27/07/2014 00h16 - Atualizado em 28/07/2014 08h20

League of Legends: campeão teve aprovação dos pais para virar profissional

Felipe Vinha
por
Do Maracanãzinho

A equipe Kabum foi a campeã da Final Regional de League of Legends, no Rio de Janeiro, vencendo o time CNB. Eles levaram para casa R$ 55 mil e vão representar o Brasil em um torneio internacional, com a possibilidade de chegar ao Mundial de 2014. Pedro “Lep” Marcari, um dos membros da equipe, nos contou seu trajeto para se tornar um campeão e deu dicas a iniciantes.

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Pedro Lep é Top Laner na equipe campeã Kabum (Foto: Tais Carvalho)Pedro "Lep" é Top Laner na equipe campeã Kabum (Foto: Tais Carvalho)

Antes de tudo, Lep explica que eles não são favoritos e nem querem isso, já que a equipe tem o “pé no chão”. “Primeiro de tudo, antes de pensar no que ganhamos aqui, temos que pensar no mundial. Não tem essa de favoritismo, temos que botar o pé no chão. Ainda não ganhamos nada, ainda não estamos no mundial e preciso me dedicar”, disse.

Sobre a premiação, ele esclarece que não a considera como o mais importante. “Dinheiro não é o principal, a gente joga pelo amor e não pelo dinheiro. Mas a equipe, a Kabum, divide o dinheiro da premiação entre os jogadores. A administração da equipe não usa a premiação para administrar a equipe, isso vem de outras fontes, patrocinadores, etc”, comentou Lep.

A equipe vencedora do CBLoL, Kabum (Foto: Tais Carvalho)A equipe vencedora do CBLoL, Kabum (Foto: Tais Carvalho)

Lep revelou também como chegou a ser jogador profissional. Segundo o jovem de 18 anos, ele precisou da aprovação dos pais, em um momento emocionante. “Foi a primeira vez que vi meu pai chorar. Eu expliquei pra ele que era isso que queria fazer, conversei tudo, e ele falou para mim que ‘filho, você agora virou um homem’”, contou, emocionado. “Claro, tive que cumprir minhas obrigações, terminei a escola, mas, ao mesmo tempo, estava me tornando um ‘pro player”, complementou Lep.

Mas ele diz que cada caso, é um caso. Sua história pode não se repetir em outras famílias que podem não levar o hobbie dos filhos em consideração, no caso de jogar videogame de forma profissional, e isso deve ser observado. “Por exemplo, em alguns casos temos aquele cara que não tem tanto talento, mas quer ser jogador profissional, nesse caso é um pouco mais difícil convencer os pais”, disse. “Mas se você acha que consegue, vá em frente. Mas eu ainda quero fazer uma faculdade, ainda mais que minha família é composta de médicos, engenheiros, então a cobrança é forte”, revelou.

Agora a Kabum vai disputar uma vaga no Mundial de League of Legends (Foto: Tais Carvalho)Agora a Kabum vai disputar uma vaga no Mundial de League of Legends (Foto: Tais Carvalho)

Lep finaliza dizendo ainda é difícil imaginar sua vida dentro de 10 anos mas que, se possível, ele quer continuar jogando LoL profissionalmente. “Vou tentar levar isso até o máximo que puder. Mas, se não der, espero cursar uma faculdade. Falar em 10 anos é muito tempo. Quando eu tinha oito eu nem imaginava que aos 18 seria um ‘pro player’”, adicionou o jovem.


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