Jogos casuais

NOTA tt
6.0

Review Chibi-Robo! Photo Finder

A nova aventura de Chibi-Robo para o Nintendo 3DS traz como principal atrativo uma mecânica de tirar fotos do mundo real e transformá-las em objetos virtuais. Porém, a essência da série se perde em minigames chatos e repetição.

Rafael Monteiro
por
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Chibo-Robo! Photo Finder é o mais novo jogo da franquia do robozinho doméstico da Nintendo, trazendo uma grande novidade como foco: a capacidade de criar objetos virtuais a partir de fotos do mundo real. Infelizmente esse novo foco tirou um pouco da essência da série e não necessariamente compensou em outros sentidos. Confira a anaálise completa abaixo.

Chibi-Robo foi anunciado na última conferência da Nintendo, confira!

Apesar do polimento, Chibi-Robo! Photo Finder decepciona na diversão (Foto: nintendoeverything.com)Apesar do polimento, Chibi-Robo! Photo Finder decepciona na diversão (Foto: Divulgação)

Uma noite no museu

Recentemente anunciado pela Nintendo, Photo Finder é uma aventura onde Chibi-Robo é enviado para ajudar a montar um museu, mais precisamente um museu de NostalJunk, objetos criados a partir de fotos do mundo real. No meio de sua jornada ele também ajudará brinquedos que criam vida e criaturas bizarras com seus próprios problemas.

Toda a mecânica do jogo é dividida em três elementos: criar NostalJunks, comprar Silhouette Films para criar NostalJunks e trabalhar para pagar pelos seus Silhouette Films. A moeda do jogo ainda são os Happy Points, pontos que Chibi-Robo ganha sempre que é útil ou ajuda alguém.

É possível visitar certas áreas, bem limitadas para exploração, e ganhar Happy Points por limpar poeira com um aspirador de pó, esfregar manchas com uma escova de dente ou catar lixo, como no Chibi-Robo original do GameCube. Porém, isso acaba sendo pouco eficiente em relação a outra opção, trabalhar por Happy Points.

Os carismáticos cozinheiros oferecem um trabalho para Chibi-Robo (Foto: technobuffalo.com)Os carismáticos cozinheiros oferecem um trabalho para Chibi-Robo (Foto: Reprodução)

Bateria fraca

Controlar Chibi-Robo para executar tarefas domésticas como limpeza ainda é fácil e prazeroso, porém pouquíssimo eficiente para ganhar Happy Points. O que outrora era o foco da franquia, fica reduzido a pequenas áreas não muito interessantes, desestimulando o jogador a optar por essa forma de ganhar pontos. Para piorar, a bateria inicial fornecida pelo jogo, de 50 Watts, dura pouquíssimo e torna o início da jornada muito arrastado.

No entanto, o jogo começa a desandar mesmo justamente quando você apela para os trabalhos. Para conseguir Happy Points suficientes você vai acabar tendo que se render a eles, que são uma espécie de minigames. O problema é que eles são alguns dos minigames mais chatos que já foram concebidos.

Para exemplificar, um deles envolve puxar uma fita métrica até a medida certa e outro envolve escolher ingredientes na geladeira para uma refeição. São monótonos e apesar de não faltar instruções sobre a jogabilidade do minigame, não há indicações de como vencê-los, sendo extremamente focados em tentativa e erro.

Trabalhos em Photo Finder se tornam tarefas monótonas e repetitivas (Foto: burneygamer.blogspot.com)Trabalhos em Photo Finder se tornam tarefas monótonas e repetitivas (Foto: Reprodução)

Por algum motivo Photo Finder parece enaltecer as falhas do jogador. Praticamente todos os minigames são feitos para você errar constantemente, com mensagens de falha muito agressivas e nenhuma compensação. Ao vencer um desses trabalhos é possível ganhar muitos Happy Points, mas ao falhar neles, você não ganhará praticamente nada e terá perdido seu tempo.

Quando finalmente você conseguir Happy Points suficientes para comprar os Silhouette Films e tirar fotos, há vários outros problemas. Primeiro, os objetos dos quais você deve tirar foto não são revelados, é preciso adivinhar o que são. Não é difícil identificar uma lata, um CD ou um rolo de papel higiênico, mas outros como um saquinho de chá ou um sushi serão impossíveis de se adivinhar de primeira.

O segundo problema seria exemplificado novamente pelo sushi. Quem terá um sushi à mão para tirar uma foto? Os objetos se alternam entre itens que você encontraria na rua e objetos mais domésticos, dificultando a progressão, já que em casa você provavelmente não terá um copo de lanchonete, nem terá um saquinho de chá na rua. Há ainda formas que não fazem sentido, como uma camiseta que exige pelo menos uns 3 metros de distância para fazê-la caber na tela.

Raramente uma silhueta se encaixará tão bem no seu objeto (Foto: justpushstart.com)Raramente uma silhueta se encaixará tão bem no seu objeto (Foto: Reprodução)

É possível contornar a maioria desses problemas tentando utilizar outros objetos com formatos parecidos ao invés dos que o jogo pede, porém isso acaba por estragar um pouco a proposta. Há ainda uma mecânica frustrante chamada NostalDud, que pode fazer com que após todo esse trabalho, seu NostalJunk acabe virando lixo virtual aleatoriamente, exigindo que você compre novamente o filme com seus Happy Points.

Pequeno robô, grandes feitos

Na parte gráfica o jogo se redime, trazendo um visual belíssimo, utilizando técnicas pouco vistas nos títulos do Nintendo 3DS. As texturas dos objetos e personagens são bem detalhadas, com efeitos de reflexo que as tornam ainda mais realistas. Personagens como Chibi-Robo e seu ajudante Telly realmente reluzem como se fossem metal.

Objetos distantes, como o fundo do cenário, têm texturas mais fracas, mas elas se mesclam bem com um efeito embaçado que deixa claro o contraste de distância e tamanho entre Chibi-Robo e o mundo a sua volta. Graças a esse contraste o efeito 3D do Nintendo 3DS ganha um novo nível de imersão e é bastante agradável no jogo.

Gráficos de Photo Finder trazem belos reflexos e texturas (Foto: geen82.tumblr.com)Gráficos de Photo Finder trazem belos reflexos e texturas (Foto: Reprodução)

Um dos pontos fracos do jogo está nos gráficos dos NostalJunk. Mesmo que o jogador tenha muita sorte de ter um objeto perfeito para fotografar e o enquadre com maestria, a câmera de baixa resolução do Nintendo 3DS não permitirá que uma textura muito boa seja tirada dele.

As músicas são de qualidade, normalmente passando a tranquilidade que habita a maior parte do jogo. Uma coisa que faz falta é ter notas musicas atreladas às ações de Chibi Robo, como no GameCube, o que dava um charme extra ao robozinho. As músicas não impressionam muito, com exceção da música tema do brinquedo Drake Redcrest, no melhor estilo herói japonês, com direito até mesmo a vocais.

A espera por Chibi-Robo acabou não valendo a pena (Foto: 8th-circuit.com)A espera por Chibi-Robo acabou não valendo a pena (Foto: Reprodução)

Conclusão

Chibi-Robo! Photo Finder tenta introduzir um elemento novo na série, mas acaba por desvirtuá-la e deixa a aventura bem sem graça. Mesmo que um jogador fique atraído pela mecânica de fotos a repetição dos péssimos minigames será um teste de paciência. O preço acessível (R$ 16,99) torna-o uma fácil compra de impulso, já que o polimento visual impressiona, mas há pouquíssima diversão no jogo.


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Nota TechTudo

NOTA tt
6.0
Gráficos
7
Jogabilidade
7
Diversão
6
Som
7

Prós

  • - Preço acessível
  • - Personagens carismáticos
  • - Belos gráficos e ótimo 3D

Contras

  • - Perdeu a essência da série
  • - Tirar fotos é trabalhoso
  • - Minigames monótonos demais
  • - Extremamente punitivo
  • - Início muito arrastado
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  • Taian Monsores
    2014-01-21T15:27:48

    Eu adorei esse jogo, vale à pena comprá-lo. Passei o final de semana todo jogando sem ver a hora passar e ainda não zerei. Realmente é um pouco chato não encontrar os objetos com a forma que o jogo pede as vezes, mas o jogo como um todo ficou muito bom.