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12/10/2016 07h00 - Atualizado em 12/10/2016 07h00

Google Home, Amazon Echo e HomeKit: prós e contras de comprar um assistente

Paulo Alves
por
Para o TechTudo

O Google entrou de vez no mercado de automação doméstica com o lançamento do Google Home, um aparelho que reconhece a voz do usuário para responder a perguntas e executar tarefas em casa com a ajuda de dispositivos conectados. O dispositivo se junta ao Echo, da Amazon, e ao HomeKit, da Apple, como alternativa para facilitar tarefas diárias sem ou com pouca ajuda do celular.

Google Home torna sua casa inteligente com o controle da sua voz

A gigante das buscas segue a tendência adotada também por fabricantes menores, que lançam produtos voltados para a “smart home”. A ideia é levar a mesma inteligência dos celulares para dentro das residências, com o uso de lâmpadas, panelas e hortas inteligentes; assim como trancas, dispositivos de mídia e até espelhos “smart”Mas será que vale a pena investir em assistentes do tipo? Confira prós e contras da tecnologia para ajudá-lo a se decidir.

O Google Home tem design mais ousado do que o Amazon Echo (Foto: Divulgação/Google) (Foto: O Google Home tem design mais ousado do que o Amazon Echo (Foto: Divulgação/Google))O Google Home tem design mais ousado do que o Amazon Echo (Foto: Divulgação/Google)









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Prós

1. Deixam casa inteligente

O principal atrativo de assistentes domésticos é a promessa de deixar tarefas diárias mais simples usando tecnologia. Em vez de trancar a porta de casa com chave e fechar as janelas antes de sair, a ideia é mandar a residência se ajustar sozinha para sua chegada ou saída somente por meio de comandos de voz. O mesmo vale para informações simples, como descobrir se vai chover, se o seu time ganhou o último jogo ou quanto está a cotação atual do dólar.

Como não é preciso tirar o celular do bolso para perguntar qualquer coisa, os assistentes prometem estimular uso mais frequente da inteligência artificial em casa, especialmente em tarefas que requeiram o uso das duas mãos, como lavar louça ou fazer pequenos reparos. Com o Google, Amazon ou a Siri integrada ao HomeKit, é possível confiar somente nos comandos de voz para obter instruções ou receitas, por exemplo.

Echo Dot é a versão mais simples do Amazon Echo a oferecer acesso à assistente Alexa (Foto: Divulgação/Amazon) (Foto: Echo Dot é a versão mais simples do Amazon Echo a oferecer acesso à assistente Alexa (Foto: Divulgação/Amazon))Echo Dot é a versão mais simples do Amazon Echo a oferecer acesso à assistente Alexa (Foto: Divulgação/Amazon)











2. Diminuem uso do celular

Google Home e Amazon Echo fazem uso exclusivo da voz para realizar tarefas, o que acaba gerando como efeito colateral positivo a diminuição do uso do celular. Ao pedir informações para o Google ou Amazon pelos assistentes, o usuário evita digitar e olhar para a tela do telefone, descansando as mãos e os olhos por mais tempo, poupando o corpo de esforço prolongado.

Além disso, a divisão de tarefas entre celular e assistente doméstico pode gerar impacto positivo na bateria do smartphone. Com menos uso dentro de casa, é possível reservar energia do aparelho para quando o usuário estiver fora, só com o telefone ao alcance.

3. Compartilhados pela família

Diferentemente do celular, assistentes domésticos podem ser compartilhados por vários usuários. Assim, crianças e adultos na mesma casa podem controlar luzes, aparelhos de som e TV, além de obter informações importantes da internet sem a ajuda de um celular. De quebra, pais ainda evitam que seus filhos tenham contato prolongado com telas de LCD, cuja luz pode prejudicar a saúde dos pequenos.

HomeKit da Apple é compatível com o Hue Bridge 2.0, lançado nos EUA por US$ 60 (Foto: Divulgação) (Foto: HomeKit da Apple é compatível com o Hue Bridge 2.0, lançado nos EUA por US$ 60 (Foto: Divulgação))HomeKit da Apple é compatível com o Hue Bridge 2.0, lançado nos EUA por US$ 60 (Foto: Divulgação/Apple)

Isso sem falar na economia. Com um assistente doméstico, todos os membros de uma família ganham um computador pessoal com acesso à web e comandos de voz sem necessariamente precisarem de smartphones individuais.

Contras

1. Preço

Nos EUA, aparelhos compatíveis com o HomeKit da Apple e assistentes domésticos da Google e Amazon não são exatamente caros, variando até US$ 180 (cerca de R$ 582 em conversão direta) no caso do Echo. No entanto, o investimento aumenta na medida em que o dono deve comprar mais aparelhos compatíveis, como termostatos, lâmpadas e trancas inteligentes ou dispositivos de mídia como o Chromecast 2.

Um kit relativamente básico para deixar sua casa “smart” pode chegar à casa dos US$ 1 mil (aproximadamente R$ 3.230, sem considerar os impostos), dependendo do tamanho da residência. A conta varia conforme a necessidade do usuário, mas tende a ficar cara para importar ao Brasil.

2. Disponibilidade

Mesmo que você deseje adquirir somente o Google Home, que promete ser a opção mais barata, ainda assim deve optar por importação. O aparelho, que custa US$ 129 (cerca de R$ 417 em conversão direta), só é vendido na loja oficial do Google, ou seja, indisponível no Brasil, ou em outras lojas dos EUA. Já o Amazon Echo é comercializado pela própria Amazon na versão americana.

Google Home (Foto: Reprodução/Aline Batista)Google Home promete ser o assistente mais barato, mas deve demorar para chegar ao Brasil (Foto: Reprodução/YouTube)


O HomeKit sai na frente em termos de disponibilidade, pois já possui aparelhos compatíveis vendidos no mercado nacional, como alarmes, trancas e termostatos inteligentes que podem ser controlados pelo aplicativo Home do iOS 10, presente no iPhone e no iPad.

3. Ecossistema pequeno

O mercado de internet das coisas para a casa tende a crescer muito, mas ainda é pequeno. Investir em uma smart home no Brasil sai caro e requer muita pesquisa em sites estrangeiros. Além disso, há a barreira da língua: nem Echo nem Google Home ainda falam português. Por enquanto, brasileiros são obrigados a comprar as poucas opções de gadgets do HomeKit vendidos no país e usar por meio de apps. Nada de comandos de voz, pelo menos a curto prazo.

Qual o preço do Google Wifi e data de lançamento no Brasil? Comente no Fórum do TechTudo.

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