Jogos de aventura

NOTA tt
9.5

Review Broken Sword 5 The Serpent’s Curse Parte 2

Broken Sword 5: The Serpent’s Curse é a segunda e última parte do point-and-click que foca em puzzles mais complexos e narrativa de suspense tensa, mantendo o estilo consagrado da série. Confira a análise completa!

Lílian Moreira
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Broken Sword 5: The Serpent’s Curse foi lançado em dezembro, mas por atrasos no desenvolvimento ficou dividido em duas partes, a segunda finalizada e lançada meses depois. No entanto, é um jogo único, com uma história contínua, que foi pausada em um momento de tensão e só acaba realmente ao fim desta. Sendo assim, a segunda metade é bem similar à primeira, com pequenas diferenças, como foco maior em puzzles complexos e narrativa tensa o tempo todo.

Review: Broken Sword 5 The Serpent’s Curse Parte 1

Broken Sword 5 The Serpent’s Curse Parte 2 (Foto: Divulgação)Broken Sword 5 The Serpent’s Curse Parte 2 (Foto: Divulgação)



Depois do suspense, mais suspense

Após a atualização da segunda parte somos levados ao último momento possível de salvar, que é segundos antes da cena final da primeira parte. Somos obrigados a repetir a última ação e vemos novamente a dupla de protagonistas escapando do prédio em chamas com a pintura, La Malledicció, nos bolsos, deixando o corpo do Falseadr caído ao chão. Saindo pela janela de cima e ainda presos pelo fogo, avistam Langham, pedem por ajuda apenas para serem ignorados. Descobrem rapidamente que ele não é quem pensam ser e que a história então tomará outros rumos.

Depois de rever o momento de suspense em que fomos deixados na primeira parte é que o jogo realmente começa. Os protagonistas são levados ao lar original da pintura, em uma casa de uma família tradicional na Espanha, cujo patriarca é gnóstico e precisa desvendar os mistérios da pintura e encontrar a Tabula Veritatis antes da máfia russa. A partir desse trecho somos acompanhados por mais uma protagonista jogável, Eva Sanchez, a cética filha cujo pai está em perigo por se envolver até o pescoço em uma ceita que ela não compreende nem apoia.

O clima conspiratório misturado com simbologia mística lembra os livros de Dan Brown, como O Código da Vinci, mas em vez de ler ou assistir aos filmes e apenas ver a história se desenrolar na nossa frente, tomamos parte na ação e resolvemos os mistérios em nome de nosso personagens carismáticos.

Broken Sword 5: Três protagonistas em belos cenários (Imagem: Reprodução)Broken Sword 5: Três protagonistas em belos cenários (Imagem: Reprodução)


A mesma jogabilidade, mais difícil e tensa

Como é um jogo só, dividido em dois, a jogabilidade é exatamente a mesma da primeira parte, uma aventura point-and-click em que é preciso utilizar os recursos da tela e da bolsa para resolver puzzles. Com o quinto jogo da série, a Revolution Software já aprimorou bem a técnica e sabe fazer um jogo sem arestas soltas, acima da média atual.

Nessa segunda parte é explicado um pouco mais sobre o gnosticismo, sem a visão alarmista e desesperada do padre. Estes elementos se misturam com velhas notas de uma geração falecida, que precisava deixar um segredo a ser descoberto pelas pessoas certas. Deste modo, os puzzles são mais complexos, os diálogos mais densos e a história é tensa o tempo todo, como uma longa preparação para o clímax final, onde os mistérios são resolvidos.

Broken Sword 5: Puzzles místicos (Imagem: Reprodução)Broken Sword 5: Puzzles místicos (Imagem: Reprodução)

Quem comprou o jogo no lançamento e ficou esperando meses pela segunda parte pode ter se esquecido de algumas partes da história, e a única revisão existente é a repetição da cena final. Infelizmente não existe nenhuma outra forma de recapitulação. Além disso, existia um problema no Steam em que as conquistas ficavam apenas no jogo, não sendo associadas à conta do usuário. Isso foi parcialmente resolvido. As novas conquistas são salvas, mas as antigas não.

Isso não atrapalha a jogabilidade em si, já que cada trecho é independente, e quem começar a primeira parte agora e jogar as duas de uma vez não terá problemas. Mas quem teve que dividir a experiência em duas partes – justamente quem apoiou o jogo a ponto de comprá-lo imediatamente após o lançamento – ficou prejudicado nesses aspectos.

Broken Sword 5: Puzzles ficando mais complexos (Imagem: Reprodução)Broken Sword 5: Puzzles ficando mais complexos (Imagem: Reprodução)


A bela arte que já conhecemos

Como na primeira parte, o trabalho artístico é perfeito, desta vez somos apresentados a mais externas e a cenas amplas e cheias de detalhes. Novas localidades significam mais artes bonitas a serem apreciadas e exploradas. O som acompanha a perfeição visual, e agora está tenso quase o tempo todo, assim como a narrativa.

Conclusão

Broken Sword 5 The Serpent’s Curse Parte II mantém o alto padrão de qualidade da série, especialmente do quinto título. Mais tenso e mais focado em puzzles complexos do que a primeira parte, pode deixar o jogador bem compenetrado. A empresa no entanto poderia ter sido mais fiel aos compradores do lançamento e resolvido os problemas técnicos iniciais com mais atenção. No entanto, as falhas acabam por ser perdoadas ao se deparar com um jogo tão bem finalizado e envolvente, que atende à sua proposta como point-and-click.


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Nota TechTudo

NOTA tt
9.5
Gráficos
9
Jogabilidade
10
Diversão
9
Som
10

Prós

  • - Puzzles mais difíceis
  • - Narrativa conspiratória
  • - Simbologia misteriosa

Contras

  • - História dividida
  • - Pequenos bugs
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