31/12/2012 11h00 - Atualizado em 31/12/2012 11h00

Universidade de Stanford cria célula solar autoadesiva

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, chegaram a um resultado interessante: eles conseguiram desenvolver um novo tipo de célula solar flexível, que pode funcionar como adesivo, o que permite sua aplicação em praticamente qualquer superfície, de janelas à peças de roupa.

Cientistas criam célula solar que pode ser fixada em qualquer superfície (Foto: Reprodução)Cientistas criam célula solar que pode ser fixada em qualquer superfície (Foto: Reprodução)

Basicamente, a célula solar usa os mesmos elementos e substâncias que as convencionais. Ela é baseada em um waffer de silício (similar àquele encontrado na indústria de microchips), agregado a uma camada de dióxido de silício e níquel. Sobre isso tudo, uma camada amorfa de silício hidrogenado – igual às usadas em células fotovoltaicas comuns. Por fim, todo o material é recoberto por um tipo de plástico adesivo, semelhante ao encontrado em capas de silicone para celulares.

A célula solar dos cientistas de Stanford depende de um procedimento simples para ser fixada em qualquer superfície. Primeiro, é preciso colocar o material num banho em água na temperatura ambiente. A fita plástica, que recobre a célula, é levemente deslocada, permitindo que a água circule, separando a célula do waffer de silício. A camada plástica adesiva é removida com uma temperatura de 90 graus e aí é só uma questão de “colar” a célula solar.

Em testes, verificou-se que todo o processo é absolutamente inofensivo ao funcionamento da célula. Segundo os cientistas, a célula solar mantém performance mesmo depois de milhares de procedimentos de dobra e fixação. Além disso, baseada em polímeros plásticos, a célula solar flexível e adesiva apresenta uma eficiência de 7,5% na captação de energia solar – a mesma das opções tradicionais, feitas com vidro. Segundo os pesquisadores, é possível remover as células solares depois do uso e encontrar um waffer de silício completamente intacto e pronto para reciclagem com o uso em novas células.

De olho no futuro, os cientistas acreditam que o resultado desta tecnologia não apenas levará a formas de captação de eletricidade direcionadas para nosso uso cotidiano e em movimento, mas também à manufatura de paineis LCDs flexíveis e adesivos, além de circuitos eletrônicos que podem ser impressos.

Via Extreme Tech

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