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Por Erick Figueiredo, do home office


Assassin's Creed: Valhalla - O cerco de Paris é o mais novo DLC lançado para o título da Ubisoft. Apresentando uma nova aventura para a Viking Eivor, jogadores têm acessos a mais itens, armas e uma nova região para explorar. Confira, a seguir, nossa análise do conteúdo adicional. Vale lembrar que Assassin’s Creed: Valhalla se encontra disponível para PlayStation 4 (PS4), PlayStation 5 (PS5), Xbox One, Xbox Series S/X e PC.

O cerco de Paris tem Eivor tendo que lidar com um rei louco e um Viking que quer vingança a qualquer custo — Foto: Reprodução/Erick Figueiredo

Uma aventura à Francesa

Em O cerco de Paris, Eivor é convidada pela normanda Toka para participar do cerco a Paris que seu tio, Sigfred, está organizando. A viking aceita o convite e, após ser informada de que o rei da Francia está eliminando os nórdicos do país e planeja invadir a Inglaterra, território de Eivor, a protagonista decide ajudar a detê-lo.

Inicialmente, Eivor tenta arranjar uma forma de resolver tudo com o mínimo possível de derramamento de sangue. Porém, ao se encontrar com o rei e ser traída, a protagonista acaba percebendo que não há uma forma segura de finalizar a missão. Vendo que os nobres e padres franceses têm suas próprias (e nada boas) intenções, e que Sigfred está consumido por vingança, a viking tenta fazer o seu melhor para evitar que o pior aconteça e que seu clã sofra no final.

Sigfred é um Viking linha dura que quer conseguir sua vingança a qualquer custo — Foto: Reprodução/Erick Figueiredo

A história do novo DLC é interessante e traz algumas boas discussões sobre elementos como a fé dos indivíduos e o que é deixado para as gerações futuras. Se passando anos após o jogo base e a primeira DLC, a nova aventura tem uma Eivor mais velha e sábia, que, apesar de adorar a glória, a emoção dos combates e a riqueza conquistada após invasões, também tenta evitar mortes. A protagonista se preocupa principalmente com o futuro e o impacto de suas ações.

A fé, porém, é um dos temas mais importantes da narrativa deste DLC. O povo da Francia é bastante religioso e isso fica bastante evidente durante a aventura. Eivor é considerada uma herege, os nobres clamam pelo nome de Deus nos embates, e diversas atrocidades ocorrem para punir os “pecadores”.

A fé é algo bastante utilizado durante a narrativa da aventura — Foto: Reprodução/ Erick Figueiredo

A discussão sobre o fanatismo religioso que a narrativa apresenta é bem interessante e pode servir como uma crítica. Temos pessoas que se apegam demais à existência de Deus, plebeus sendo punidos por serem pecadores e outros que acreditam que o Cerco de Paris é uma afronta aos céus.

A história também mostra que os efeitos de tal fanatismo afetam a todos, incluindo seu vilão, o rei Carlos, O Gordo. Também conhecido como Rei Louco, Carlos sofreu desde novo nas mãos de pessoas que acreditavam estar possuído por um demônio. Com isso, cresceu desacreditado nos outros e criou uma personalidade cruel em sua mente.

A fé cristã não é a única a ser debatida na história, com os vikings discutindo também suas próprias crenças e seu papel no mundo. A narrativa faz algumas alusões ao futuro e ao jeito nórdico de se viver, mas nem tudo é tão bem explorado quanto deveria. A DLC, apesar de apresentar uma história com início, meio e fim, passa a sensação de estar inacabada. Alguns eventos terminam em aberto, enquanto outros sugerem que algo a mais iria acontecer.

Novo lugar para explorar, novas riquezas para tomar

A nova área para explorar é bonita e cheia de segredos a serem descobertos — Foto: Reprodução/ Erick Figueiredo

O Cerco de Paris oferece aos jogadores um novo lugar para explorar: a cidade de Paris e seus arredores, o que inclui ruínas e pequenos vilarejos adjacentes. Apesar de não ser uma área tão grande quanto o mapa principal, existe bastante chão para ser explorado. A França do século IX é um lugar bem variado, oferecendo desde lindos campos florais até cortiços imundos, cheios de lama e doença.

Assim como na aventura principal, existem bastantes itens e segredos para serem descobertos ao explorar a nova terra. Nas cidades, é possível encontrar novas peças de equipamento, como armaduras e armas, dentro de baús escondidos em fortalezas. Também é possível coletar folhas de papel que voam pelos locais para aprender mais da história de Paris e da Francia. Por fim, podemos encontrar prata e outros materiais nas áreas espalhadas pelo mapa.

Além do enredo principal, é possível aceitar missões secundárias com um dos NPCs do DLC, que tem Eivor viajando pelo mapa e ajudando os membros da resistência contra o rei. Além disso, também temos uma quest focada na Ordem dos Assassinos, com a viking explorando ruínas em buscas de novas habilidades e chaves para desbloquear o templo abandonado da irmandade na cidade de Paris.

Apresentação boa, mas cheia de erros

A apresentação continua muito boa, mas tem erros pontuais — Foto: Reprodução/Erick Figueiredo

Apesar de não trazer melhorias visuais, O Cerco de Paris tem uma boa apresentação e continua com o belo trabalho de recriação histórico que a Ubisoft realiza com a série. A cidade de Paris foi bem recriada e os personagens presentes na história estão bem representados. Fãs de história vão adorar ouvir os NPCs falando em sua língua natal e as vestimentas da época sendo utilizadas.

A dublagem dos novos personagens também é muito boa. Eivor continua com a mesma voz, e o trabalho ficou tão bom quanto no jogo principal. Algo bem legal que foi possível notar é o uso de um sotaque mais pesado nas falas, indicando a época e a região em que a aventura acontece.

Grandes áreas significam um grande tempo de carregamento — Foto: Reprodução/Erick Figueiredo

A jogabilidade também continua interessante, com uma única novidade: em alguns locais da Francia, Eivor encontrará ratos que podem acabar com a protagonista rapidamente. Para lidar com a ameaça, é preciso espantá-los com golpes das armas.

Apesar dos prós, a experiência em geral sofre bastante com alguns bugs e glitches que podem atrapalhar os jogadores em algum momento. Durante a jogatina foi possível experimentar erros em combates, com pulo nas animações. Também foi necessário recomeçar algumas missões, pois a protagonista ficou presa caindo eternamente.

Conclusão

O cerco de Paris é uma boa adição a Assassin's Creed Valhalla — Foto: Reprodução/Erick Figueiredo

O Cerco de Paris é uma adição muito boa para Assassin's Creed: Valhalla. Oferecendo uma história interessante e muitos novos itens para se descobrir, a expansão é ideal para aqueles que querem aproveitar mais do título. A nova área é cheia de locais para explorar e materiais para juntar, além dos desafios que devem dificultar a vida até mesmo de veteranos da série.

Alguns erros existem e podem atrapalhar um pouco a experiência geral. Mas é possível ignorá-los e ainda se divertir bastante com o jogo. A apresentação da história também é outro ponto alto da experiência, e a recriação histórica de Paris e a região ao seu redor irá agradar bastante aos fãs de história.

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