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NOTA tt
7.0

Review Among the Sleep

Among the Sleep traz uma premissa diferente que rende bons sustos. Confira a análise completa do game para PCs e PlayStation 4.

Dário Coutinho
por
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Among The Sleep é um jogo de terror em primeira pessoa, onde você controla um bebê de dois anos. Com versões para PC, Mac e PS4, neste jogo, sua única ajuda será de ursinho falante, e claro, uma boa dose de coragem. O game indie rende bons sustos e nos lembra que não precisamos de muito para nos sentirmos aterrorizados, confira a análise.

Among the Sleep: jogo de terror para o PS4 usará realidade aumentada

Among The Sleep (Foto: Divulgação)Among The Sleep (Foto: Divulgação)


Uma noite de terror

Você começa o jogo, jantando com a sua mãe no dia do seu aniversário. Parece mudança para uma nova cidade, pois não há uma festinha, apenas você e sua mamãe, comendo um bolo e você recebe um ursinho de pelúcia como presente. Alguém bate na porta, uma discussão acontece, e você é levado para o seu quarto. De repente, o urso começa a caminhar e falar. Assim é a introdução de Among The Sleep.

O jogador começa o game em um ambiente “seguro”, o seu quarto. O ursinho Teddy dará instruções que induzem a interação com alguns objetos. Ele também irá mostrar o seu segredo. Quando apertado, o ursinho ascende. Ele será a sua “lanterna” no jogo.

Logo de cara, se percebe que Among The Sleep busca explorar medos e traumas infantis. Mas o jogo não é para crianças, muito pelo contrário. Ao que parece, o objetivo do estúdio Krillbite era fazer o jogador se conectar com a sua infância, relembrando vários medos que tínhamos quando éramos criança. Em várias situações, os objetos desproporcionais irão ajudar ou atrapalhar sua jornada.

Atividade Paranormal? (Foto: Divulgação)Atividade Paranormal? (Foto: Divulgação)

Justamente por causa do seu plot, não dá para reclamar de algumas mecânicas em Among the Sleep. Afinal, todo o universo do game deve combinar com a mente de uma criança de dois anos. Por isso, o jogo segue a velha mecânica de caminhar no escuro e procurar objetos para interação.

Uma mecânica curiosa do jogo é que ao abrir portas ou até mesmo utilizar uma das mãos, será necessário largar o ursinho, o que fará com que ele pare de brilhar. Isso causa muitos momentos de tensão, quando o jogador está sendo perseguido por algo e de repente precisa ficar no escuro novamente. Obviamente, o efeito só é conseguido se o jogador souber ajustar o brilho, ao executar o game pela primeira vez. Caso deixe o brilho muito alto, essa será parte da experiência que muitos perderão em Among The Sleep.

Controles e limitações

Por estar controlando uma criança de dois anos, logo fica evidente algumas limitações do nosso protagonista. Ele caminha de forma lenta e desengonçada. Ao caminhar ou correr por muito tempo, ele cai no chão. Ao segurar o ursinho de pelúcia Teddy, ele brilha, mas isso pode atrapalhar, pois quando está segurando o urso, o bebê caminha ainda mais devagar.

Curiosamente, ele movimenta-se mais depressa quando engatinha, o que é uma ótima solução, para os momentos de maior desespero. Among The Sleep tem comandos simples, baseados nas teclas ASDW, Ctrl, Q,E,F. Porém, em alguns momentos os comandos irritam, como ao movimentar uma manivela ou tentar abrir uma porta. Apesar de ter em mente que essa poderia ter sido a ideia do estúdio, não deixa de ser algo frustrante.

Pesadelo infantil

O jogo “cozinha” um pouco o jogador até o primeiro grande susto. Mas quando ele acontece, é uma prova de que Among The Sleep não será só aquele medo infantil do escuro. No meio da noite, entre um cochilo e outro, você acordará com o ursinho sendo levado por forças do além no melhor estilo “Atividade Paranormal”.

O primeiro grande susto a gente nunca esquece (Foto: Divulgação)O primeiro grande susto a gente nunca esquece (Foto: Divulgação)

É curiosa a proposta do estúdio de explorar vários medos infantis. A começar pelo áudio, será fácil se assustar com o barulho de um relâmpago ou com o som vindo da calefação. Algumas formas presentes fora e dentro da casa também darão a impressão de serem “vivas” e estarem prontas para atacar.

A coisa muita de figura quando o pequeno bebê, e o jogador, começam a não mais distinguir o que realidade, sonho ou pesadelo. A partir daí os sustos começam a se intensificar e o terror começa a ficar mais presente no game.

Elementos estilo “slender”

Segundo a ciência, sons agudos como o choro de um bebê são interpretados pelo cérebro humano de diversas formas. Eles nos causam, impaciência, temor e medo. No caso de Among The Sleep, sempre que uma criatura surgir a tela ficará tremida e um som agudo e estridente invadirá os seus fones de ouvido. A sensação é arrepiante, mas menos intensa do que em jogos como “Slender: The Arrival”.

Parquinho mal assombrado é um dos cenários do jogo (Foto: Divulgação)Parquinho mal assombrado é um dos cenários do jogo (Foto: Divulgação)

Falando em Slender, algumas passagens do game lembrarão o já clássico jogo de levar sustos. Porém, o enredo de Among The Sleep tem outros objetivos além de assustar o jogador. O jogo tenta passar uma história com uma mensagem e talvez por isso possa ser encarado como “menos divertido”, por não focar sua jogabilidade em apenas assustar.

Curto, como qualquer outro

As desventuras do bebê e seu amigo ursinho duram pouco, são apenas duas horas. Que podem durar mais, caso o jogador se perca em alguns cenários. Among The Sleep também oferece alguns puzzles para variar sua jogabilidade. Aqui o destaque fica por conta da atmosfera, que fica mais aterrorizante quando a solução do enigma se aproxima.

Alguns puzzles são muito óbvios,mas suas soluções, não (Foto: Divulgação)Alguns puzzles são muito óbvios,mas suas soluções, não (Foto: Divulgação)

Ainda sim, Among The Sleep é um jogo curto. Após terminar, não há muito o que se fazer. É difícil não ficar com a sensação de ter pagado demais. Principalmente pelo fato do jogo ter arrecadado muito dinheiro no Kickstater, algo em torno de US$ 250 mil (mais de R$ 550 mil). Fica a sensação de potencial e dinheiro desperdiçado.

Visual básico

Apesar de contar com alguns bons elementos, no fim, os gráficos de Among The Sleep se revelam básicos para os dias atuais. Os modelos de personagens humanos têm poucos detalhes e há alguns bugs nos cenários.

O lado bom dos gráficos serem medianos, é que não é preciso ter um computador top de linha para jogar. Um PC básico, sem placa dedicada, consegue rodar o jogo e ainda exibir gráficos razoáveis. Uma curiosidade é que Among The Sleep funciona também com Oculus Rift, permitindo uma imersão total nesse mundo infantil e sombrio.

Conclusão

Among The Sleep segue a sina da maioria dos jogos indie de terror, ou seja, curtos e intensos. A jogabilidade é interessante, embora em alguns momentos seja estressante tentar manipular objetos, o que torna algumas mecânicas maçantes. A premissa de querer passar uma história além do terror propriamente dito, é louvável, mas o desfecho da trama compensa apenas por saber quem “era” o Teddy.


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Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Gráficos
6
Jogabilidade
6
Diversão
8
Som
8

Prós

  • - Premissa diferente
  • - Rende bons sustos

Contras

  • - Comandos ruins
  • - Curto
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  • Rodrigo Moreira
    2014-06-18T16:37:34  

    ascender = elevar, subir de posto acender = ligar, por em funcionamento (eletricidade) enfim, a idéia do jogo é muito boa!

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    • Rodrigo Moreira
      2014-06-18T16:37:34  

      hahahahahahaha... boa obeservassaum!