19/12/2013 07h30 - Atualizado em 02/07/2014 11h58

Financiamento coletivo: listamos 10 projetos bem-sucedidos em 2013

Adriano Hamaguchi
por
Para o TechTudo

As plataformas de financiamento coletivo revelaram empreendedores talentosos em 2013, e o TechTudo fez uma seleção de projetos da área tecnológica que se tornaram objeto de desejo entre os amantes da tecnologia.

Lista traz teclados e mouses um tanto quanto diferentes; confira

Projeto Skiva é um dos centenas de projetos listados no Kickstarter (Foto: Reprodução/Kickstarter)Projeto Skiva é um dos centenas de projetos listados no Kickstarter (Foto: Reprodução/Kickstarter)


O que é “financiamento coletivo” afinal? É o financiamento onde várias pessoas interessadas pagam antecipadamente por um produto, serviço, evento ou simplesmente colaboram com alguma causa. Este investimento pode ser feito através de um site (plataformas de financiamento coletivo), onde os idealizadores explicam tudo sobre seus projetos e estabelecem metas (valor e data limite para atingi-los), e é para onde também o público interessado envia sua contribuição financeira.

As plataformas de financiamento coletivo mais utilizadas são o Kickstarter e o Indiegogo (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)As plataformas de financiamento coletivo mais utilizadas são o Kickstarter e o Indiegogo (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

Se o valor estipulado na meta for ultrapassado, os criadores do projeto recebem o dinheiro e “botam a mão na massa”. Se o valor estipulado não for atingido, o site devolve o dinheiro para todas as pessoas que contribuíram.

O Kickstarter e o Indiegogo são dois portais importantes onde vários empreendedores já lançaram produtos de sucesso, e estes foram os projetos que selecionamos para te apresentar.

Os projetos mais bem-sucedidos ultrapassaram suas metas em mais de 1.000% (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)Os projetos mais bem-sucedidos ultrapassaram suas metas em mais de 1.000% (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

- 3Doodle: uma “caneta 3D”

A 3Doodler foi apelidada de “caneta 3D” por utilizar uma técnica análoga às impressoras 3D: derrete um filamento de plástico que se solidifica rapidamente. Assim o usuário pode criar formas e estruturas.

A meta do projeto inscrito na plataforma Kickstarter era de U$ 30 mil (R$ 69 mil), mas conseguiu arrecadar mais de U$ 2,3 milhões (R$ 5,3 milhões).

Com a 3Doodler é possível criar esculturas de plástico (Foto: Reprodução/Engadget)Com a 3Doodler é possível criar esculturas de plástico (Foto: Reprodução/Engadget)

A caneta possui um exaustor e dois botões para controla a velocidade do plástico derretido sai de sua ponta aquecida. Ela é comercializada a U$ 99 (R$ 231) no site oficial, acompanhada de 50 refis de plástico ABS ou PLA.


- Omni: esteira com sensor de movimento

O Omni é uma espécie de esteira utilizada como um “joystick”. Ela é equipada com sensores que reconhecem a direção do movimento e dá um realismo inacreditável à sua jogatina quando utilizada com óculos de realidade virtual.

O Omni pode ser desmontado como uma esteira de corrida para facilitar seu armazenamento (Foto: Divulgação/Virtuix)O Omni pode ser desmontado como uma esteira de corrida para facilitar seu armazenamento (Foto: Divulgação/Virtuix)

Você se prende ao Omni com um cinto, e utiliza tênis especiais para deslizar sobre a plataforma suavemente, mas sem perder o equilíbrio. Com um pouco de treino é possível correr, pular e andar de lado, movimentos básicos de jogos de primeira pessoa.

Além de jogos, os desenvolvedores indicam o Omni para para treinamentos, simulações e visualização de maquetes eletrônicas.

O preço é U$ 449 (R$ 1.048), mas este valor não inclui o Oculus Rift, óculos de realidade virtual utilizado nas demonstrações.


- Canary: sistema de vigilância e monitoramento doméstico

O Canary é um dispositivo que permite verificar tudo o que acontece em casa através do celular. O aparelho conta com câmera HD, microfone, visão noturna, sensor de movimento, sirene, termômetro, qualidade do ar e medição de umidade.

Conecte o dispositivo à sua rede Wi-Fi e ele mantém o usuário informado sobre qualquer anormalidade (Foto: Divulgação/Canary)Conecte o dispositivo à sua rede Wi-Fi e ele mantém o usuário informado sobre qualquer anormalidade (Foto: Divulgação/Canary)

O monitoramento é feito através de um aplicativo disponível para iOS e Android, e alertas são enviados para o usuário quando há alguma coisa fora do normal. O Canary está sendo vendido por U$ 199 (R$ 464), e a data prevista para envio é julho de 2014.

- Scanadu Scout: monitoramento de sinais vitais

Com o Scanadu o usuário mede os batimentos cardíacos, pressão sanguínea, temperatura, respiração e oximetria com um só aparelho. Basta segurar o dispositivo na região da testa por 10 segundos, e todas estas informações são enviadas para o smartphone.

O aplicativo indica se os sinais vitais apresentam algum problema (Foto: Divulgação/Sanadu)O aplicativo indica se os sinais vitais apresentam algum problema (Foto: Divulgação/Sanadu)

A intenção dos criadores não é substituir os cuidados médicos, mas sim oferecer uma ferramenta prática para quem precisa medir sinais vitais com frequência. Para os apoiadores, o Scanadu estava sendo vendido por U$ 199 (R$ 464) na plataforma Indiegogo, e a entrega está prevista para março de 2014.

- Kreyos: relógio inteligente

O Kreyos é um relógio inteligente que conectado ao smartphone oferece controles por gestos e voz. Com ele é possível atender e fazer ligações, ativar funções do SIRI, responder SMS, mensagens de texto e email, postar em redes sociais, receber e interagir com notificações, agendar atividades e alarmes, além de acessar determinados aplicativos.

Kreyos possui assessórios para usá-lo no pulso, preso à roupa ou carregá-lo no pescoço (Foto: Divulgação/Kreyos)Kreyos possui assessórios para usá-lo no pulso, preso à roupa ou carregá-lo no pescoço (Foto: Divulgação/Kreyos)

Conta com acelerômetro e girômetro para monitorar movimentos e botões à prova d’água (5 metros), funções úteis para medir o desempenho em determinados esportes. O relógio ainda pode exibir sinais vitais que outro aparelho compatível captar.

Sua pré-venda está disponível no site oficial, e pode ser adquirido por U$ 169 (R$ 394).

- Structure Sensor: sensor 3D

O Structure é um sensor 3D que acoplado no iPad permite “scannear” objetos, ambientes, executar aplicativos e jogos com realidade aumentada.

Segundo os desenvolvedores, o iPad foi o dispositivo que ofereceu melhores possibilidades de desenvolvimento (Foto: Divulgação/Occipital)Segundo os desenvolvedores, o iPad foi o dispositivo que ofereceu melhores possibilidades de desenvolvimento (Foto: Divulgação/Occipital)

O alcance do sensor é de até 3,5 metros e a bateria dura cerca de quatro horas. Não podemos compará-lo com os scanners de ambiente utilizados por engenheiros e arquitetos, mas esta iniciativa mostra que é possível desenvolver aplicativos avançados para dispositivos relativamente simples.

O aplicativo converte um objeto scaneado em 3D e simula sua posição em outros lugares através da realidade aumentada (Foto: Divulgação/Occipital)O aplicativo converte um objeto scaneado em 3D e simula sua posição em outros lugares através da realidade aumentada (Foto: Divulgação/Occipital)

A pré-venda está sendo realizada no site oficial, e o sensor pode ser adquirido por U$ 349 (R$ 814).

- FABtotum: multifuncional 3D

A promessa da FABtotum é ser uma impressora 3D de baixo custo, e que também funciona como scanner 3D, criador de esculturas e corte de materiais.

Para cada função é necessário ajustar o equipamento (Foto: Divulgação/Fabtotum)Para cada função é necessário ajustar o equipamento (Foto: Divulgação/Fabtotum)

A impressão é feita através da técnica FFF (fabricação de filamento fundido), com precisão de até 0,47 microns, com área máxima de 210 x 240 x 240 mm. Você pode optar por três configurações diferente para aquisição de imagem (scanner 3D) e obter esculturas a partir de blocos de materiais macios (compensado, espuma, placa finas de metal). Cortes mapeados também são possíveis.

O kit com o equipamento básico pode ser adquirido por US 999 (R$ 2.332) no site oficial, e a entrega está prevista para setembro de 2014.


- SkyBell: o interfone Wi-Fi

O SkyBell é um interfone que se conecta à rede Wi-Fi e transfere o áudio e o vídeo para seu smartphone através da internet. Instale no lugar do interruptor da campainha e quando alguém tocar, o aplicativo entra em ação e você conversa com a pessoa de onde estiver.

Com o SkyBell você atende o interfone com seu celular (Foto: Divulgação/SkyBell)Com o SkyBell você atende o interfone com seu celular (Foto: Divulgação/SkyBell)

Depois de instalado, a campainha continua funcionando normalmente. O dispositivo ainda conta com sensor de movimento, que captura a imagem e envia no mesmo instante para você. O dispositivo compatível com Android e iOS e já está a venda por U$ 199 (R$ 464).

- Panono: câmera panorâmica 360 graus

A Panono é um gadget equipado com 36 câmeras e promete tirar fotos panorâmicas 360 graus com até 72 megapixels. Basta arremessá-la para o alto e depois conectá-la em qualquer dispositivo Android ou iOS para ver o resultado.

É possível fotografar arremessando a câmera para o alto, presa a um bastão ou a segurando nas mãos (Foto: Divulgação/Panono)É possível fotografar arremessando a câmera para o alto, presa a um bastão ou a segurando nas mãos (Foto: Divulgação/Panono)

Com seu aplicativo é possível navegar pela imagem por todos os ângulos. Seu corpo é feito de plástico resistente que suporta eventuais quedas.


O projeto já ultrapassou 58% da meta estabelecida na plataforma Indiegogo e com U$ 499 (R$ 1.164) é é possível apoiar o projeto dia 4 de janeiro de 2014 e garantir a sua Panono. Veja a seguir um exemplo de imagem capturada com a câmera.

Para navegar por todos os ângulos da imagem, utilize o mouse ou as setas do teclado (Foto: Divulgação/Panono)Para navegar por todos os ângulos da imagem, utilize o mouse ou as setas do teclado (Foto: Divulgação/Panono)

- Airtame: HDMI sem fio

O Airtame conecta o computador à TV, para transmissão de áudio e vídeo, sem precisar fios e cabos. Basta ligar o pequeno dispositivo na entrada HDMI da TV e instalar o aplicativo no computador (Mac ou PC).

TVs mais recentes possuem entradas HDMI e USB (Foto: Divulgação/Airtame)TVs mais recentes possuem entradas HDMI e USB (Foto: Divulgação/Airtame)

A diferença do Airtame em relação aos concorrentes (Chromecast e Apple TV) é que não há restrição de formatos, e você realmente espelha a tela ou expande a área de trabalho como se fosse um segundo monitor, sem limitações.

Com o aplicativo Airtame será possível compartilhar sua tela com outros computadores que tenham o aplicativo instalado, através de uma “transmissão pública” através do Wi-Fi, sem interromper a conexão à internet. Esta é uma boa solução para professores, palestrantes ou reuniões de trabalho.

É possível transmitir a mesma imagem da tela do computador ou estender a área de trabalho (Foto: Divulgação/Airtame)É possível transmitir a mesma imagem da tela do computador ou estender a área de trabalho (Foto: Divulgação/Airtame)

Considerando o valor dos cabos e adaptadores de vídeo, o Airtame é uma boa pedida. A entrega está prevista para maio de 2014, e custa U$ 89 (R$ 207) na pré-venda da plataforma Indiegogo.


Considerações

Olhando apenas os números, parece tentador se aventurar no mundo do financiamento coletivo. Boas ideias todos nós temos! Mas se engana quem pensa que é fácil emplacar um projeto. Depois do fracasso do Ubunto Edge, o site The Verge afirmou que apenas 10% dos projetos lançados na plataforma Indiegogo consegue atingir as metas propostas. No Kickstarter, em média, 44% dos projetos são bem sucedidos, mas os critérios de aceitação dos projetos são mais rigorosos.

Além de uma bela ideia, é preciso estruturar bem o projeto e manter os pés no chão antes de se lançar num portal de financiamento coletivo. Projetos de sucesso provavelmente passaram por todas as “fases chatas” de um lançamento produto: plano de negócio, análise de mercado, viabilidade, riscos, entre outros.

E antes mesmo de começar a divulgar, é preciso desenvolver um website, definir a equipe, documentar o projeto e criar materiais de divulgação com nível “profissional” para não “queimar sua ideia”.

O que você acha de jogos criados por financiamento coletivo? Comente no Fórum do TechTudo!


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  • Helliton Mesquita
    2013-12-20T16:21:54

    O pessoal tem uma idéia boas e simples, a idéia do interfone foi excelente.