Organizações

14/06/2012 08h10 - Atualizado em 14/06/2012 08h10

MIT cria célula de combustível que pode alimentar chips no cérebro

TechTudo
por
Por Filipe Garrett Para o TechTudo

Chips implantados no sistema nervoso servindo de interface entre homem e máquina podem estar perto de deixar as páginas da ficção científica. Tudo porque o MIT (Instituto Tecnológico de Massashussets) desenvolveu uma célula de combustível que extrai energia elétrica da mesma glicose que mantem você vivo.

Cada quadrado é uma opção de tamanho da célula de combustível (Foto: Reprodução)Cada quadrado é uma opção de tamanho da célula
de combustível (Foto: Reprodução)

O avanço dos cientistas do MIT é fácil de ser compreendido. Um microchip implantado no corpo humano precisa de energia para operar. Carregar baterias no corpo, por mais que sejam pequenas, não é uma solução cômoda e, na verdade, pode causar mais problemas do que resolvê-los: baterias são feitas de produtos altamente tóxicos e a exposição prolongada do corpo a esses compostos causa sérios problemas de saúde.

É por isso que a solução do MIT é engenhosa. A célula de combustível que gera energia a partir da glicose é apenas uma adaptação do que todas as nossas células fazem o tempo todo, a vida toda. Nós funcionamos com energia que retiramos de um processo que, em resumo, quebra moléculas de glicose. A célula de combustível pode, em tese, gerar eletricidade suficiente para alimentar pequenos sensores e microchips implantados no corpo.

A célula é feita de materiais comuns, como silício e platina. Em testes, foi observado que ela é capaz de gerar algumas centenas de microwatts, o que é comparável à produção de energia de uma célula solar em uma calculadora de bolso. Esta quantidade de energia já é suficiente para alimentar microchips complexos.

Além do uso de materiais bem comuns, como o silício, o que é interessante na ideia é que o processo de fabricação da célula é tão velho como o microchip mais rústico, o que significa que a produção em escala não é nenhum empecilho.

As perspectivas do uso deste tipo de tecnologia vão bem além do seu thriller preferido de ficção científica. Os chips poderiam servir de controladores de membros prostéticos, poderiam ser adaptados para registro das funções de nossos corpos, como verdadeiras caixas pretas do organismo.

Via Extreme Tech

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares