Jogos de RPG

NOTA tt
7.3

Review Atelier Shallie: Alchemists of the Dusk Sea

RPG fofinho para Playstation 3 tem visual de PS 2 e combates repetitivos

Dário Coutinho
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Atelier Shallie: Alchemists of the Dusk Sea é um game de RPG para PlayStation 3. O terceiro e último capítulo do arco “Alchemists of the Dusk” é nada menos que o décimo sexto jogo desta franquia pouco conhecida. Em plena era de RPGs grandiosos, Atelier Shallie é despretensioso e singelo. Lembrando os antigos games de RPG japoneses, confira a análise.

Confira também a análise de Atelier Ayesha: The Alchemist of Dusk

Terceiro jogo do arco Alchemists of the Dusk é mais um RPG fofinho para Playstation 3 (Foto: Divulgação)Terceiro jogo do arco "Alchemists of the Dusk" é mais um RPG "fofinho" para Playstation 3 (Foto: Divulgação)

Não uma, mas duas Shallie

No game anterior, Atelier Ayesha: The Alchemist Of Dusk, era possível perceber que o mundo do game estava ficando cada vez mais seco. Em “Alchemists of the Dusk Sea”, a seca já atingiu quase todo o continente, e agora as pessoas utilizam navios flutuadores para “velejar” pelo mar de areia. Nesse contexto de tempos difíceis, conhecemos as duas “Shallie”, garotas que vivem em situações opostas.

A meiga Shallistera é uma princesa que por ventura também é alquimista. Para salvar a sua vila da grande seca, ela está atrás de um artefato mágico. Já a agitada Shallotte é uma menina do interior que sonha em fazer algo diferente, e já está cansada de apenas varrer a rua. Ambas têm o apelido de “Shallie”.

As duas Shallies prontas para a ação (Foto: Divulgação)As duas Shallie's prontas para a ação (Foto: Divulgação)

O game começa com Shallistera, e o jogador tem de cumprir o tutorial inicial, muito similar aos dos jogos anteriores, ou seja, ele consiste em coletar e misturar alguns itens. Logo no início deste novo Atelier, fica evidente como o sistema de mistura está muito mais fácil, em relação ao jogos anteriores.

Depois do primeiro combate, bastante fácil, por sinal, a câmera já alterna para contar a história da outra “Shallie”. As tarefas iniciais de Shallotte são mais simples e até engraçadas. Basicamente, o jogador precisa apenas conversar com alguns personagens e fazer Shallotte varrer a rua. Depois disso, as circunstâncias se encarregarão de fazer as duas Shallie se encontrarem.

Menos alquimia e mais luta

Embora seja tão fofinho e cândido, como o game anterior, Atelier Shallie enrola menos e explica seus modos de jogo e mecânicas de combate em poucos minutos. As lutas são em turnos, ao bom e velho estilo de muitos RPGs japoneses. O sistema de combate lembra muito Final Fantasy X.

Há mais combates do que nos jogos anteriores do arco “Alchemists of the Dusk”. Isso deixa o jogo mais dinâmico e com mais ação, claramente uma resposta do estúdio Gusta a reclamação de alguns jogadores que os jogos tinham muita alquimia e pouca diversão. Contudo, para elevar o nível dos personagens, demora bastante, e são necessárias lutas repetitivas.

Combates em Atellier Shallie são mais numerosos (Foto: Divulgação)Combates em Atellier Shallie são mais numerosos (Foto: Divulgação)

Ao entrar em algum cenário, é possível ver os monstros à distância. O jogador tem então duas opções: encarar o monstro de frente ou contorná-lo para pegá-lo desprevenido, o que garante vantagem durante a luta. Também é possível simplesmente fugir e ignorar o monstro.

Como em qualquer jogo de RPG em turnos, Atelier Shallie traz várias opções de ataque com golpes diretos, habilidades, itens e magias. Diferente de outros jogos da série, a alquimia não será tão elaborada e importante. Neste jogo, ela atua mais no papel de coadjuvante, sendo combinada com golpes físicos e feitiços.

O jogador já começa com dois personagens no time, e pode aumentar para até seis personagens, com três na frente e três atrás. Como as alquimistas Shallie, são as únicas capazes de combinar, mixar e utilizar itens de alquimia, é preciso ficar atento a vida delas, pois nos “chefes” de cada capítulo, elas são essenciais para a vitória.

Personagens de outros jogos da série vão aparecer para dar uma forcinha (Foto: Divulgação)Personagens de outros jogos da série vão aparecer para dar uma "forcinha" (Foto: Divulgação)

Atelier Shallie tem três modos de dificuldade: Story Watcher, GameFan e Hardcore. Em todos os modos o jogo é o mesmo, o diferencial será a vida e poderes dos inimigos. No modo mais fácil, “Story Watcher”, os inimigos possuem vida e poder drasticamente diminuídos. Já no modo “Hardcore”, os monstros são muito difíceis, mas em contrapartida, os personagens controlados pelo jogador, evoluem mais rápido. O modo “GameFan” é o clássico “Normal”, que é o meio termo entre os dois modos citados anteriormente.

Atelier Shallie ainda inclui o sistema de “Life Tasks”. Essas “Life Tasks” são objetivos que as protagonistas devem cumprir. Algumas estão relacionadas às missões para encaminhar a história, enquanto outras são missões paralelas e de relacionamento entre as personagens. Como se trata de um jogo com forte foco no público feminino, não estranhe “namoricos” ou flertes com personagens masculinos. Mas não pense nada no estilo “The Witcher”, Atelier Shallie é um J-RPG Moe (inocente).

Visual e efeitos medianos

Ao final de cada geração, é comum ver jogos pouco conhecidos ganharem destaque devido à escassez de lançamentos. É o que acontece com Atelier Shallie: Alchemists of the Dusk Sea, cujo visual parece inclusive, com um jogos do começo da geração.

São raros os momentos onde o visual do jogo chama a atenção (Foto: Divulgação)São raros os momentos onde o visual do jogo chama a atenção (Foto: Divulgação)

Trata-se de um jogo que não exige muito do Playstation 3, e também não leva o troféu como jogo mais bonito do ano. Ainda assim, os gráficos cumprem a sua função sem fazer feio. A arte do jogo, essa sim, mantém a qualidade de toda a série, com tons pasteis suaves, mas dessa vez com cores vibrantes durante as lutas.

Todas as animações e modelos dos personagens são bonitos e cheios de vida. O game ainda inclui cenas em anime, algo que acerta em cheio o público-alvo. O áudio está em inglês, assim como as legendas. Mas é possível alternar a dublagem em japonês, algo bastante solicitado por quem gosta de jogos japoneses.

Conclusão

Atelier Shallie: Alchemists of the Dusk Sea leva o foco para os combates e o enredo. Este é sem dúvida o jogo mais fácil da trilogia, porém, o elaborado sistema de mixagem de ingredientes dos jogos anteriores se perdeu. A história também deixa a desejar, com soluções fáceis e sem muita carga dramática. Assim, Atelier Shallie parece um RPG genérico, e pode passar despercebido até mesmo pelos amantes do gênero.

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Nota TechTudo

NOTA tt
7.3
Gráficos
6
Jogabilidade
8
Diversão
7
Som
8

Prós

  • - RPG japonês ao estilo clássico
  • - Sistema de combate simples e direto
  • - Fácil de jogar

Contras

  • - Combinar elementos não é mais o foco
  • - Enredo muito simples para o encerramento de uma trilogia
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