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22/03/2013 18h04 - Atualizado em 26/03/2013 15h17

Revolucionário, primeiro Pentium faz 20 anos

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

O Pentium completa 20 anos nesta sexta (22) e é hora de dar os  parabéns a um dos chips mais importantes da história. Há duas décadas, a Intel lançava o Pentium 60, substituto dos 486, e acabou revolucionando a computação. Construídos em processo de manufatura de 800 nanômetros (a empresa fabrica processadores em 22 nanômetros ainda hoje), eles contavam com 3.1 milhões de transistores e com tecnologias que mudaram paradigmas da indústria de semicondutores.

Imagem expõe o Pentium 60, primeiro processador da Intel com o nome e que completa 20 anos hoje (Foto: Reprodução)Imagem expõe o Pentium 60, primeiro processador da Intel com o nome e que completa 20 anos hoje (Foto: Reprodução/ Extreme Tech)

Os Pentium eram mais rápidos que seus antecessores, mesmo tendo menos clock. Um 486 de 100 MHz era quase tão veloz quanto um Pentium, de 60 MHz. Isso acontecia porque o chip introduziu uma tecnologia inovadora para a época: a capacidade de completar mais do que uma instrução por clock. A técnica se chamava Superescalar e, na época, causou o mesmo impacto que o primeiro processador de desktop com dois núcleos causou há menos de 10 anos.

Nas gerações seguintes, surgiram as tecnologias MMX, desenvolvidas para acelerar o funcionamento da CPU nas ainda incipientes necessidades multimídia dos consumidores. Processadores com MMX eram mais eficientes em codificar e decodificar vídeo.

Ao longo dos anos, a Intel foi aprimorando a arquitetura, sempre com expressivos ganhos de desempenho que foram apagando a concorrência do cenário. Até a chegada do Pentium 4. Com performance menor, por conta de um projeto problemático, os processadores dessa série eram caros e esquentavam demais. Com isso, a AMD deu um salto ao lançar os Athlon e Athlon 64, que bateram a Intel.

Pentium (Foto: Reprodução/ ExtremeTech)Pentium serviu de base para os mais modernos processadores (Foto: Reprodução/ ExtremeTech)

O Pentium 4 marcou a virada da empresa em termos mercadológicos. O modelo foi aposentado e o Pentium 3 redesenhado, dando origem às plataformas Centrino, comuns nos já desaparecidos netbooks. Na outra ponta do mercado, o Pentium P6, lançado em 1995 a partir de uma revisão do processador original, deu origem aos Core 2 Duo, em 2007, que, por sua vez, puxaram a turma sequente de Core i: os Nehalem, Sandy Bridge, Ivy Bridge e, ainda neste ano, Haswell.

A Intel ainda usa o nome Pentium atualmente, mas ele é destinado a produtos mais simples. São chips que não dispõem de diversas tecnologias presentes nos Core i3, i5 e i7. No entanto, o design de 20 anos, com o devido refino da engenharia e do tempo, está presente nas Intel Xeon Phi, as super unidades processadoras da companhia voltadas para servidores e supercomputadores. São equipamentos bem complexos, repletos de unidades vetoriais, mas que ainda conservam núcleos quase idênticos aos Pentium 75, lançados em outubro de 1993.

Via Extreme Tech

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  • Luciano Nascimento
    2013-03-23T03:05:26

    eu tive um pentium 60mhz com certeza bem melhor do que um 486 DX 4 100mhz. O Pentium 60mhz conseguia tocar MP3, já o 486 só músicas wave.

  • Fora Lei
    2013-03-22T23:22:09

    Eu tive um desses...Evolução.