Internet

03/03/2015 07h30 - Atualizado em 03/03/2015 07h30

Mercado Livre faz 15 anos e diretor para o Brasil dispara: 'Concorrência é bom'

Melissa Cruz Cossetti
por
Para o TechTudo

O MercadoLivre, popular e-commerce latino americano, que nasceu há 15 anos como um site de leilão, fechou o ano fiscal de 2014 cheio de expectativas. Com alta na receita líquida de 17,8% sobre o ano anterior, o gigante acumula hoje serviços como Mercado Pago, Mercado Envios e Mercado Shops, faz investimentos em aplicativos móveis e não balança com a presença e o crescimento de rivais. "Concorrência é bom, nos faz trabalhar melhor", dispara Helisson Lemos, diretor geral para o Brasil. 

Para alcançar o sucesso e a liderança no setor, de 1999 até 2015, foram lançados e aprimorados serviços, que fizeram o site sair da categoria de leilão para marketplace, reunindo lojas, incluindo serviço de pagamentos e envios. De acordo com a Comscore, o ML já o 11º site mais visitado do Brasil e, como marketplace, é líder em visitas no e-commerce, superando nomes de peso como Lojas Americanas, o rival OLX, Netshoes, o concorrente Bom Negócio e outros como Submarino e Walmart.

Helisson Lemos, diretor geral do Mercado Livre para o Brasil com livro sobres os 15 anos do site "Histórias que Inspiram" (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)Helisson Lemos, diretor geral do Mercado Livre para o Brasil, com livro sobres os 15 anos do site "Histórias que Inspiram" sobre vendedores (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

Concorrência e liderança 

Questionado sobre o crescimento de rivais nos últimos anos, como OLX e Bom Negócio (adquirido pela OLX) no ano passado, Lemos demonstra encarar a concorrência com naturalidade. O executivo lembra que o site passou por mudanças e sobreviveu a ondas do mercado, como a febre da compra coletiva.

"Em 1999, quando o Mercado Livre começou, havia mais de 40 sites de leilão. O site sobreviveu e mudou o posicionamento, ampliando serviços para marketplace e pagamentos. Na época do sucesso da compra coletiva, todos sempre nos perguntavam se iríamos apostar nisso", recorda.

Para Lemos, há algo de positivo em disputar o mercado com outros sites de venda, que abrigam produtos novos e usados e recursos semelhantes. "Concorrência é bom. Desde que seja séria, é sempre bom, faz a gente trabalhar melhor", diz. O executivo vê vantagens indiretas na concorrência.

"[Os rivais] Quando querem cutucar o líder, vêm com um orçamento de marketing bem agressivo. Isso faz com que indiretamente nossa operação cresça, pois são mais consumidores online. O Mercado Livre pode ser a primeira experiência de compra, mas também pode ser a segunda", diz.

Otimismo para 2015

O site revelou ainda uma pesquisa feita em parceria com o Ibope Conecta, com 520 vendedores cadastrados na plataforma. De acordo com o levantamento, 85% deles apostam que o setor de comércio eletrônico crescerá no país no próximo ano. O grupo aposta no aumento da penetração da Internet no Brasil (principalmente no Nordeste e no Centro-Oeste), no aumento da segurança e confiança na compra e venda online, além da popularização de smartphones, tablets e aplicativos.

Entre os entrevistados mais pessimistas, que somam 16% dos vendedores, as justificativas para o desânimo estampam as páginas dos jornais. Eles temem a atual situação política e econômica do país, o aumento de impostos e tributos, além da alta do dólar sobre os produtos que sofrem com a variação.

"Quem pratica comércio eletrônico não pode ter uma visão de curto prazo. [O câmbio] Dificulta, mas não impede. É um cenário que pode ser reverter muito rapidamente", rebate Lemos.

Concorrência é bom. Desde que seja séria, é sempre bom, faz a gente trabalhar melhor 
Helisson Lemos, diretor geral do Mercado Livre para o Brasil

O executivo encerra abrindo um leque de oportunidades para o novo ano. "São várias as estratégias, não há uma grande aposta", diz.

De acordo com Lemos, há uma infinidade de aplicações da API do Mercado Livre em outros sites, assim como implementação do Mercado Pago em outros aplicativos para fazer pagamentos eletrônicos de produtos e serviços como corridas de táxi. O site ainda não revelou números para compras feitas via celular, outro investimento que promete ampliar as vendas.

Além disso, o Mercado Livre espera expandir o número de lojas oficiais, com espelhamento de ofertas em sites externos e os serviços Pago, Envios e Shops disponíveis no Brasil para outros países. Atualmente, o site opera vendas e transações em 13 países, incluindo a América Latina e Portugal.

Resultados financeiros 

O MercadoLibre, que nasceu na Argentina em agosto de 1999 pelas mãos do CEO Marcos Galperin e hoje opera em 13 países, revelou números para a América Latina. A loja que reúne produtos novos e usados chegou a 101,3 milhões de itens vendidos no ano. A receita líquida atingiu US$ 556,5 milhões, um crescimento de 17,8% comparado a 2013. A quantidade de itens vendidos também viu alta de 22%. Outro braço importante, a plataforma de pagamentos MercadoPago, chegou a 46,3 milhões de transações, crescimento de 46,7%. Dados que são puxados por cerca de 50% de participação do Brasil.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares

  • Marcelo Mbag
    2015-03-04T11:25:31

    querem apostar que o meu comentário vai ser apagado em 3,2,1........

  • Sigismundo Fake
    2015-04-02T17:05:14

    acho que o marcelinho trabalha pra olx... compro no mercadolivre desde que comecou no brasil, veja minhas qualificacoes como comprador: tmp101 (163 positivas 3 negativas) - pra comprar no mercadolivre tem q ter um minimo de bom-senso, marcelinho!

  • Marcelo Mbag
    2015-03-04T14:41:18

    PESQUISEM NO SITE RECLAMEAKI, TEM MAIS DE 37,000 RECLAMÇÕES E ELES NÃO RESPONDERAM NENHUMA DELAS.

  • Marcelo Mbag
    2015-03-04T11:23:51

    site sem dono, sem atendimento ao cliente por telefone. tentem encontrar o telefone de contato pra ver. Oferece um serviço de proteção chamado mercadopago que não protege. se alguem enviar um tijolo no lugar de um ntebook, ele liberam a grana pro vendedor e mandam vc negociar a troca com ele. só porque gerou um rastreio do correio seu dinheiro já era, não tem volta. Olhem as reclamações nos sites, vao ver a verdade. Falo porque já aconteceu comigo. Pesquisem o que eu falo, vao ver a verdade. Não consigo entender como o procom e nem a Aparecida conseguem controlar o mercadolivre. sem lei.