Segurança

26/01/2014 15h49 - Atualizado em 26/01/2014 16h32

'Precisamos educar os pais', diz expert em segurança de crianças na web

Tassia Moretz
por
De São Paulo

AVG Brasil promoveu, nesta semana, evento de lançamento do eBook “Proteja nossas crianças e jovens”. O evento reuniu especialistas nas áreas de direito, psicologia e neurociência, além da participação do evangelizador de segurança da AVG Technologies, Tony Anscombe, que é autor do eBook “One parent to another”, obra que foi referência para o lançamento do novo eBook da AVG Brasil.

Como proteger sua conta no Facebook de curiosos e hackers

AVGselo2 (Foto: AVGselo2)Campanha da AVG para educar famílias e proteger crianças e adolescentes na web (Foto: Divulgação)


Durante a mesa-redonda montada para discutir a segurança online de crianças e adolescentes, um dos temas discutidos foi a necessidade de pais e responsáveis se educarem virtualmente. Deste modo, a família pode acompanhar o ritmo das crianças e jovens que, cada vez mais cedo, têm seus dados disponíveis na rede e começam a navegar na Internet.

Para Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil, a segurança não é só feita de ferramentas. Há ainda um outro componente ainda mais importante: o comportamental. “Não conseguimos prover a segurança só com ferramentas. A educação é parte desse trabalho”, afirmou Sumrell.

Entre os riscos de uma navegação desprevenida apresentados por Sumrell estão o acesso inadvertido a conteúdo impróprio, o contato com pedófilos, a divulgação de informações que podem colocar o internauta em risco ou que podem prejudicar sua imagem e seu futuro, assim como riscos de ter a identidade roubada por hackers que podem, inclusive, gerar perdas financeiras.

Orientações versus questões legais

Para o promotor de justiça na área da infância e juventude da comarca de Divinópolis (MG), Carlos José Silva Fortes, mais importante do que punir é prevenir. “Nossa lei está longe de ser boa. Para não aplicar a lei penal, o principal é a prevenção. A Internet é parte de nossa vida – todos devem usar, até as crianças, mas com supervisão e educação”, disse.

Dr. Fortes (Foto: Dr. Fortes)Para o promotor Carlos Fortes (direita), lei brasileira não é boa (Foto: Tassia Moretz / TechTudo)


Advogada especialista em direito digital, Patrícia Peck questionou os termos de uso das redes sociais, que poderiam ser mais lúdicos. “As instruções de segurança parecem um manual, não têm a menor capacidade de educar, não são pedagógicas. São só para juiz ver e, para juiz ver, estamos no incidente, no trauma, e aí já foi: o conteúdo estará para sempre na Internet. A pessoa terá de conviver com isso”, disse.

Peck também defendeu a ideia de que pode valer mais a pena discutir a capacidade da criança fazer uso assistido da Internet – em um tipo de cogestão da conta aberta em redes sociais por pais e responsáveis, sendo educada anteriormente –, do que entrar em questões sobre a idade legal de acesso estabelecida pelas redes sociais. “Precisamos aceitar a tecnologia. A tendência é diminuir a idade dos termos de uso e reforçar que a responsabilidade de instruir não é só da família, mas também do fornecedor da tecnologia”, disse.

Pais educados instruem os filhos

Evangelizador de segurança da AVG Tecnologies, Tony Anscombe escreveu um livro para a conscientização de famílias, para que eles possam retransmitir o que aprenderam aos seus filhos e protegê-los dos perigos em rede. Pai de um adolescente de 13 anos, Tony citou o Instagram como exemplo da superexposição das pessoas.

Navegando pela rede social, ele notou que além das fotos, era possível ver o nome completo do usuário, a hora e o local exatos de onde as fotos foram tiradas, além de mais fotos e lugares frequentados. Observando esse excesso de informações, Tony orientou o filho a desabilitar o recurso do Instagram que informa a localização da foto tirada. “Isso só foi possível por causa do meu conhecimento”, afirmou Tony.

Tony Anscombe, evangelizador de segurança da AVG Tecnologies e autor do e-book "Proteja nossas crianças e jovens" (Foto: Tassia Moretz/TechTudo)Tony Anscombe, autor do e-book "Proteja nossas crianças e jovens" (Foto: Tassia Moretz/TechTudo)


“Se não educarmos os pais, eles não vão repassar o que aprenderam para seus filhos”, completou o evangelizador da AVG Technologies.

O especialista em segurança apresentou ainda estatísticas brasileiras sobre usuários do Facebook. Os dados apresentados por ele revelam que 64% dos usuários dessa rede social têm idade entre seis e nove anos. Vale lembrar que a idade mínima necessária para criar uma conta no Facebook é de 13 anos, o que é determinado por lei. Navegar nessa rede social com idade inferior à necessária é estar exposto a um conteúdo e a anúncios que podem ser inadequados, adverte o especialista. “Isso pode estimular as crianças a crescerem rápido demais”.

EBook é gratuito e aborda segurança de crianças e jovens na Internet

O eBook “Proteja nossas crianças e jovens”, da AVG Brasil, está disponível na Internet, para download gratuito. A publicação é inspirada no livro “One parent to another”, também de Tony Anscombe.

capa_ebook (Foto: capa_ebook)Ebook traz dicas para famílias (Foto: Divulgação)

Trata-se de um guia de segurança online para pais e responsáveis. São cinco capítulos e 33 páginas onde o leitor encontra pesquisas sobre o comportamento de crianças em rede, bem como os riscos que a Internet pode apresentar, e também orientações e práticas que pais e responsáveis podem aplicar para garantir uma navegação segura na Internet.

Para ler ou fazer download da obra completa da AVG Brasil, acesse o link

 


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  • Ricardo Cardoso
    2014-01-26T18:28:15

    Depois que brotaram especialistas as centenas, tem até de unha torta, a sociedade se idiotizou e a violência é epidêmica.Começou com os especialistas da educação. Os Freires, Chalitas e Haddads.