30/08/2013 10h00 - Atualizado em 30/08/2013 10h02

PhotoImage Brasil: com loja virtual e novas câmeras, Fujifilm ganha força

Renato Bazan
por
Para o TechTudo

Fujifilm investe pesado no PhotoImage Brasil, no terceiro e último dia de evento, fomos visitar o estande da gigante japonesa, que apresentou novas câmeras e impressoras, além de palestras e exposições sobre o mundo da imagem. Vejas as novidades trazidas para o país.

Confira a galeria de fotos do PhotoImage Brasil 2013

Estande da Fujifilm no PhotoImage Brasil (Foto: TechTudo/Renato Bazan)Estande da Fujifilm no PhotoImage Brasil (Foto: TechTudo/Renato Bazan)

Para aumentar o tom na declaração de atração pelo mercado brasileiro, a empresa realizou ainda uma coletiva em que a grande novidade foi a inauguração de uma loja online com todos os produtos fotográficos da Fujifilm, distribuídos nacionalmente e com garantia mundial (incluindo lojas brasileiras) de até 1 ano. O novo e-commerce está previsto para entrar no ar em outubro deste ano, embora seu endereço digital ainda não tenha sido divulgado.

Por fim, as duas grandes atrações de seu espaço foram suas duas novas câmeras: uma, feita de plástico e com um formato mini, carrega papel para revelação instantânea de fotografias; a outra mistura um visual intencionalmente retrô com tecnologia de ponta. Cada uma delas atraiu muitos visitantes ao estande, e abaixo você confere o porquê.

A Fujifilm InstaxMini 8 chega no Natal e vem em tons pastéis de rosa, azul e branco (Foto: TechTudo/Renato Bazan)A Fujifilm InstaxMini 8 chega no Natal e vem em tons pastéis de rosa, azul e branco (Foto: TechTudo/Renato Bazan)

Fujifilm Instax Mini 8

A Fujifilm Instax Mini 8 é um pequeno experimento da Fuji que encanta mais pela ousadia do que pela funcionalidade. Feita inteiramente de plástico e com um erro de paralaxe mais flagrante que assalto a banco, ela compensa a falta de qualidade com a impressão instantânea de suas fotos, bem ao estilo Polaroid. A câmera instantânea imprime fotos no tamanho de um cartão de crédito (86x54 milímetros), com tempo de revelação de até 1 minuto, e carrega um cartucho com 10 poses que deve ser removido só ao final de todas elas.

Ao examinar-se as especificações técnicas da câmera, fica claro que seu diferencial é lúdico, pois tecnicamente ela é desastrosa: tem diafragma, exposição, foco e obturador não reguláveis, flash de curto alcance obrigatório, mas com apenas 4 potências no ajuste (que, aliás, é o único ajuste possível). Suas fotografias, por outro lado, são praticamente eternas, podendo quebrar os 100 anos de duração se não expostas a intempéries.

“Essa não é uma câmera comum. Em uma época como a nossa, ela não grava, não transmite, não edita. Cada foto sua é única e instantânea, um registro verdadeiramente analógico do momento”, exaltou o supervisor de marketing Gustavo Queiroz. “Outra coisa é que, ao contrário das antigas Polaroid, essa foto não desbota nem mancha com o tempo – é praticamente eterna”, completou. É importante notar que elas permanecem dentro do pequeno envelope plástico em que são reveladas para sempre, mesmo depois de prontas, ao contrário da camada única de papel presente nas fotos da Polaroid.

A Instax 8 chegará ao Brasil próximo à época do Natal, e seu preço sugerido será de apenas R$ 300. O cartucho com 20 poses – 2 kits de 10 – custará por volta de R$ 45, e a câmera será vendida nas cores branco, rosa claro e azul turquesa. Diferente de sua antecessora, a Instax 7, ela não precisará de pilhas para funcionar, pois terá bateria recarregável.

Fujifilm X-M1, a ser lançada em novembro, é compacta com lentes intercambiáveis (Foto: TechTudo/Renato Bazan)Fujifilm X-M1, a ser lançada em novembro, é compacta com lentes intercambiáveis (Foto: TechTudo/Renato Bazan)

Fujifilm X-M1

Em outra frente, mas com o mesmo cheiro retrô da Instax, a X-M1 apela para fotógrafos das antigas que desejam ver tecnologia nova em corpo antigo. O formato e a textura exterior, obviamente, são homenagens às câmeras com filme de prata da década de 80 (talvez à Nikon F, mais especificamente), mas o que existe dentro da caixinha não tem nada de velho: seu fotosensor digital carrega a tecnologia X-Trans CMOS II com 16,3 Megapixels, proprietária da Fuji, seu visor traseiro de LCD de 3 polegadas é montado em uma articulação de ângulo variável e a câmera tem uma antena Wi-Fi embutida para transferência e compartilhamento de arquivos.

Coisa importante: a X-Trans CMOS II é uma técnica de reorganização de pixels fotosensores que aumenta a nitidez das fotos, e entrega grande melhora na definição de detalhes. Isso significa que, em composições intrincadas, a câmera se excede em captar aqueles detalhes que normalmente ficariam perdidos por conta do efeito moiré na maioria das câmeras. A impressão inicial é a de que as fotos da X-M1 aguentam ser esticadas mais do que o normal – fator revelado por premiações como as da TIPA ou da EISA Awards.

Voltando aos aspectos técnicos, o corpo da câmera aceita lentes das famílias XC e XF, intercambiáveis entre si, mas não tem nenhum tipo de visor. Isso posiciona a X-M1 em um espaço interessante no mercado, pois afasta fotógrafos experientes ao mesmo tempo em que introduz usuários casuais às possibilidades criativas de portar múltiplas lentes. Sua sensibilidade ISO varia entre 100 e 25.600, e sua captação de vídeo produz arquivos em Full HD a 30 quadros por segundo com som estéreo.

No Brasil, a Fuji estima trazer a X-M1 em meados de novembro, e seu kit com uma lente 16-50mm f/3.5-5.6 custará por volta de R$ 3.599. Para quem estiver interessado em comprar apenas o corpo, ele terá preço de R$ 2.999.

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