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03/04/2014 18h41 - Atualizado em 03/04/2014 18h41

Tablet infantil é aposta de feira de brinquedos em SP; veja lista

Renato Bazan
por
Para o TechTudo

A cidade de São Paulo é palco essa semana da a 31ª edição da Abrin, feira de brinquedos dedicada ao setor atacadista brasileiro. Entre os trabalhados estandes que lotam o Expo Center Norte, no entanto, uma tendência é fácil de identificar: surgimento de muitos fabricantes diferentes de tablets dedicado ao público infantil.

Com muita tecnologia agregada, feira de brinquedos brasileira surpreende

O Meep X2, da Oregon Scientific, tem interface adaptada, fortes controles parentais e uma grossa proteção de plástico (Foto: Renato Bazan/TechTudo)O Meep X2, da Oregon Scientific, tem interface adaptada, fortes controles parentais e uma grossa proteção de plástico (Foto: Renato Bazan/TechTudo)


Em visita ao evento, o TechTudo teve a oportunidade de conversar com alguns expositores sobre a decisão de direcionar esse tipo de produto, com alta tecnologia agregada, a um público que acabou de ter contato com a alfabetização. A resposta de André Ricioto, gerente de desenvolvimento da Candide, é uma boa síntese do sentimento: “Essa galerinha já nasce interessada nesses produtos hoje em dia, antes mesmo de aprenderem a ler. Ao invés de simplesmente deixar eles mexerem na Internet e nos aplicativos do jeito que estão, achamos melhor trabalhar na criação de um produto que proteja e oriente a experiência infantil. É claro que os pais precisam entender que a Internet é um ambiente hostil, mas uma interface adaptada é muito importante”.

Todos os tablets abaixo compartilham dessa característica, de um jeito ou de outro, e estão em português. Eles prezam pela tematização do aparelho, como ficará bem claro.

Tablets temáticos, da Candide

Este, em particular, adota os temas da Hora da Aventura (Foto: Renato Bazan/TechTudo)Este, em particular, adota os temas da Hora da Aventura (Foto: Renato Bazan/TechTudo)


A Candide tem provavelmente a abordagem mais conservadora nesse departamento. Seus tablets infantis pegam seis universos infantis de sucesso (Hora da Aventura, Hot Wheels, Monster High, Barbie, Xuxa e Ben10) e o estampam com orgulho, tanto no hardware quanto no software. Todos vêm acompanhados de diversos episódios de sua respectiva franquia na memória e headphones, também.

No que interessa, esses tablets não são diferentes de todos os outros disponíveis no mercado. Com Android 4.2, processador dual core de 1.2 GHz, 1 GB de memória RAM, tela de sete polegadas sensível a toque capacitiva e 8 GB de memória interna (expansível até 32 GB via cartão Micro SD), se encontram solidamente dentro dos parâmetros da geração mais recente de aparelhos portáteis da Google. Vale notar que possuem webcam tanto na frente quanto atrás, um fator de exposição que pode preocupar pais mais controladores. Por serem dedicados ao público infantil, os aparelhos não têm acesso à rede 3G, apenas Wi-Fi.

A partir de junho, eles poderão ser encontrados nas lojas de brinquedos por R$599.

Meep X2, da Oregon Scientific

Entre seus muitos periféricos, o Meep X2 tem uma lousa touch, que divide a superfície tocável em duas partes  (Foto: Renato Bazan/TechTudo)Entre seus muitos periféricos, o Meep X2 tem uma lousa touch, que divide a superfície tocável em duas partes (Foto: Renato Bazan/TechTudo)


Importado ao Brasil pela Barão, o Meep X2 é com certeza a melhor manifestação de um tablet destinado ao público infantil desde que o conceito começou a circular no Brasil. Ele tem seu casco exterior reforçado em plástico ABS, além do reconhecimento entre modelos comuns, ele faz parte de um conjunto com meia dúzia de periféricos desenvolvidos para ele, cada um com muitos aplicativos dedicados.

Sua inteface deriva do Android 4.0, como seus concorrentes, mas é levada à máxima adaptação para crianças, com funções além das usuais: não apenas os pais podem definir tempo de uso e quais aplicativos usar, eles têm opções também para controle de vocabulário, lista de sites permitidos na Internet e recomendações de uso de acordo com a idade do filho. Existe até mesmo uma loja virtual inteira dedicada a ele, com dezenas de aplicativos desenvolvidos por uma equipe de profissionais específica. Isso não o impede de funcionar como um tablet comum, caso os pais assim desejem, mas esse não é o foco.

Os periféricos merecem atenção especial pela abrangência e cuidado com o qual são pensados. Conectados pela entrada MicroUSB presente na porção inferior do aparelho, eles podem transformá-lo num controle de videogame, num volante (aproveitando os sensores de movimento), num karaokê, num teclado, numa bateria e até mesmo numa lousa digital. Esse último chama muito a atenção: o que é inicialmente uma capa protetora se desdobra para os dois lados do aparelho, revelando superfícies sensíveis ao toque que têm resposta em tempo real na tela do tablet. Essa superfície pode ser usada de diversas formas, dependendo do aplicativo em questão, mas seu uso básico divide a área de atuação em duas, cada metade em uma orelha da lousa. Ela detecta automaticamente se o tablet se encontra em retrato ou paisagem.

No quesito hardware, o Meep X2 se revela mais modesto: Com processador de núcleo único de 1 GHz e 512 MB de RAM, pode se provar insuficiente para os aplicativos mais recentes do mundo infantil. Sua memória de apenas 4 GB (expansível a 32 GB via Micro SD) pode irritar, assim como a ausência de antena 3G, mas o aparelho tenta se diferenciar ao incluir uma saída HDMI, perfeita para ligá-lo em uma TV ou monitor na hora dos vídeos.

O Meep já está disponível no Brasil e custa R$499, podendo ser encontrado em lojas de brinquedo por todo o país. Os periféricos, no entanto, podem ser um pouco difíceis de encontrar por aqui.

KidPad, da MultiLaser

Derrubado no chão uma dezena de vezes, o maior risco do KidPad é sair quicando de forma descontrolada  (Foto: Renato Bazan/TechTudo)Derrubado no chão uma dezena de vezes, o maior risco do KidPad é sair quicando de forma descontrolada (Foto: Renato Bazan/TechTudo)


O KidPad, da MultiKids (divisão dedicado ao público infantil da MultiLaser), não é mais que um tablet de 7 polegadas de fabricação chinesa com uma generosa capa de silicone e uma adaptação infantil para Android 4.1. Seu propósito é facilmente atingido: derrubamos o tablet no chão várias vezes sem que nenhum arranhão fosse feito. Talvez seu maior defeito seja o fato de que o aparelho, dependendo do ângulo de queda, quique de forma feroz, podendo cair de varandas ou escadas.

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Trata-se de um aparelho mais modesto e, ao contrário dos da Candide, este conta com apenas 4 GB de memória interna (expansível a 32 GB), um processador de núcleo único de 1.2 GHz e 512 MB de memória RAM. Sua resolução de apenas 800 x 480 causa certeza estranheza, assim como seu peso de 240g. O modelo custa R$499.

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