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06/09/2013 11h27 - Atualizado em 06/09/2013 11h36

Facebook vai atrasar mudanças em suas políticas de uso e privacidade

Marvin Costa
por
Para o TechTudo

O Facebook adiou a implantação das novas politicas de privacidade para seus usuários que ocorreria nesta semana. A decisão foi tomada após protestos de grupos de direitos sociais ligados à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, na noite de quinta-feira (5). Um representante da rede social confirmou a informação em comunicado a um jornal americano.

Facebook quer banco de dados com fotos dos usuários para melhorar tags; entenda

Menores de 13 anos criam facilmente contas no Facebook, apesar de ser contra as regras da rede social (Foto: Reprodução/Mercenie)Facebook adia mudanças nas políticas de uso por pressão de grupos (Foto: Reprodução/Mercenie)

“Nós estamos ganhando tempo para que os comentários dos usuários sejam analisados e os levaremos em consideração para determinar se os novos termos são necessários. Esperamos finalizar este processo até a próxima semana”, afirmou um representante do Facebook ao jornal americano Los Angeles Times, ainda na noite de quinta-feira (5).

Segundo entidades ligadas aos Direitos Civis, os novos termos de privacidade do serviço violam um série de direitos de cidadãos. E, caso a nova política entre em vigor, usuários terão suas fotos e nomes disponíveis para serem utilizados em propagandas. Caso uma pessoa curta a página de um determinado produto, a rede social poderá vincular a informação à publicidade deste mesmo produto para amigos do usuário, como mostra a imagem abaixo.

Links patrocinados seriam vinculados a usuários, sem que eles soubessem (Foto: Reprodução/Mashble)Links patrocinados seriam vinculados a usuários, sem que eles soubessem (Foto: Reprodução/Mashble)

Muitas das ações com dados do usuário já acontecem e o novo documento do Facebook tem o objetivo de formalizar o "acordo" com os usuários. Anteriormente, os termos de uso alertavam que os dados pessoais jamais seriam utilizados sem seu consentimento. A mudança permitiria ainda a utilização de nomes e fotos de menores de idade em anúncios, o que despertou uma série de protestos de entidades de proteção dos direitos civis no país.

Outra mudança ousada nas poíticas do Facebook considera a foto do perfil do usuário como uma informação associada à sua identidade. Na prática, ao carregar uma foto, a rede social passa a conhecer um rosto como um dado e pode usar esta informação para marcá-lo automaticamente em outras fotos. Mas, de acordo com o escritório de privacidade do Facebook, o objetivo do reconhecimento facial é somente facilitar a marcação para que as pessoas saibam quando há fotos delas na rede e não teria nenhuma relação com anúncios.

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