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19/08/2012 08h10 - Atualizado em 19/08/2012 10h29

Médico é acusado de assédio sexual por meio de jogo no Facebook

Thiago Barros
por
Para o TechTudo

O médico e diretor sênior de uma comunidade sobre saúde mental, Peter King, pode perder sua licença por conta de acusações de assédio sexual a enfermeiras em Swindon, na Inglaterra. Além de bombardear uma empregada com mensagens de texto e utilizar um jogo no Facebook para mandar indiretas para a mulher, que não quis se identificar.

Escritório que ocorreu o suposto assédio sexual (Foto: Reprodução/Daily Mail)Escritório que ocorreu o suposto assédio sexual
(Foto: Reprodução/Daily Mail)

Segundo a enfermeira, King usava o game “Scrabble”, no qual os usuários têm que formar palavras para os outros adivinharem, para escrever termos relacionados ao sexo, dando a entender que gostaria de ter relações com ela. Caso seja condenado, o médico deve ser punido por ser reincidente, já que havia recebido uma advertência por dar em cima de estagiárias no início de 2010.

"A enfermeira ficou com medo, intimidada e ameaçada. Em toda a minha conversa com ela, percebi que ela estava triste, estressada e muito ansiosa", garantiu o investigador das acusações contra o médico, Ros Stower.

Ela tem um diário de todas as cantadas. Em um determinado dia, ele chegou a perguntar para a enfermeira: "Quer dizer que você já esteve no meu carro um dia e eu não lhe molestei?". "Houve ainda interações no Facebook e indiretas em algum chat com indiretas de cunho sexual”, disse Stower.

Este caso aconteceu em agosto de 2010, mas só agora está sendo julgado. Segundo o diário da menina, as piadas mal intencionadas começaram no dia 12 e terminaram no dia 20, quando ele a "cantou" descaradamente e ficou enviando mensagens para ela durante todo o dia. A situação chegou ao ápice no dia 24, quando ela tirou licença por estresse e, mesmo assim, King seguiu tentando entrar em contato com ela pelo seu telefone pessoal.

“Não me lembro exatamente de todas as palavras, mas com certeza ele escreveu 'boobs' ('seios'). Estou absolutamente certa de que ele fez insinuações sexuais, ele me fez sentir desconfortável durante um dos jogos, tão desconfortável que eu tive que dar a desculpa de que eu tinha que atender um dos meus filhos, que não era o caso", revelou a enfermeira no julgamento, explicando ainda que só adicionou o chefe no Facebook porque ele insistiu muito, por três dias.

No decorrer do caso, o médico foi suspenso do seu emprego após a enfermeira dizer a um colega de trabalho o que havia acontecido e ele ter reportado o comportamento do seu gerente a um superior. Em nota enviada à corte, o doutor King admitiu entrar em contato com a funcionária por mensagem, mas negou qualquer conotação sexual nos recados que enviou para a funcionária. O julgamento continua.

Via Daily Mail

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