23/08/2012 16h32 - Atualizado em 23/08/2012 16h45

Cientistas usam cérebro de pilotos para aperfeiçoar carros autônomos

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, estão pesquisando o comportamento do cérebro de pilotos profissionais para conseguirem subsídios que permitam o aprimoramento dos sistemas que governam os carros autônomos. A ideia é tirar partido dos reflexos ágeis e do treinamento de longo prazo dos pilotos para tornar os carros mais eficientes e seguros.

Cientistas usaram pilotos experientes e clássicos Ford GT40 para colher os dados (Foto: Reprodução)Cientistas usaram pilotos experientes e clássicos Ford GT40 para colher os dados (Foto: Reprodução)

Os dados foram colhidos de pilotos que guiavam modelos Ford GT40, clássico que venceu as 24 Horas de Le Mans em 1966. Segundo o professor Chris Gerdes, o estudo decidiu por carros antigos por conta do nível de habilidade que eles exigem dos condutores. “Se escolhêssemos carros modernos, com diversas ajudas eletrônicas e aerodinâmicas, não veríamos realmente a habilidade do piloto em levar o carro ao limite”, disse.

Dentro dos protótipos, os pilotos tinham seus sinais vitais monitorados e, também, por meio de eletrodos, as atividades do seu cérebro durante a condução. No carro, dezenas de sensores, como acelerômetros, giroscópios e lasers forneciam a informação dos efeitos das decisões do condutor a cada acelerada, curva, freada e correção.

A dinâmica do teste era buscar traçar um padrão de funcionamento de um piloto bem treinado com um carro que exige perícia para ser levado ao limite. Os dados colhidos nas duas pontas, do veículo e de quem o conduz, serão usados para afinar os sistemas de condução automática presentes no Shelly, o carro autônomo desenvolvido pela Universidade de Stanford.

Enquanto carros automatizados atuais possuem um sistema muito cru de condução, pilotos experientes trabalham com inúmeras variáveis em tempo real. Mais do que o reflexo para corrigir uma escapa em curva, eles associam informações paralelas, como o calor do dia para calcular que os pneus têm mais aderência. A ideia dos pesquisadores é levar esse grau de complexidade para dentro dos futuros sistemas embarcados do Shelly.

Via Autopia

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