06/07/2013 07h00 - Atualizado em 06/07/2013 15h38

Fisl14: alunos de colégio fazem robôs com sucata eletrônica

Giordano Tronco
por
Do Fisl14

Você comprou um smartphone e acha que daquele seu celular antigo é imprestável? Não se engane: o que é lixo para alguns pode ser matéria-prima para outros. O CMID – Centro Marista de Inclusão Digital – que funciona junto ao Colégio Marista de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e ensina os alunos do colégio a fazer robôs a partir de lixo eletrônico. O trabalho do CMID está em exposição num estande do 14º Fórum Internacional Software Livre, que acontece em Porto Alegre.

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Robô feito com peças que iriam para o lixo (Foto: Giordano Tronco/Techtudo)Robô feito com peças que iriam para o lixo (Foto: Giordano Tronco/Techtudo)

Os alunos da turma avançada de robótica, por exemplo, constroem carros com sensores de movimento que respondem à aproximação das pessoas. A fonte de energia são baterias de celular e o motor, ceduleiras de máquinas caça-níquel apreendidas pelo Ministério Público."Tirando alguns sensores, que precisamos comprar, é tudo reciclagem", comentou o instrutor de robótica do CMID, Leandro Schneider.

Os alunos do Colégio Marista também aprendem a consertar computadores antigos e a fazer meta-arte, esculturas com as peças velhas que realmente não têm uso. "O nosso projeto só funciona por causa do lixo eletrônico. Se fôssemos ter que comprar tudo, não seria viável", completou.

Schneider segurando uma bicicleta em meta-arte (Foto: Giordano Tronco)Schneider segurando uma bicicleta em meta-arte (Foto: Giordano Tronco)

Apesar de parecer um bicho de sete cabeças para quem não entendo do assunto, a linguagem da programação é acessível a qualquer um. Schneider conta que muitos alunos entram no projeto sem saber mexer em um computador e saem de lá programando.

Robô feito com impressora antiga se mexe quando tocam no seu sensor (Foto: Giordano Tronco/Techtudo) Robô feito com impressora antiga se mexe quando tocam no seu sensor (Foto: Giordano Tronco/Techtudo)

Em uma época em que celebridades do mundo digital fazem campanha a favor do ensino de programação nas escolas, é inspirador o relato de Dionatan Gabriel, 16 anos, aluno da turma avançada de robótica do CMID, que teve contato com a programação na escola e, já no 1º ano do Ensino Médio, sabe qual será sua profissão. "Quero ser programador. No início das aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me interessando", disse.

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  • André Garcia
    2013-07-08T16:39:31

    É disso que este país precisa, investimentos em educação e tecnologia...