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Por Spencer Stachi; Por TechTudo


Nome: Bastion
Gênero: RPG / Ação
Distribuidora: Supergiant Games / Warner Bros. Interactive
Plataformas: Xbox Live Arcade – Xbox 360

Bastion (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

A Microsoft sempre lança uma boa leva de games para Xbox Live Arcade no verão norte-americano, chamado de Xbox 360 Summer of Arcade. Os prováveis melhores jogos do ano de XBLA são lançados nessa leva que, só para exemplificar, em outros anos já tivemos os melhores títulos de todos os tempos para a plataforma como Limbo, Braid e Castle Crashers. O primeiro título da Summer of Arcade é Bastion, mostrando que a promoção já começou com o pé direito. 

Enredo exótico

Claramente, Bastion é um dos melhores jogos lançados para Live Arcade no ano. Se você analisar o jogo pelos 30 primeiros minutos, você discordará completamente da minha opinião, sabe por quê? O jogo começa no meio do nada, com um narrador que lhe conta coisas em um universo que você não está situado e para piorar, mesclado com frases que não fazem o menor sentido.

O visual é lindo, a trilha sonora é maravilhosa e esses fatores farão o controle grudar em suas mãos até o fim. A jogabilidade não é simples como outros RPG / Ação disponíveis no mercado e semelhantes à Bastion; Você precisará aprender a jogá-lo, o que facilitará muito é a jogabilidade redondinha que fará você aprender a executar tudo com gosto. 

Bastion (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Bastion é um jogo com uma história complexa e pesada, com um narrador único que contará a história de todos os acontecimentos de forma bem criativa e humana. Percebe-se que a história vai sendo contada como se já tivesse acontecido.

Diversos elementos irão surpreender pela forma que vão acontecendo, e essas surpresas deixam o jogo ainda mais agradável de ser apreciado. A empresa que o desenvolveu é a novata Supergiant Games e Bastion é o seu primeiro título. Composta por pessoas que já fizeram Modern Warfare na Infinity Ward e Command & Conquer 3 na Electronic Arts, a empresa começou com um título brilhante e muito divertido. 

A devastação de um povo 

Pouco se sabe o que aconteceu com o povo dessa terra, mas um grande evento destruiu tudo o que era de bom nesse lugar. Esse evento foi chamado de The Great Calamity o que fez tudo virar pequenas ilhas flutuantes. O povo congelou ou simplesmente desapareceu e poucos sobreviventes completamente perdidos podem ser resgatados.  

Bastion (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

No papel do personagem, chamado apenas de Kid (garoto), a sua missão é re-construir uma fortaleza chamada de Bastion, com pedaços remanescentes da história desse povo, para assim refugiar os sobreviventes. As primeiras missões serão para encontrar pessoas perdidas e construir prédios que auxiliarão o personagem na história como arsenal de armas, memorial dentre outros, no total de seis prédios. 

Toda a história mencionada acima vai sendo explicada e desenrolada pelo narrador. Certas passagens se confundem bastante, mas faz parte da história em si. Há poucos momentos de escolher o que fazer e como fazer, do resto a história assim como o jogo segue de forma muito linear. 

Armas variadas, poderes e escudo 

Bastion possui uma variedade grande de armas, no total de 11. Se jogá-lo até o fim todas cairão no seu colo, ficando de lado apenas os upgrades que poderão ser feitos achando certos itens, comprando eles no “lost and found” e utilizando ainda como moeda cristais azuis que vão sendo encontrados pelo decorrer do jogo. 

O sistema de controle do jogo é simples, Kid carrega duas armas ao mesmo tempo, possui um poder especial que serve apenas para escapar de momentos de extremo risco, um escudo e a esquiva. Coordenar tudo isso leva certo tempo, porém como esses elementos funcionam perfeitamente e aprendendo a executá-los certinho fazem do jogo uma experiência muito prazerosa.

Bastion (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Para cada inimigo há formas bem distintas de ataque, a combinação exata dos comandos deixa o garoto de igual para igual com qualquer criatura, seja ela pequena ou um grande como um chefe de fase. As armas variam entre longa e curta distância e é bom equilibrar bem isso ao escolhê-las. Mesmo assim, certas armas exigirão um tempo de aprendizado, algumas são simples e certeiras como as Duelling Pistols, outras são mais complexas e levam certo tempo de adaptação como a Galleon Mortar. 

Resumindo, os controles do game Bastion são muito bons, não há lag nem falha, nada complicado para se fazer, apenas as ações certas no tempo certo. 

Visual e som de tirar o fôlego 

Graficamente, Bastion é muito bonito. Todo jogo é em 2D, com bonitas cores e sombras, apenas os personagens e inimigos são em 3D, mas possuem uma qualidade visual tão bonita que parecem desenhados como o cenário. Todos os personagens com destaque ao personagem principal Kid, possuem movimentos perfeitos e bem completos, com um detalhamento muito rico.

Bastion (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Toda a concepção artística do jogo é única, os personagens, inimigos, armas, juntando ainda com os elementos da história foram desenvolvidos realmente para esse novo universo de Bastion, misturando elementos indianos e árabes com outros da era medieval européia.

O cenário é um show a parte, ele vai se formando em camadas aos pés do personagem conforme ele vai se locomovendo, o que deixa o game com uma concepção única. Como tudo vai se formando, o principal elemento a se formar é o chão onde Kid irá pisar e depois todo o resto como itens quebráveis e detalhes de cenários não interativos. As cores são muito bonitas e vivas, cada fase contém contrastes de cores únicos situando bem o clima do momento do jogo.

Fases onde algo bom irá acontecer como o encontro com um personagem, possui cores mais vivas que as outras. As fases mais pesadas onde a história não se desenrola bem são mais escuras e tristes. Essa variação de cores vai se alterando com o decorrer da história, se em uma fase mais triste algo bom acontecer, é possível ver cores marcantes surgindo e “iluminando” certos detalhes do jogo. Percebe-se claramente o cuidado técnico artístico ao se jogar Bastion

Bastion (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

As músicas do jogo são lindas, aprofundam mais a experiência do jogador na história. Como toda a concepção visual do jogo mescla músicas árabes, com indianas e muito violão. Destaque para a música onde Kid encontra a personagem Zia, a música é cantada e você descobre o porquê disso ao encontrá-la.  

Os efeitos sonoros do jogo são muito bons, o barulho das armas, dos inimigos e do cenário são perfeitos e tudo se encaixando maravilhosamente bem. Destaque para o narrador, a voz é muito boa e diferentemente de qualquer coisa que já se jogou, qualquer acontecimento é narrado e tudo na história é explicado na hora.

E se prepare, pois ele não fecha a boca de ponta a ponta na história, o que acaba enchendo a paciência se você jogar certas fases novamente como as Who Knows Where, onde tudo é repetido a cada jogada. 

Conclusão 

Bastion é uma excelente experiência de jogo no geral. A história é confusa e poderia se desenrolar de forma melhor, mas todo o resto faz disso um simples detalhe. Com uma campanha na média de 8 horas e ainda a opção do new game plus, que é a opção de se recomeçar a história com o mesmo personagem em que terminou a primeira vez, o jogo faz valer cada centavo investido.

A jogabilidade é viciante, fazendo com que se termine Bastion pelo menos duas vezes, porém o jogo é excessivamente linear. Para os colecionadores de conquistas, fazer 200 pontos é bem fácil. Com o preço de 1200 MS Points, ou US$ 15, infelizmente Bastion ainda não está disponível no mercado brasileiro.

9

Gráficos
9
Jogabilidade
9
Diversão
8
Som
9

Prós

  • - Visual único e deslumbrante.
  • - Jogabilidade de primeira.
  • - Excelente variedade de armas.

Contras

  • - Pouca variedade de inimigos.
  • - História repetitiva e confusa.

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