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23/08/2012 13h13 - Atualizado em 23/08/2012 13h20

TNW: CTO da Amazon evita falar sobre estreia da empresa no Brasil

Allan Melo
por
Da The Next Web

Na primeira conferência desta quinta-feira (23) no TNW Latin America, em São Paulo, o CTO da Amazon, Werner Vogels, atentou-se a falar sobre o lançamento da nuvem para empresas a um centavo de dólar por gigabyte. E só. Com os recentes rumores da chegada da gigante norte-americana ao Brasil, trazendo, inclusive, o seu popular tablet Android Kindle Fire, o executivo fez mistério e limitou-se a uma declaração: "não vou comentar nada sobre isso".

Executivo da Amazon falou sobre a capacidade de armazenar e processar dados em seus servidores (Foto: Allan Melo/TechTudo)Executivo da Amazon falou sobre a capacidade de armazenar e processar dados em seus servidores (Foto: Allan Melo/TechTudo)

A resposta, segundo a assessoria de imprensa presente no evento, tem sido apenas essa para qualquer um que pergunte. Despojado, de blazer e chapéu branco, o executivo recebeu o TechTudo no final da conferência. Em qualquer pergunta relativa a plataformas e produtos voltados ao consumidor final, como a loja virtual, os serviços de streaming e o lançamento dos Kindles, Vogels respondia com um sorriso: "vim só para divulgar o serviço de nuvem". O mistério, de certa forma, apenas aumenta as expectativas.

No palco, o CTO falou sobre o poderio dos servidores e sua ampla capacidade de processamento. Distribuído pelo mundo, o supercomputador da Amazon possui mais de 50 mil Cores para armazenar e analisar dados de milhares de empresas. Muito foi falado sobre o processamento de grandes volumes de dados e como gerir essas informações com inteligência artificial. Em exemplos, Vogels apresentou como a Amazon tem ajudado cientistas ao redor do mundo a mapear genes, além de processar comparativos para achar evidências de câncer na população, e até a distribuir as fotos de Marte enviadas pelo robô Curiosity aos cientistas.

O mesmo poderio é usado, como disse no palco, para fazer sugestões inteligentes de vendas de produtos em sua loja, baseado nos possíveis interesses do comprador. Aliado ao recente investimento em hardware para ampliar sua nuvem no Brasil, seria esta, então, uma prévia da empresa para já começar coletar dados sobre os brasileiros? Verdade ou não, o fato é que eles podem fazer isso, e a resposta do executivo deixa essa (e outras) possibilidade em aberto.

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