Impressora 3D

22/04/2012 10h05 - Atualizado em 26/06/2014 14h40

Relíquias perdidas da China são restauradas com impressora 3D

Eduardo Moreira
por
Para o TechTudo

O governo chinês solicitou à equipe da Escola Superior de Design de Loughborough, na Inglaterra, o desenvolvimento de uma técnica de impressão 3D que fosse capaz de restaurar artefatos específicos da Cidade Proibida da China. A iniciativa tem como objetivo recuperar relíquias desgastadas pelo tempo, recriando a sua aparência original, com uma maior riqueza de detalhes.

Exemplo de artefato chinês impresso em 3D (Foto: Reprodução)Exemplo de artefato chinês impresso em 3D (Foto: Reprodução)

A Cidade Proibida fica em Pequim, e abriga o Museu do Palácio Real, que abriga uma vasta coleção de peças e obras de arte, com um valor histórico inestimável. Alguns artefatos possuem centenas de anos de idade, e no local está presente a maior coleção de estruturas de madeira preservadas no mundo. O espaço também se destaca pela vasta quantidade de itens. Uma auditoria realizada em 1925 detectou que o número de obras lá presentes é de aproximadamente 1,17 milhões de itens.

A vantagem da impressão 3D sobre os métodos tradicionais estão no tempo de recuperação na obra e na precisão do resultado final. Os métodos convencionais de recuperação envolvem um processo trabalhoso de medição, fotografia e reparação manual dos objetos. Todo o trabalho deve ser feito de forma precisa e muito bem apurada, ou toda a restauração se perde.

Ao utilizar as tecnologias digitais para uma impressão 3D, todo o processo se torna mais ágil e preciso. A tecnologia desenvolvida nos últimos anos pelo professor Fangjin Zhang e seus colegas da Loughborough University, faz com que a recuperação seja significativamente mais ágil e barata.

Balcão do jardim do imperador, que será restaurado por impressão 3D (Foto: Reprodução) (Foto: Balcão do jardim do imperador, que será restaurado por impressão 3D (Foto: Reprodução))Balcão do jardim do imperador, que será restaurado
por impressão 3D (Foto: Reprodução)

Os objetos originais passam por um processo de captura de detalhes e formatos, utilizando lasers e digitalizadores óticos. Depois de uma análise das imagens, as áreas danificadas podem ser restauradas digitalmente, com as partes ausentes sendo impressas em 3D. O diferencial da técnica desenvolvida por Zhang e sua equipe é que a abordagem dada para a detecção dessa imperfeições de forma específica para a restauração de artefatos históricos.

Entre as obras a serem restauradas na Cidade Proibida, está o teto e o gabinete de um pavilhão no jardim do imperador Chanlong. Se tudo der certo, essa técnica poderá ser utilizada em museus de todo o planeta.

Via Gizmag

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