Jogos de estratégia

NOTA tt
5.0

Review Bladestorm: Nightmare

Com mais estratégia do que combate direto, Bladestorm: Nightmare decepciona quem busca o pacote de ação clássico da Omega Force

Dário Coutinho
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Bladestorm: Nightmare é um game de ação e estratégia desenvolvido pela produtora Omega Force e publicado pela Koei, as mesmas empresas envolvidas em jogos da série Dynasty Warriors. Com versões para PS4, Xbox One e PC, Nightmare é uma reformulação de Bladestorm: Hundred Years’ War, originalmente lançado em 2007 para PlayStation 3 e Xbox 360. Confira a análise do jogo.

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Joana dArc e outros personagens com visual de anime estão em Bladestorm: Nightmare (Foto: Divulgação)Joana d'Arc e outros personagens com visual de anime estão em Bladestorm: Nightmare (Foto: Divulgação)


Ambientação histórica

Desenvolvido pela Omega Force, Bladestorm: Nightmare segue pouco a linha de jogos anteriores da produtora. Se Dynasty Warriors é focado na história da China, e Samurai Warriors na do Japão, Bladestorm é ambientado na Guerra dos Cem Anos, ocorrida durante os séculos XIV e XV, entre a França e a Inglaterra.


Porém, há poucas semelhanças históricas no jogo, já que o game traz até guerreiros seminus, demônios e muitos personagens com visual de anime. Algo bem diferente do perfil dos heróis daquela época.

O jogador assume o papel de um(a) comandante, que tem um grupo de mercenários sobre o seu comando. É possível escolher entre aliar-se aos franceses ou ingleses antes da batalha. Cada conflito tem seu próprio conjunto de missões, que variam entre capturar um determinado castelo, ou defendê-lo de invasores. Certas lutas têm tarefas específicas que rendem recompensas em dinheiro, itens e experiência.

Poucos modos de jogo

A jogabilidade de Bladestorm: Nightmare é dividida em apenas quatro modalidades: “Story Mode”, “Free Mode”,  “Edit Mode” e “Online Play”. O primeiro é o clássico modo história, enquanto os outros dois são para criação e jogatina de fases e desafios. É possível, por exemplo, customizar totalmente a aparência e perfil de luta do comandante. O quarto e último modo é destinado a partidas em modo cooperativo com outros usuários.

Jogo tem apenas dois modos com uma campanha cada (Foto: Divulgação)Jogo tem apenas dois modos história com uma campanha cada (Foto: Divulgação)

No modo história, o game conta dois sub-modos: “Hundred Years’ War” e “Nightmare”. “Hundred Years’ War”, como o próprio nome sugere, é baseado na Guerra dos Cem Anos. Já “Nightmare”, conta com novos elementos inclusive monstros como ciclopes, vampiros, zumbis e muito mais.

Batalhas diferentes e focadas na estratégia

Com batalhas um pouco diferentes dos outros jogos da Omega Force, Bladestorm: Nightmare pode confundir quem já estava acostumado a comandar um personagem com “superpoderes”, como os de Dynasty Warriors.

Em Bladestorm: Nightmare, os personagens têm habilidades de liderança e esse é o aspecto que mais o difere de outros jogos da franquia. Partir para batalha sozinho, ou tentar resolver tudo com apenas um personagem, irá resultar em derrota. Neste game, o herói controlado pelo jogador sempre possui um grupo de aliados e é preciso usar comandos para coordenar a equipe.

Modo Nightmare é o destaque com a possibilidade de enfrentar criaturas míticas como dragões (Foto: Divulgação)Modo Nightmare é o destaque com a possibilidade de enfrentar criaturas míticas como dragões (Foto: Divulgação)

Felizmente, esses comandos são simples e se resumem em três botões. Conforme o jogador evolui na batalha, novos controles surgem. Dentre as ordens iniciais estão reagrupar, atacar em linha e defender o comandante. Os personagens, no entanto, não possuem combos ou golpes incríveis como em outros títulos da Omega Force. Em Bladestorm: Nightmare, eles atacam automaticamente quando próximos aos inimigos.

Cada fase é composta por condições de vitória e derrota. Esses objetivos dificilmente envolvem dizimar todo o contingente inimigo, pois mais soldados aparecem com o tempo, em ambos os lados. A maioria das fases tem como objetivo a conquista de territórios, mas há algumas delas cuja condição de vitória consiste apenas em aniquilar o comandante oponente.

O jogador começa com um grupo básico com infantaria, cavalaria e arqueiros. Durante o combate, mais unidades podem ser desbloqueadas. Há ainda grandes guerreiros que podem ser liberados durante as batalhas. Alguns deles são essenciais para a vitória em certas fases, e isso exige que o usuário cumpra várias missões menores na fase, com a finalidade de liberar esses guerreiros. Como um comandante, o protagonista pode aumentar o status dos guerreiros, e até mesmo assumir o lugar de um deles.

Em Bladestorm o foco é  coordenar os soldados e não batalhar por eles (Foto: Divulgação)Em Bladestorm o foco é coordenar os soldados e não batalhar por eles (Foto: Divulgação)

Embora pareça uma boa ideia, a execução não é tão grandiosa assim. A falta de personagens carismáticos ficou evidente, mesmo com o esforço da Omega Force em tornar a versão de Joana d’Arc mais “fofinha” ou sensual, dependendo do modo selecionado.

A diversão a longo prazo também é comprometida, pois muitas opções têm pouco impacto na evolução de cada batalha. É bastante comum ter a mesma facilidade para concluir uma fase com personagens iniciais e com guerreiros de alto nível.

Gráficos remodelados

A evolução gráfica dos jogos de computadores de 2007 para 2015 foi enorme, mas embora tenha melhorado visualmente, Bladestorm: Nightmare não acompanhou tal avanço. Essa impressão é reforçada caso o jogador esteja em um console da nova geração (PlayStation 4 e Xbox One), ou em um PC com uma placa gráfica de última geração. 

Apesar dos novos elementos, game ainda tem o visual da antiga geração (Foto: Divulgação)Apesar dos novos elementos, game ainda tem o visual da "antiga geração" (Foto: Divulgação)

Em relação à versão anterior, foram adicionadas texturas melhoradas, mais grama, árvores, novos efeitos de sombra e a quantidade de soldados na tela mais do que dobrou. Porém, a movimentação dos militares ainda continua bastante robotizada, o que rende até risadas. Muitas vezes, eles correm e lutam de forma sincronizada, com se estivessem em um desfile de escola de samba.

No quesito áudio, Bladestorm: Nightmare tem qualidade satisfatória. As músicas são grandiosamente épicas, da forma como as batalhas merecem. Porém, a atuação dos dubladores durante as cenas não interativas é risível.

Conclusão


As pistas de que Bladestorm: Nightmare é um jogo abaixo da média estão por toda a parte. Graficamente defasado, e com jogabilidade que não agrada fãs de longa data de Dynasty Warriors e muito menos iniciantes, Nightmare deixa a desejar também na dublagem. A única coisa que talvez satisfaça os jogadores são as referências históricas misturadas com fantasia e personagens de anime.

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Nota TechTudo

NOTA tt
5.0
Gráficos
6
Jogabilidade
5
Diversão
5
Som
4

Prós

  • Jogabilidade diferente
  • História criativa no modo “Nightmare”

Contras

  • Gráficos pouco inspirados
  • Dublagem fraca
  • Baixo fator replay
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