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07/11/2012 19h57 - Atualizado em 31/08/2016 16h00

Gabão cancela domínio do Megabox que seria lançado em 2013 por Kim Dotcom

Aline Jesus
por
Para o TechTudo

O governo do Gabão suspendeu o domínio da nova página do criador do Megaupload, Kim Dotcom, após ele ter anunciado que tinha planos para lançar o Mega.Me em 2013. Blaise Louembe, ministro das Comunicações do país africano, explicou que a medida foi tomada para “proteger os direitos da propriedade intelectual”. Para ele, o país não pode ser uma plataforma para que se cometam atos que violem direitos autorais, nem ser utilizado por pessoas inescrupulosas.

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Página do Mega anunciada por Kim Doctom há uma semana (Foto: Reprodução)Página do Mega anunciada por Kim Doctom há uma semana (Foto: Reprodução)


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Com receio de que o Me.ga fosse retirado do ar pelos Estados Unidos, Kim Dotcom hospedou seu novo site fora do país. O magnata disse que seu produto seria lançado em 20 de janeiro, um ano após sua prisão, e que os dados compartilhados seriam criptografados para que o conteúdo fosse confidencial. Por isso, Dotcom hospedou o domínio no Gabão.

Doctom expressando sua frustração, No Twitter, com o governo do Gabão (Foto: Reprodução)Doctom expressando sua frustração, No Twitter,
com o governo do Gabão (Foto: Reprodução)

Para ele, a decisão do governo do país africano foi tomada puramente por pressão dos Estados Unidos e do grupo de mídia Vivendi. O executivo ridicularizou o fato de a posição ter sido tomada por conta de razões políticas e fez um post em seu Twitter sobre o assunto. “Não se preocupem. Nós temos um domínio alternativo”, escreveu.

Em outra postagem, Dotcom afirmou que "O ministro do Gabão usou a máquina do tempo para analisar a legalidade do futuro Mega. Veredito: crime cibernético! Merece US$ 5 de recompensa do FBI”.

Se por um lado o Me.ga está offline agora, Kim Dotcom ainda está dando informações sobre o seu novo serviço em um endereço alternativo, onde apela para que companhias de outros países possam ajudá-lo a hospedar a página.

Preso no início do ano sob acusação de causar prejuízo de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) à indústria cinematográfica, Kim Dotcom vive na Nova Zelândia e briga na Justiça para não ser extraditado para os Estados Unidos, e acabar ficando preso por até 20 anos.

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Via BBC

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