A Western Digital anunciou a chegada do My Cloud, dispositivo que tem como objetivo criar uma nuvem pessoal, à América Latina. O HD externo, que conta com modelos com capacidade de 2 TB, 3 TB e 4 TB, foi apresentado em Santiago, no Chile. O objetivo é que os usuários guardem fotos, vídeos e documentos de tablets, computadores e smartphones em um só aparelho.
Como criar uma nuvem pessoal: veja dicas para armazenar dados 'em casa'
O produto é compatível com diferentes plataformas, sendo possível armazenar itens hospedados nos principais sistemas operacionais, tais como Windows, Mac OS, Linux, Android e iOS. E tudo o que foi guardado no HD externo que (teoricamente) está em casa, pode ser visualizado de qualquer lugar através de um aplicativo.O aparelho não fica restrito ao uso de apenas uma plataforma. É possível, por exemplo, armazenar, simultaneamente, itens de um PC com Windows e arquivos de um MacBook, por exemplo. Além disso, o usuário consegue integrar o My Cloud com Smart TVs e consoles como o Xbox, a fim de transmitir vídeos, fotos e músicas para esses aparelhos. Para isso, é necessário apenas ter certificação DLNA.
Aplicativos permitem acesso de qualquer lugar
O My Cloud conta com dois aplicativos, que foram apresentados no evento por Oscar Rodriguez Iturria, gerente de vendas da WD. O My Cloud é o que permite aos usuários acessar remotamente, de qualquer lugar, as informações contidas no HD externo. Ou seja, é ele que permite assistir a um filme ou ouvir uma música sem ocupar espaço de seu smartphone, por exemplo.
Também é através desse app que se configura a nuvem pessoal de acordo com as preferências do usuário, criando cadastros e senhas. Iturria demonstrou ainda que é possível imprimir ou enviar um arquivo por e-mail sem sair do app. Além disso, o software que acompanha o equipamento tem integração nativa com os serviços Dropbox, Skydrive e Google Drive.
A outra aplicação, chamada de WD Photos, garante ao proprietário do dispositivo tirar fotos e armazenar os registros automaticamente na sua nuvem pessoal - e, consequentemente, no HD que está em sua casa -, através de uma sincronização automática. Para isso, no entanto, é necessário ter acesso à Internet. Caso mão o tenha, é possível fazer a transferência de fotos de uma câmera ou celular para o dispositivo usando a porta USB 3.0.“O produto está focado no usuário doméstico, mas estamos pensando também em uma versão corporativa, que deve chegar à América Latina em dois ou três meses”, informou. Esse produto é o My Cloud EX, já lançado nos Estados Unidos, que conta com versões com até quatro discos rígidos internos, entregando uma capacidade impressionante de até 16 TB. Chegada ao Brasil e preçoUma das vantagens do uso do aparelho em relação aos demais serviços de armazenamento em nuvem está no fato de que o usuário não paga mensalidade ou anuidade para usar o serviço. Paga-se apenas pelo aparelho, que no Brasil deve custar entre US$ 250 e US$ 300, valor em torno de R$ 650 na cotação atual, de acordo com Daniel Parra, gerente de Marketing da WD Brasil.
Ainda segundo ele, o My Cloud deve chegar ao país no final de agosto ou início de setembro e apenas na versão de 2 TB. Nos demais países da America Latina, o aparelho já está disponível e nas três opções de armazenamento. Por aqui, o atraso se deu devido à padronagem de tomadas, que é diferente do resto do mundo, e, por isso, precisou ser adaptado.O Kit My Cloud vem com o aparelho armazenamento em nuvem pessoal (que tem 17,06 cm de altura por 4,9 cm de largura e 17,6 cm de profundidade), cabo de Ethernet, adaptador de CA e com um guia de instalação rápida. Caso o usuário queira ampliar a capacidade de sua rede pessoal, pode conectar outro dispositivo através da porta USB 3.0 e ampliar sua nuvem para mais de 2 TB (no caso brasileiro). Ele conta ainda com entrada Gigabit Ethernet (que conecta o dispositivo ao roteador) e outra para a fonte de energia, além de um botão de reset.
* Taysa Coelho viajou a Santiago do Chile a convite da WD