Jogos de ação

NOTA tt
7.5

Review BioShock

O clássico Bioshock chega ao iOS, mas sofre com gráficos reduzidos. Confira a análise completa do remake do clássico para aparelhos da Apple.

Dário Coutinho
por
em

Bioshock é um dos ícones da geração passada. Um jogo de tiro como poucos, com muito mistério e uma direção de arte incrível. O clássico FPS retorna para iOS com versões exclusivas para os aparelhos mais tops da Apple, Bioshock para iPhone e iPad, apesar de belo, pode ter chegado de forma prematura às plataformas móveis, confira a análise.

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Bioshock iOS Edition (Foto: Divulgação)Bioshock iOS Edition (Foto: Divulgação)


Enredo envolvente

Poucas coisas nessa vida são mais impactantes que um acidente de avião. E Bioshock começa exatamente assim. Durante a queda de um avião, no oceano, você é o único sobrevivente. Mas, o choque de se encontrar vivo, rapidamente será substituído pela consternação de encontrar uma cidade submersa, Rapture.

Bioshock chega ao iOS com pouco requinte gráfico (Foto: Reprodução / Pocket Gamer) (Foto: Bioshock chega ao iOS com pouco requinte gráfico (Foto: Reprodução / Pocket Gamer))Bioshock chega ao iOS com pouco requinte gráfico (Foto: Reprodução / Pocket Gamer)

Perdida no meio do pacífico, Rapture era o sonho de um empresário megalomaníaco, que nos anos 60 decidiu criar uma utopia, longe de qualquer dogma religioso ou de estados reguladores. Rapture abrigava os melhores cientistas, artistas, magnatas e personalidades de sua época. Toda a cidade era voltada para o desenvolvimento do intelecto humano, em todos os campos.

Porém, tudo mudou com a descoberta de uma espécie de alga capaz de modificar o DNA humano. Rapidamente as pessoas ficaram obcecadas pela nossa “droga” que, junto com outros fatores, levou a ruína da cidade. Ao chegar em Rapture, o personagem controlado pelo jogador encontrar algo bem distante de uma utopia. A cidade já está destruída e repleta de pessoas deformadas pelo uso excesso da ADAM.

ADAM é o composto feito com a tal alga, capaz de modificar o DNA e dar às pessoas habilidades únicas. Essas “drogas” em Bioshock são usadas para aumentar os atributos do personagem controlado pelo jogador, dando-o até poderes sobrenaturais.

De volta a Rapture, dessa vez em versão mobile (Foto: Reprodução / Pocket Gamer)De volta a Rapture, dessa vez em versão mobile (Foto: Reprodução / Pocket Gamer)


Jogabilidade não tão óbvia

Em Bioshock, o jogador deve adentrar cada vez mais na cidade com o objetivo de coletar ADAM. Uma das principais mecânicas do jogo é a troca da substância, em máquinas espalhadas em toda a cidade, por melhorias genéticas para o seu personagem.

Contudo, todos os inimigos presentem no jogo também anseiam por tal substância, incluindo as Little Sisters. Garotinhas mutante que são quase inofensivas, caso não fosse seus protetores, os Big Daddys. Os Big Daddys são seres humanos deformados usando uma espécie de escafandro, uma roupa antiga de mergulho.

Um dos pontos onde o Bioshock se destaca são as escolhas morais em certos momentos. Ao derrotar um Big Daddy, por exemplo, o jogador pode “salvar” uma Little Sister, extraindo apenas uma parte do ADAM. Porém, você pode ser ganancioso, tomando todo o ADAM para si e matando a pobrezinha no processo. Fazendo isso, aos pontos o jogador percebe que se tornou mais uma alma perdida em Rapture.

iPad Air rodou o jogo melhor que os outros iDevices (Foto: Reprodução / Pocket Gamer)iPad Air rodou o jogo melhor que os outros iDevices (Foto: Reprodução / Pocket Gamer)

Como visto, Bioshock vai além dos simples “atire para matar”. Além de escolhas morais e busca por substâncias que alteram o seu DNA, o jogador deve resolver pequenos enigmas espalhados pelo jogo.

Conversão não tão perfeita

Definitivamente, Bioshock se destaca pela sua ambientação única e narrativa quebrada, que no jogo é sempre contada a partir da voz fantasmagórica do idealizador da cidade, vinda de gravações espalhadas por toda Rapture. A direção de arte é única. A cidade possui um ar de arte Déco, mesclando com maestria visuais retro com a temática futurista.

Porém, no iOS, grande parte do charme original do jogo para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, se perdeu pela suavização dos gráficos. Muitos shaders e efeitos de água, principalmente, foram retiradas em nome da performance. Mas mesmo assim, a conversão para iOS não está livre de problemas.

Bioshock rodando no iPad Air (Foto: Reprodução / Pocket Gamer)Bioshock rodando no iPad Air (Foto: Reprodução / Pocket Gamer)

No iPhone 5S é possível perceber lentidão em alguns momentos, e isso se agrava em dispositivos mais antigos como iPhone 5. Os efeitos de luz como múltiplos pontos de luz também foram severamente prejudicados.

No iPhone 5, o jogo lembra até mesmo um trailer que fora em 2008, na primeira tentativa de trazer o jogo para os recém lançado iPhone. Bioshock para iOS é exclusivo para iOS 7.1 e os seguintes dispositivos: iPhone 5, iPhone 5S, iPhone 5C, iPad Air, iPad 4 e iPad Mini Retina.

Outro problema em jogar Bioshock em telas pequenas é a poluição visual. Há muitos botões na tela, e eles chegam a comprometer a jogabilidade, principalmente nos momentos de combates intensos. O jogo tem suporte a controles MFi, o que atenua o efeito. Nos iPads, especialmente no iPad Air, o jogo apresenta menos serrilhados que nas versões para iPhone.

Conclusão

Bioshock para iPhone iPad sacrificou muito do seu visual na adaptação. Ainda é um jogo incrível se comparado a outros jogos para iOS, porém sem o brilho da versão para consoles e PC. Dito isso, fica difícil recomendar a versão para iOS, quando se pode jogar o game de forma mais interessante em outras plataformas.


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Nota TechTudo

NOTA tt
7.5
Gráficos
7
Jogabilidade
8
Diversão
7
Som
8

Prós

  • - Mesma campanha da versão para consoles
  • - Boa ambientação
  • - Mesma jogabilidade

Contras

  • - Visual piorado
  • - No iPhone, botões virtuais preenchem a tela
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  • Bruno Grossi
    2014-09-02T10:05:03  

    Would you kindly play this game?

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    • Bruno Grossi
      2014-09-02T10:05:03  

      Quem negativou não jogou o game.

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    • Bruno Grossi
      2014-09-02T10:05:03  

      Jogando em 2018 e estou adorando.