Armazenamentos

13/09/2013 14h50 - Atualizado em 13/09/2013 19h36

Fita cassete completa 50 anos; veja o que mudou em cinco décadas

Taysa Coelho
por
Da redação

Quem foi ao Rock in Rio de 1985 com certeza passou pelo momento de esperar a música da banda favorita tocar na rádio para gravar em uma fita cassete e aprender a letra. Na semana de abertura da edição de 2013 do evento, a mídia que fez parte da juventude de tantas pessoas completa 50 anos. Dentro destas cinco décadas, as maneiras de armazenar e ouvir canções mudaram muito.

Fita cassete completa 50 anos (Foto: Divulgação/Philips)Fita cassete completa 50 anos (Foto: Divulgação)

As fitas cassete (ou K7) surgiram em 1963 como uma maneira de tornar a reprodução de música portátil. A tecnologia em um corpo plástico desenvolvida pela Philips virou uma alternativa aos enormes discos de vinil. Ela permitia, em média, 30 minutos de música de cada lado, mas a qualidade do som armazenado não era dos melhores e, caso o usuário quisesse ouvir novamente, deveria rebobiná-la.

O mecanismo, no entanto, facilitou o processo de gravar músicas de rádios, mas também permitiu que bandas de garagem pudessem gravar canções próprias. A tecnologia tornou-se popular nos Estados Unidos apenas na década de 80, com a criação do Walkman, e virou febre no Brasil nos anos 90.

Ainda na década de 90, no entanto, o dispositivo que facilitou a vida dos amantes de música e que fez com o que aparelhos de Walkman virassem sonho de consumo foi caindo em desuso, com a chegada dos discos compactos. Inventados em 1979, os CDs permitiam armazenar 700 MB de dados, tinham qualidade de áudio muito superior, permitiam mudar as faixas rapidamente e possuíam maior vida útil, já que as fitas magnéticas eram facilmente corrompidas pelo calor.

CD e DVD (Foto: Reprodução/Photl)CDs e DVDs (Foto: Reprodução/Photl)

Com a popularização dos computadores e da Internet, o MP3, formato de áudio digital, ganhou força. Com o surgimento do Napster, em 1999, a troca de arquivos e o download de músicas virou mania entre os jovens. O processo ainda era lento, mas muito usado. Ainda sem os MP3 players, os CD-R viraram um sucesso. Os discos graváveis, com capacidade de, no mínimo, 650 MB, permitiam a novidade de fazer um álbum com as faixas prediletas. 

Popularização do formato MP3

Ipod (Foto: Divulgação)Mania dos iPods (Foto: Reprodução/Cnet)

Em 2001, a Apple anunciou o iPod, iniciando o processo de decadência dos CDs. O formato MP3 tornou-se ainda mais popular graças à mobilidade dada com o tocador da empresa da maçã. Havia modelos de tocadores de outras marcas e mais baratos que aumentaram fluxo de downloads de arquivos de áudio, dando início à uma preocupação da indústria musical com a queda de vendas de discos.

Uma série de leis foram criadas a fim de proteger os direitos das gravadoras e artistas, tornando a atividade de download de músicas uma ilegal. Novas formas de se adquirir canções, no entanto, foram criadas. É possível comprar discos inteiros ou apenas faixas em MP3 direto da iTunes Store, dos sites das gravadoras ou dos próprios artistas. Outros, disponibilizam as músicas gratuitamente para os fãs e permitem que eles contribuam com quanto acharem “justo”. Há ainda, cada vez mais, sites de streaming, que permitem ouvir músicas sem sequer ter que fazer o download do arquivo para o computador.

apple_itunes_store_new (Foto: apple_itunes_store_new)iTunes Store e Google Play Music (Foto: Reprodução)

Os players de MP3 ainda são muito usados, mas, com a popularização dos smartphones, muitas pessoas preferem ouvir seus cantores favoritos no próprio celular. O armazenamento dos arquivos é feito na própria memória do aparelho e nos cartões microSD, que em apenas 3 cm de comprimento são capazes de armazenar até 64 GB de dados.

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  • Gustavo
    2013-09-14T12:08:28  

    Rebobinar?? NUNCA MAAAAAIS... KKKKKKKKKKK

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    • Gustavo
      2013-09-14T12:08:28  

      Pra quem Tem PREGUIÇA é ASSIM mesmo...

  • David Oliveira
    2013-09-14T09:15:17  

    Malditos k7s , enroscavam direto no rádio e eu perdia e na maioria das vezes eu perdia todas as faixas.

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    • David Oliveira
      2013-09-14T09:15:17  

      Era o que acontecia quando se adquiria cassetes de baixa qualidade e/ou se possuía equipamento idem. Também era comum o equipamento entrar em colapso por falta de manutenção preventiva do mesmo por parte do usuário.

  • Paulo Resende
    2013-09-15T09:46:55

    Quem escreveu esta matéria deveria ter feito uma pesquisa e se informado antes de falar tantas inverdades. Se vê que é uma pessoa bem atualizada com os avanços tecnológicos do mundo atual, mas não tem conhecimento a respeito da tecnologia da fita K7, certamente não viveu a época de ouro desta mídia que tanto sucesso fez. As datas que foram citadas não condiz com a realidade. E se a qualidade fosse ruim como afirma, os cassetes não teriam sobrevivido por 50 anos. Vale lembrar também, que muito do que se ouve hoje na internet, foi gravado originalmente em fita magnética. Já pensou nisso?

  • Dick Vigarista
    2013-09-15T02:20:58

    O walk man foi meu melhor amigo durante a adolescencia. 30 minutos até a escola todo dia ouvindo o melhor rock n' roll.

  • Aline Fernandes
    2013-09-20T17:16:37

    Peguei todas essas mudanças! tento acompanhar a evolução tecnologica adquirindo os lançamentos, mas olha.... quando pisco ja tem outra coisa na frente. O avanço tecnologico esta muito rapido e consequentemente cada vez mais caro também.

  • Alberto Bittencourt
    2013-09-15T13:51:26

    Matéria totalmente equivocada. Primeiro que os tapes são muito superiores aos sistemas digitais de áudio, e depois que a sua qualidade nunca foi ruim, principalmente em bons tape-decks. O CD e outras mídias como mp3 e tudo o que se "baixa" pela internet é infinitamente inferior à qualidade de som refinada e densa das fitas K7, que continham toda a faixa de frequência reproduzida com alta fidelidade e clareza! Nenhum áudio gravado e reproduzido digitalmente se compara à nitidez e musicalidade de um tape, e as melhores gravações que hoje se ouve em CD e mp3, ironicamente, foram feitas tapes!

  • Malu Reis
    2013-09-14T10:33:27

    O Walkman fez com que virassem febre e começassem a vender mais até que LPs, mas eles já eram populares mesmo no Brasil. Ela esqueceu de mencionar o advento do MP3 em 95. O que inicialmente caiu em desuso com o advent do CD foi o K7 gravado. O virgem ainda continuou firme até o surgimento dos CD-Rs. Não, o Rio PMP300 não foi o primeiro MP3 player como alguém mencionou. O primeiro foi o MPMan, lançado em 97 e comercializado em 1998. O Rio foi mais popular porque foi lançado próximo do Natal e tbm foi o centro de muitas disputas judiciais. Por isso lembramos dele, mas ele não foi o primeiro.

  • Malu Reis
    2013-09-14T10:29:28

    Matéria fraca e de quem não viveu a época. Os K7s foram criados como uma forma de acelerar o processo dos ditados nos escritórios, que até então usavam gravadores de rolo. A qualidade deles no início realmente era podre. Mas logo em seguida a indústria percebeu o potencial musical e começou a melhorarar a qualidade de reprodução. O K7 só se popularizou mesmo em 1970 quando adquiriu a qualidade próxima do gravador de 8 pistas, surgindo em massa os K7s pré-gravados. Isso fez com que substituissem os velhos cartuchos nos carros. Surge o toca-fitas. Foi aí que se tornaram populares nos EUA.

  • Marcos Rocha
    2013-09-13T20:46:24

    correção: o processo de decadência dos cds começou com o Diamond Rio, primeiro tocador de mp3, lançado em 1998

  • Patricia Santos
    2013-09-13T20:06:07

    Ainda tenho algumas dessa relíquia por aqui.

  • Alexandre Sousa
    2013-09-13T20:03:12

    QUE PENA MENOS O BICHO HOMEM NÃO EVOLUI.

  • Rene Junior
    2013-09-13T18:25:04

    Poxa que bacana essa reportagem..parabéns!

  • Vagner Victor
    2013-09-13T15:45:24

    Baita Revolução!

  • Luiz Paula
    2013-09-14T10:43:57  

    Tinha uma caixa de sapato cheia de k7 com muita coisa boa. Joguei tudo fora, se arrependimento matasse.

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    • Luiz Paula
      2013-09-14T10:43:57  

      As minhas estão guardadas.

  • David
    2013-09-13T18:30:31  

    O mais interessante é que muitos, como eu, usou todas estas mudanças, mesmo tendo bem menos de 50 anos. Como as mudanças eram mais lentas antigamente hein. Hoje em dia é que tudo muda tão rápido.

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    • David
      2013-09-13T18:30:31  

      Fato isso mesmo!!

  • Fábio Pessoa
    2013-09-14T12:16:16  

    Considerando apenas a experiência auditiva e sem jamais querer contestar a "incontestavel" praticidade dos tocadores e midias digitais atuais, apenas quem ouviu um Nakamichi 1000 carregado com uma TDK SA-X ou uma Maxell Metal tape (logico que com pre's,power's e sonofletores do mesmo nivel) sabe o que e vivenciar o que o audio analogico puro podia oferecer. Quem passou por essa experiência fantastica consegue apenas "tolerar" o som cheio de compressões do MP3. Agora, os que não possuem esta referência (de ouvir um "Naka") acham o "som" Mpeg "magico".

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    • Fábio Pessoa
      2013-09-14T12:16:16  

      Tenho fitas K7 de audio e de videocassetes de alta qualidade ainda perfeitas depois de mais de 30 anos e discos de vinil maravilhosos de ouvir ... Sim: equipamento valvulado para isso !!

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    • Fábio Pessoa
      2013-09-14T12:16:16  

      Jorge Carvalho. Concordo em gênero,numero e grau contigo. Possuo K7's de otima qualidade gravados a quase 30 anos em um JVC KD-85, que possuo (e uso) impecavel ate hoje. Os tapes estão integros tanto na parte mecânica quanto no material magnetico pois o registro das altas frequências (parte critica) esta exatamente igual a epoca em que foram gravados, perfeitos e transparentes. Abs.

  • Gilnei Mesquita
    2013-09-14T11:40:16  

    A evolução é espantosa.Quem poderia imaginar que um dia poderíamos ouvir tudo o que quiséssemos,através da internet,sem precisar ou melhor ,sem ter que ter um toca discos ou toca-fitas?

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    • Gilnei Mesquita
      2013-09-14T11:40:16  

      O grande problema é que tem toda uma geração que pensa exatamente isso. A internet tudo pode, é onipresente, mas esquecem que não é algo como o ar que está por ai... se alguem cortar o fio, adeus internet!

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    • Gilnei Mesquita
      2013-09-14T11:40:16  

      Amigo, este "som" que se baixa pela internet é um tremendo lixo. Entendo porque vc e muitas pessoas pensam assim, o que é uma pena, porque não sabem de fato como é o som analógico. Qualquer bom tape-deck bota no capacho um CD-Player e mais ainda estes arquivos de áudio ultra compactados, como o mp3. O som analógico de tapes e vinis é simplesmente insuperável em termos de resolução e qualidade sonora!!! Áudio digital, mesmo dos CDs, é muito limitado, não reproduz toda a faixa de freq. original, os graves são horríveis, e os agudos estridentes, sem a clareza e a nitidez dos tapes magnéticos.

  • Marcelo
    2013-09-13T18:45:19  

    As mudanças hoje rapidamente complicam em tudo. O que adianta vc ter um CD que armazena dados por mais de 50 anos se daqui a 20 não se vai encontrar um tocador de CD para ele? E isso cada vez vai ser pior. Vão lançar um tipo de armazenamento e depois de 5 anos não vai ter o leitor para ele. Acaba que o progresso atrapalha em certas coisas.

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    • Marcelo
      2013-09-13T18:45:19  

      Kkkkkkkkk, tinha achado isso também. Mas nem seria esse Cristiano, mas sim esse Jorge Carvalho e o Edcarlos com certeza são paraíbas metidos a intelectuais de outros estados e não assumem aonde moram.

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    • Marcelo
      2013-09-13T18:45:19  

      Eu sou do Rio de Janeiro e não entendi porque sou metido a intelectual?? Será porque eu não coloco nomes "ridículos" para disfarçar quem eu sou?