Robótica

17/03/2017 06h00 - Atualizado em 17/03/2017 06h00

Tecnologia do MIT permite corrigir erros de robôs com a mente; entenda

Isabela Giantomaso
por
Para o TechTudo

Pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) desenvolveram uma tecnologia capaz de alertar e corrigir erros de robôs com a mente. Em um vídeo divulgado pelo Laboratório de Ciências da Computação e Inteligência Artificial (CSAIL), o androide chamado Baxter precisa separar latas de tintas e carretéis de fios em duas caixas.

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Ao mesmo tempo, uma pessoa com um monitor de ondas cerebrais envia sinais chamados de “potenciais erros”, fortes reações geradas quando o cérebro nota um problema.

Robô recebe alertas de erros via sinais do cérebro (Foto: Divulgação/CSAIL)Robô recebe alertas de erros via sinais do cérebro (Foto: Divulgação/CSAIL)

Apesar do teste divulgado ser simples, a tecnologia pode colaborar para que no futuro grupos de robôs trabalhem apenas com um supervisor que observe as ações e alerte sobre erros. Ao site TechCrunch, a diretora do CSAIL, Daniela Rus, afirma que o avanço representa uma mudança no trabalho com robôs.

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“Este é um paradigma completamente diferente do que nós usamos hoje, que é pedir ao ser humano para programar o robô na linguagem do robô. Nós estamos tentando fazer com que os robôs se adaptem à linguagem humana, em vez de fazer com que o humano se adapte à linguagem do robô”, afirma Rus ao TechCrunch.

De acordo com os cientistas, o sistema trabalha em tempo real e classifica as ondas cerebrais via EGG (eletroencefalograma) em um intervalo de 10 a 30 milissegundos. Se o sinal de “potenciais erros” for identificado, o robô avança para a outra caixa. Caso não receba nenhuma onda indicando falha, o androide continua com a ação.

Ao perceber uma forte reação do cérebro o robô refaz sua escolha (Foto: Divulgação/CSAIL)Ao perceber uma forte reação do cérebro o robô refaz sua escolha (Foto: Divulgação/CSAIL)

Esta não é a primeira vez em que pesquisadores utilizam ondas cerebrais e um EGG para controlar eletrônicos. Em maio de 2016, cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, também calibraram equipamentos para monitorar as atividades do cérebro e controlar drones pela mente. O teste foi batizado de “Brain Drone Racing” (corrida de drones com o cérebro, em tradução livre).

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Via TechCrunch


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