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22/10/2015 11h01 - Atualizado em 22/10/2015 11h01

Telas biodegradáveis são foco de pesquisa de cientistas brasileiros

Gabriel Ribeiro
por
Para o TechTudo

Uma equipe da Universidade Federal do ABC (UFABC), em parceria com pesquisadores da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, estão trabalhando para tornar as telas de dispositivos eletrônicos biodegradáveis. A tecnologia pretende utilizar materiais orgânicos emissores de luz, como proteínas e polímeros, para desenvolver um componente que possa ser utilizado tanto em displays de computadores, como em smartphones e tablets.

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Com isso, as telas poderiam se decompor facilmente na natureza, evitando o acúmulo de resíduos e a contaminação do meio ambiente.

No futuro telas de smartphone poderão se decompor na natureza (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)No futuro telas de smartphone poderão se decompor na natureza (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)


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O estudo conseguiu demonstrar que, ao combinar peptídeos (uma espécie de proteína) com polímeros emissores de luz (OLED), é possível criar uma tela que seja cerca de 85% biodegradável na natureza.

Além disso, ao misturar o componente, é necessário menos polímero, fazendo com que as telas tenham ainda mais eficiência quanto ao consumo de energia e ao brilho produzido.

Estudos nesse sentido são mais que bem-vindos, já que um número absurdo de componentes eletrônicos são produzidos a cada ano. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos constatou que, em média, os usuários trocam de smartphone a cada 22 meses. Sendo assim, cerca de 150 milhões de aparelhos são descartados na natureza em pouco menos de dois anos.

No entanto, até efetivamente poder ser usada pelo público a pesquisa sobre a tela ainda precisa avançar. Nos testes realizados, apenas a luz azul necessária para se criar uma tela foi alcançada. Ainda é preciso constatar que a tecnologia teria a mesma eficiência nas luzes vermelha e verde – lembrando que as telas OLED utilizam a escala RGB.

Liderados pelo professor Suchismita Guha, do departamento de física da Universidade de Missouri, participam do estudo Wendel Alves e Thiago Cipriano, professores de química da UFABC e Eudes Fileti, professor de física da USP.

Via University of Missouri 

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