anos. O site Mashable entrou em contato com responsáveis pela rede social, mas não obteve respostas sobre o caso até o fechamento da matéria.

Via Mashable

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