Armazenamentos

10/07/2012 07h20 - Atualizado em 10/07/2012 07h20

Bits poderão ser gravados em uma molécula e gerar mais espaço no HD

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

Cientistas da Universidade de Chiba (Japão) e do Instituto de Tecnológica Karlsruhe (Alemanha) conseguiram levar a eletrônica a nível molecular. A pesquisa conjunta visa criar as bases tecnológicas para que bits de informação sejam armazenados em nível atômico, o que potencializa o espaço disponível nos discos rígidos.

Esquema mostra o átomo de ferro, no centro, protegido pela molécula orgânica (Foto: Reprodução)Esquema mostra o átomo de ferro, no centro,
protegido pela molécula orgânica (Foto: Reprodução)

Nos experimentos realizados até aqui, já foi possível reduzir a multidão de átomos drasticamente. Em uma placa de memória magnética, a equipe liderada por Toshio Miyamachi, foi capaz de anotar um único bit com 51 átomos. Mais especificamente, em apenas um átomo de ferro. Os outros 50 servem como um escudo protetor a perturbações externas que possam alterar o valor do bit. Os 51 átomos compõem, juntos, um complexo molecular metal-orgânico com capacidade de revolucionar a capacidade de armazenamento de dados de nossos dispositivos eletrônicos.

O resultado foi atingido manipulando uma propriedade química de que, provavelmente, você já ouviu falar na escola: é o spin. Basicamente, essa propriedade se traduz na direção em que cada partícula carregada gira. Se ela rotaciona para uma direção, o spin tem valor -1, se para outra, valor 1. O que os cientistas fizeram foi adotar o spin como definidor dos bits: dependendo de para onde o átomo de ferro apontar, o bit tem valor 0 ou 1. A adoção dos spins como bases para funcionamento de dispositivos eletrônicos é chamada de spintrônica.

Além do aumento radical na capacidade de armazenamento, a evolução da spintronica pode levar a outro grande salto na tecnologia da computação. Os cientistas observaram que o ato de gravar o bit na molécula não só afetou o spin, mas também as propriedades de condutância do átomo de ferro. Este desdobramento pode conduzir ao desenvolvimento do memristor. O componente, ainda uma concepção teórica, poderia conduzir a computadores com a capacidade do aprendizado.

Via Nature

 


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